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Educação Digital e Midiática passa a integrar critérios do VAAR

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A incorporação da educação digital e midiática nos currículos da educação básica passa a integrar os critérios analisados para habilitação das redes de ensino ao Valor Anual por Aluno por Redução de Desigualdades (VAAR), mecanismo de complementação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 

A medida foi discutida e aprovada na 1ª reunião ordinária da Comissão Intergovernamental de Financiamento para a Educação Básica de Qualidade (CIF), realizada em 5 de março, que definiu a metodologia de aferição das condicionalidades da complementação-VAAR para 2026, com efeitos na distribuição dos recursos da complementação no exercício de 2027. 

A CIF é composta por representantes do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

Entre os critérios analisados está a Condicionalidade V, que verifica se estados, municípios e o Distrito Federal possuem referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, a partir de agora, se esses documentos incorporam as competências previstas na BNCC Computação e nas Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular de educação digital e midiática

Na prática, as redes de ensino deverão demonstrar que seus currículos foram atualizados e aprovados pelas instâncias competentes dos sistemas de ensino, contemplando competências relacionadas ao pensamento computacional, à compreensão do mundo digital e à participação crítica na cultura digital. 

Diretrizes nacionais orientam atualização curricular – A incorporação da educação digital e midiática aos currículos resulta de um processo de construção normativa e pedagógica desenvolvido ao longo dos últimos anos no país. A BNCC, homologada em 2017, já estabelece na Competência Geral nº 5 o desenvolvimento da cultura digital como direito de aprendizagem dos estudantes. 

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Em 2022, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou o Parecer e a Resolução CNE/CEB nº 1/2022 que instituem a BNCC Computação, detalhando as competências e habilidades relacionadas ao pensamento computacional, ao mundo digital e à cultura digital a serem desenvolvidas nas etapas da educação básica. 

Na sequência, a Política Nacional de Educação Digital (PNED), instituída pela Lei nº 14.533/2023, reforçou a obrigatoriedade de integrar essas aprendizagens aos currículos escolares como parte da formação integral dos estudantes. 

Mais recentemente, o CNE aprovou as Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular da educação digital e midiática, por meio da Resolução CNE/CEB nº 2/2025. 

As diretrizes estabeleceram o prazo de dezembro de 2025 para atualização dos currículos das redes de ensino, com implementação a partir de 2026, e orientam estados e municípios na organização pedagógica da educação digital e midiática. A normativa prevê que essa integração pode ocorrer de forma transversal às áreas do conhecimento ou como componente curricular específico, permitindo que cada rede de ensino defina a estratégia mais adequada para cada etapa e para seu contexto educacional. 

Nesse sentido, a decisão da CIF reforça um processo de regulamentação e indução de políticas públicas já em curso, conduzido pelo Ministério da Educação em articulação com o Conselho Nacional de Educação e com as  p de ensino, para garantir o direito de aprendizagem relacionado à educação digital e midiática na educação básica. 

Apoio às redes de ensino – Para apoiar estados e municípios nesse processo, o MEC desenvolve um conjunto de ações no âmbito da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec)

Um dos pilares dessa estratégia tem sido o apoio à atualização curricular e ao planejamento pedagógico das redes de ensino. Desde 2024, o MEC mantém uma agenda de assessoria técnica aos estados, com mais de 120 reuniões realizadas, além de um encontro nacional com representantes das 27 unidades da federação e seis encontros regionais presenciais voltados ao diálogo com as redes de ensino. 

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Também foi ofertada uma especialização de 360 horas em Educação Digital e Midiática, que já conta com adesão de mais de 4.700 redes municipais de ensino. 

No campo da formação docente, o MEC disponibiliza, no Portal de Formação Mais Professores, mais de 80 cursos sobre educação digital e midiática, por meio do Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec), que já somam mais de 470 mil certificações emitidas. 

Outra iniciativa importante é o Referencial de Saberes Digitais Docentes, acompanhado de uma ferramenta de autodiagnóstico dos saberes digitais, que apoia no mapeamento do nível de maturidade nas dimensões estabelecidas e já conta com mais de 175 mil professores de redes participantes. 

O MEC também lançou o guia “Educação Digital e Midiática: como elaborar e implementar o currículo nas escolas”, que reúne orientações pedagógicas para apoiar redes de ensino na atualização curricular e na integração dessas competências ao cotidiano escolar. 

Formação para cidadania no mundo digital – A integração da educação digital e midiática aos currículos busca garantir que estudantes da educação básica desenvolvam competências essenciais para compreender, criar e participar de forma crítica, segura e responsável no mundo digital. 

Em um contexto marcado pela expansão das tecnologias digitais, pela circulação intensa de informações e pelos desafios relacionados à desinformação, ao uso responsável das plataformas digitais e à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, fortalecer essas aprendizagens nas escolas públicas torna-se cada vez mais urgente. 

Nesse cenário, a complementação-VAAR do Fundeb também contribui para incentivar políticas educacionais que ampliem oportunidades de aprendizagem e promovam maior equidade entre as redes de ensino, fortalecendo o compromisso do país com uma educação digital inclusiva, crítica e alinhada aos desafios contemporâneos. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) 

Fonte: Ministério da Educação

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PND: educação brasileira teve mais de 10 mil professores selecionados após a última edição

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A Prova Nacional Docente (PND) tem sido utilizada como subsídio em processos seletivos e concursos públicos realizados por estados e municípios em todo o país. Em 2025, mais de 10 mil professores foram selecionados em editais que utilizam a nota do exame. Iniciativa do Ministério da Educação (MEC), realizada por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a PND integra o eixo de Valorização do programa Mais Professores

A prova é voltada a estudantes concluintes, graduados em licenciatura e profissionais da educação que tenham interesse em utilizar o resultado da prova em processos seletivos das redes de ensino que optarem por adotar a nota da avaliação em seus processos de seleção. Cerca de 220 mil candidatos que participaram do exame se inscreveram em editais das redes de ensino no ano passado, o que representa um terço do total de participantes. 

A PND utiliza a mesma avaliação teórica do Enade das Licenciaturas. No último domingo, 20 de setembro, foi realizada a PND 2026. A prova foi aplicada em 806 cidades de todo o país e contou com mais de 625,9 mil inscritos. Vale ressaltar que os professores devem ficar atentos aos processos seletivos estaduais e municipais que utilizam a PND para que possam se inscrever. 

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O conteúdo da prova se baseia nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial de professores da educação básica, além das normas e legislações aplicáveis às áreas avaliadas. A prova é composta por uma parte de formação geral docente, com 30 questões objetivas e uma discursiva de formação geral, além de 50 questões objetivas de componente específico da área escolhida.  

Adesão – Em todo o país, a PND já teve a adesão de 2.031 entes federativos. Entre eles estão 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros. Em comparação com 2025, o número de redes que manifestaram interesse em usar os resultados da prova em seus processos de seleção registrou crescimento superior a 30%. Os entes têm autonomia para realizar a adesão, divulgada pela Portaria nº 527, de 18 de junho de 2026 em uma lista com todos os entes que aderiram.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria Executiva (SE)

Fonte: Ministério da Educação

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