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Fies 2026: divulgado edital para vagas remanescentes

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), publicou, no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, 6 de abril, o Edital nº 24/2026, que rege o processo seletivo de ocupação das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao primeiro semestre de 2026. A mantenedora que desejar que suas instituições de ensino superior participem do processo de oferta de vagas remanescentes do Fies deverá, obrigatoriamente, preencher a proposta de vagas para cada curso, turno e local de oferta, no período de 6 a 9 de abril. Todos os procedimentos necessários à assinatura e à emissão do termo deverão ser realizados exclusivamente por meio do Sistema Informatizado do Fies (Sisfies), no módulo FiesOferta. 

Já os estudantes interessados em participar do processo seletivo devem se inscrever no período de 22 a 29 de abril, exclusivamente pela internet, por meio da página do programa, disponível no Portal Acesso Único. As inscrições são gratuitas. Podem se inscrever os candidatos que atendam, cumulativamente, aos seguintes requisitos: 

  • Participação em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010; 
  • Média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos; 
  • Nota na redação superior a zero; 
  • Renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos; 
  • Condições de atingir a frequência mínima exigida para o primeiro semestre de 2026 no curso escolhido.  
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Haverá vagas destinadas à ampla concorrência e cotas para autodeclarados pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, tanto no Fies como no Fies Social, que é a reserva de 50% das vagas para candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com registro atualizado. Os inscritos no Fies Social terão prioridade para efeito de classificação. Ao serem pré-selecionados pelo Fies Social, poderão solicitar financiamento de até 100% dos encargos educacionais do curso.  

Todos os candidatos devem se certificar de que possuam condições de atingir a frequência mínima exigida, que é de 70% de presença, para concluir já no primeiro semestre de 2026 na opção de curso, turno e local de oferta para os quais venham a se inscrever, uma vez que, de acordo com o edital, o financiamento é válido exclusivamente para o referido período. Ou seja, não haverá postergação da pré-seleção da vaga para semestres letivos futuros.  

O resultado da chamada única será divulgado no dia 7 de maio. Entre os dias 8 e 11 de maio, os pré-selecionados na chamada única devem validar as informações declaradas na inscrição diretamente na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição de ensino superior. Depois disso, será a vez da validação das informações no banco. O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela CPSA, realizada na instituição de ensino para a qual o estudante foi pré-selecionado.  

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Lista de espera – Quem não for pré-selecionado na chamada única será incluído automaticamente na lista de espera, cuja convocação ocorrerá no período de 15 a 29 de maio. 

Classificação e modalidades de concorrência – A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Enem, com prioridade para: 

  1. Candidatos sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies; 
  1. Candidatos sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores; 
  1. Candidatos com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies; 
  1. Candidatos com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.  

Confira o cronograma de inscrição:  

Inscrições: 22 a 29 de abril   

Resultado da chamada única: 7 de maio   

Validação na CPSA da instituição: 8 a 11 de maio  

Período da lista de espera: 15 a 29 de maio    

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC, instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação como caminho para construir uma nova vida

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Para chegar às aulas no Campus Laranjal do Jari, do Instituto Federal do Amapá (Ifap), Rosa Alves saía de casa às 6h30 da manhã. Moradora de Monte Dourado (PA), precisava atravessar o rio em pequenas embarcações, conhecidas como catraias, e seguir a pé até o local onde estudava. A rotina exigia disposição, mas a formação no Ifap representava uma oportunidade de construir a autonomia que buscava para si e para os filhos. 

Anos antes, ela havia vivido uma situação que marcou seus planos para o futuro. No meio da noite, depois de ser expulsa da casa onde morava de favor, ficou sem ter para onde ir e se abrigou no banco de uma praça, com o filho nos braços. Ao recordar esse momento, ela lembra da decisão de buscar condições mais dignas para cuidar da própria família. “Eu ia ter meu emprego, eu ia ter a minha casa, eu ia ter o meu carro, eu ia cuidar dos meus filhos”, contou. 

 Assista ao vídeo:

Criada pela mãe ao lado de três irmãos, Rosa construiu uma trajetória em que os estudos e o trabalho abriram novas possibilidades. Em 2008, foi aprovada em um concurso da prefeitura de Laranjal do Jari (AP) e começou a trabalhar no ano seguinte. A chegada do instituto federal trouxe outra perspectiva: a oportunidade de fazer um curso técnico. “Eu me animei e falei: ‘acho que aqui é o meu ponto de partida’”, recorda. Ela se inscreveu, passou e iniciou a formação. 

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Além do deslocamento diário entre a cidade em que morava e a que trabalhava, Rosa acompanhou os desafios do início das atividades no instituto federal. As aulas aconteciam em uma sala alugada, enquanto professores e estudantes construíam juntos a rotina de ensino.  

A conclusão do curso técnico em secretariado executivo do Ifap marcou uma nova etapa. Rosa também havia sido aprovada em um concurso público do instituto e recebeu uma notícia especial no dia da formatura: seria nomeada para trabalhar na instituição em que estudava. “Exatamente no dia da formatura, o reitor informou que eu seria nomeada. Foi uma alegria imensa”, lembrou. 

A formação técnica e o ingresso como servidora se somaram a outro projeto que ela já vinha preparando. Rosa pediu licença do trabalho na prefeitura, foi a Macapá (AP) e prestou vestibular para administração. Ao tomar posse no instituto, começou também a realizar o desejo de cursar a graduação, com o apoio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

O sonho de estudar administração – Rosa guarda na memória a emoção de entrar na sala de aula da faculdade. Sentada ao fundo, ela conta que chorou ao perceber que havia chegado a uma etapa pela qual tanto esperava. “Eu lembro que chorei porque eu estava realizando o meu maior sonho. O maior sonho da minha vida era fazer administração”, contou. 

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O acesso aos estudos passou a fazer parte também da trajetória de seu filho. Ele concluiu um curso técnico na área de redes, prestou concurso público junto com a mãe e se tornou seu colega de trabalho no Campus Macapá do Ifap. 

Para Rosa, acompanhar essa conquista é uma das realizações proporcionadas pela educação. Sua história reúne o esforço para continuar estudando, a entrada no serviço público e a possibilidade de ver o filho construir o próprio caminho. “Sempre penso que a educação é o nosso passaporte do amanhã”, afirmou. 

As mudanças também proporcionaram experiências novas para a família. Rosa conta com carinho sobre a primeira viagem que conseguiu fazer com os três filhos. Foram cerca de dez dias juntos, uma experiência que até então não haviam tido. 

Ao olhar para o percurso, Rosa reconhece nos estudos uma contribuição para as condições de vida que construiu. Da travessia do rio para frequentar as aulas até a chegada à graduação, a educação esteve presente nas oportunidades que permitiram seguir seus planos e compartilhar novas experiências com os filhos. “A educação me proporcionou tudo o que eu tenho hoje”, pontuou. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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