NACIONAL
Enem 2025: inscritos autodeclarados indígenas crescem 89%
Em alusão ao Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado no sábado, 9 de agosto, o Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), traz um comparativo entre 2022 e 2025 na quantidade de participantes com inscrições confirmadas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que se autodeclaram indígenas. De acordo com o Painel Enem, na comparação entre os anos, houve um aumento de 89%. O número passou de 19.980 para 37.489. Os dados completos estão disponíveis no portal do Inep.
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Leia mais: Painel Enem 2025 detalha inscrições no exame
Em relação à escolaridade, 16.610 dos inscritos autodeclarados indígenas, em 2025, afirmaram estar cursando a última série/ano do ensino médio. O quantitativo é o dobro dos 8.279 inscritos autodeclarados indígenas que disseram, em 2022, serem concluintes do ensino médio.
Este ano, o perfil dos inscritos confirmados autodeclarados indígenas por sexo apresenta uma diferença pequena, 55,61% feminino e 44,39% masculino. Juntos, o número de participantes que disseram já ter concluído o ensino médio é de 14.052.
Dentro da distribuição geográfica por unidades da federação, Amazonas foi o estado que mais teve inscritos confirmados autodeclarados indígenas (6.764), seguido de Pernambuco (4.525) e Bahia (3.450). A realização das provas do exame desta edição estará distribuída em 1.804 municípios brasileiros.
Aplicação – As provas do Enem 2025 serão aplicadas nos dias 9 e 16 de novembro. Excepcionalmente, Belém, Ananindeua e Marituba, no Pará, terão agenda diferenciada. Nesses municípios, a aplicação será nos dias 30 novembro e 7 de dezembro.
A diferença de data em relação ao restante do país ocorre por conta da realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá na capital paraense no período da aplicação regular do exame.
Enem – O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem se tornou a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (Prouni).
Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são utilizados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetro para acesso a auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Data – O Dia Internacional dos Povos Indígenas, celebrado anualmente em 9 de agosto, é dedicado à conscientização e ao reconhecimento das culturas, das tradições e dos direitos dos povos indígenas em todo o mundo. A data foi estabelecida pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1994, marcando o dia da primeira reunião do grupo de trabalho sobre populações indígenas, em 1982.
No Brasil, estima-se que existam cerca de 305 etnias indígenas, que falam mais de 274 línguas diferentes. Segundo o Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população indígena no Brasil corresponde a 0,83% da população total do país. A garantia dos direitos indígenas é uma questão importante no Brasil e passa pelo direito à educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Governo do Brasil inclui mais obras da educação no Novo PAC
O Governo do Brasil publicou no Diário Oficial da União (DOU) de quarta-feira, 6 de maio, a Resolução n° 13, que define novas obras a serem realizadas no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e ações a serem executadas por meio de transferência obrigatória de recursos. Para a educação, o documento determina os meios necessários para a construção de dois novos campi e duas novas sedes de institutos federais, além da criação de novos laboratórios para a educação superior.
Para integrar as ações de expansão da educação profissional e tecnológica (EPT) e fortalecer a modalidade de ensino, o programa incluiu dois novos campi: São Bernardo do Campo e Serrana, ambos pertencentes ao Instituto Federal de São Paulo (IFSP). A ação faz parte dos 100+ Institutos Federais, que recebe R$ 2,5 bilhões do Novo PAC para gerar, assim que todos estiverem prontos, mais de 155 mil novas vagas, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio. A política visa atender regiões que não contam com a cobertura da EPT ou que registram baixo número de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população.
A Resolução também determina que as instalações das novas sedes dos campi Belford Roxo e São Gonçalo, do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), sejam reenquadradas como obras de consolidação, mantendo em 111 o número de novas unidades em implementação. O Novo PAC investe R$ 1,4 bilhão para garantir que os campi de institutos federais possuam a infraestrutura completa, qualificando a oferta do ensino, da pesquisa e da extensão. Para isso, os recursos são alocados na construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula, laboratórios, quadras poliesportivas e, como no caso das duas novas sedes, em instalações definitivas.
Já para a educação superior, a Resolução prevê a elaboração de novos laboratórios no Campus Sosígenes Costa, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Desde sua concepção, o Novo PAC assegurou a criação de 11 novos campi de universidades federais, além de outras 421 obras que já foram finalizadas ou que ainda estão em andamento. O programa alocou R$ 3,9 bilhões para construção, reforma e ampliação de infraestrutura acadêmica e administrativa, além de mais R$ 1,9 bilhão para modernização, expansão e aquisição de equipamentos para os hospitais universitários federais.
Novo PAC – O Novo Programa de Aceleração do Crescimento foi formulado para acelerar o crescimento econômico e a inclusão social do país, com foco na geração de emprego, renda e redução das desigualdades. A política abrange diversos setores, como saneamento, habitação, saúde, educação, mobilidade urbana e esporte, e prioriza a retomada de obras paralisadas, bem como a conclusão de projetos estruturantes. O Novo PAC investirá R$ 1,8 trilhão em todos os estados do Brasil, sendo R$ 1,3 trilhão até 2026 e R$ 0,5 trilhão após 2026.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações das Secretarias de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) e de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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