NACIONAL
MME e EPE divulgam estudos e dados complementares do PDE 2035
Como parte das ações de transparência e ampliação do acesso às informações do planejamento energético nacional, o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgaram, nesta quarta-feira (3/6), estudos e documentos complementares do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035.
O conjunto reúne materiais que aprofundam e detalham aspectos relevantes do plano, contribuindo para o acompanhamento dos resultados, a compreensão das premissas adotadas e o acesso às informações técnicas utilizadas nos estudos.
Entre os documentos divulgados está o Painel de Resultados do PDE 2035, ferramenta interativa que consolida os principais resultados energéticos do plano. O painel contempla informações sobre oferta interna de energia, geração elétrica, capacidade instalada, consumo final de energia, emissões de gases de efeito estufa, investimentos, balanço energético e outros indicadores relevantes para o horizonte decenal de 2026 a 2035.
A base de dados pode ser baixada em formato de planilha.
Também foi disponibilizada a lista de empreendimentos de transmissão de energia considerados no Plano, com o detalhamento dos projetos de linhas de transmissão e subestações considerados no plano. O material busca conferir transparência a respeito da expansão prevista para a infraestrutura de transmissão e apoiar a compreensão das soluções consideradas para o atendimento ao sistema elétrico nacional.
Além disso, a EPE disponibiliza os conjuntos de arquivos dos modelos computacionais utilizados nos estudos de expansão da geração elétrica do cenário de referência do PDE 2035. Foram compartilhados os arquivos referentes aos modelos NEWAVE, Modelo de Decisão de Investimentos (MDI) e Balanço de Potência (BP), utilizados na avaliação da expansão do parque gerador e das condições de atendimento aos critérios de suprimento do sistema elétrico.
Para acessar os estudos e documentos complementares do PDE 2035, clique aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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NACIONAL
Nova CNH gera economia de R$ 9,6 bilhões para motoristas em oito meses
Mudanças nas regras reduziram custos e tempo para obtenção e renovação da carteira; medidas incluem digitalização, cursos gratuitos e renovação automática para bons condutores
As mudanças recentes nas regras para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já proporcionaram uma economia estimada de R$ 9,6 bilhões aos motoristas brasileiros em apenas oito meses. Os dados foram divulgados pelo Ministério dos Transportes nesta quinta-feira (10).
Segundo a pasta, o custo médio para obtenção da habilitação na categoria AB, que permite dirigir carros e motocicletas, passou a ser de aproximadamente R$ 1.256, uma redução de cerca de 50%. Além da economia financeira, o tempo médio necessário para conseguir a carteira também diminuiu 30%.
As novas regras foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) no fim de 2025 e alteraram de forma significativa o modelo tradicional de formação de condutores. Entre as mudanças está o fim da obrigatoriedade de realização de aulas exclusivamente em autoescolas.
Com a alteração, os candidatos podem realizar a preparação teórica por meio de cursos digitais gratuitos e fazer as aulas práticas com instrutores autônomos credenciados. De acordo com o Ministério dos Transportes, houve aumento de 12% na realização dos cursos teóricos após a implementação das novas regras.
Outra mudança foi a redução da carga mínima de aulas práticas. O número, que anteriormente era de 25 horas, caiu para apenas duas horas. Também houve revisão de exigências consideradas burocráticas. Apesar das alterações, continuam obrigatórios os exames médicos, as provas teórica e prática e o registro biométrico dos candidatos.
O novo modelo também trouxe mudanças para a renovação da habilitação. Motoristas considerados bons condutores, sem infrações recentes e cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores, passaram a ter direito à renovação automática e gratuita em determinadas condições.
Segundo o Ministério dos Transportes, foram realizadas 1,7 milhão de renovações automáticas, resultando em uma economia de aproximadamente R$ 1,44 bilhão para os condutores.
A procura pela habilitação também cresceu. Entre janeiro e agosto deste ano, foram registrados 7,3 milhões de requerimentos, alta de 216% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 2,3 milhões. Para o governo, o aumento está relacionado à redução dos custos e à maior facilidade para emissão da CNH.
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o conjunto de medidas reduziu de maneira significativa o custo para obter a primeira habilitação, que historicamente representa uma barreira de acesso, principalmente para a população de menor renda.
As mudanças, porém, também provocaram críticas de entidades ligadas ao setor de autoescolas. As organizações apontam possíveis riscos à qualidade da formação dos novos motoristas e defendem a manutenção de exigências mínimas mais rigorosas.
O governo, por outro lado, argumenta que a padronização dos exames e a manutenção das provas obrigatórias garantem a segurança necessária durante o processo de habilitação.
Nos primeiros meses de implementação, apenas 13,2% dos novos habilitados realizaram as aulas práticas com instrutores autônomos. O Ministério dos Transportes informou ainda que houve redução de 77% nos registros de infrações entre novos condutores.
As medidas fazem parte de uma estratégia de modernização e redução da burocracia no processo de habilitação, com foco na diminuição dos custos para os motoristas e na ampliação do acesso à CNH.
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