NACIONAL
Dia dos Avós: Que tal uma viagem para celebrar e criar novas histórias em família?
Neste sábado (26), celebramos o Dia dos Avós, uma data para homenagear aqueles que são a raiz da nossa história, donos das melhores memórias e do abraço mais acolhedor. Mais do que um presente, uma viagem em família é uma oportunidade de retribuir todo esse carinho, fortalecer laços e criar novas histórias que serão contadas por muitas gerações.
O Ministro do Turismo, Celso Sabino, ressalta o poder do turismo em unir pessoas. “A viagem entre gerações é uma das experiências mais ricas que o turismo pode proporcionar. É a troca de olhares, o compartilhamento de histórias que fortalecem os laços. No Ministério, nosso trabalho é garantir que o nosso turismo esteja preparado para cuidar de quem amamos, com respeito, segurança e carinho”, afirma.
Planejar uma viagem com os avós é um ato de cuidado. A escolha de um destino com boa infraestrutura, ritmo tranquilo e atrações que todos possam aproveitar é o segredo para uma experiência confortável e feliz.
Destinos para unir gerações – De norte a sul, o Brasil possui um destino perfeito para unir diferentes famílias e construir memórias. Confira abaixo algumas dicas, mas lembre-se que existem muitos destinos para se descobrir pelo país:
Belém (PA) – A capital paraense é um mergulho na cultura e nos sabores da Amazônia. A Estação das Docas, com seus restaurantes e sorveterias, e o Theatro da Paz oferecem passeios culturalmente ricos, ideais para um roteiro tranquilo.
Maceió (AL) – Conhecida pelas praias de águas calmas e mornas, a capital de Alagoas é uma ótima pedida para relaxar. A orla de Pajuçara é plana e ótima para caminhadas, e os passeios de jangada até as piscinas naturais encantam todas as idades.
Caldas Novas (GO) – Famosa por ser a maior estância hidrotermal do mundo, a cidade é sinônimo de relaxamento e bem-estar. Os hotéis e parques aquáticos com águas termais oferecem diversão e descanso para toda a família.
Holambra (SP) – A “cidade das flores” proporciona uma viagem charmosa e tranquila, com forte influência da cultura holandesa. Suas ruas planas e floridas são um convite para passeios com boas opções de gastronomia.
Foz do Iguaçu (PR) – Lar do Parque Nacional do Iguaçu, possui uma excelente infraestrutura, com ônibus, elevadores e passarelas que permitem que todos, independentemente da mobilidade, possam admirar a espetacular vista das Cataratas.
Atender bem – Para que essa viagem especial seja perfeita, é essencial que seus avós sejam recebidos com todo o cuidado e respeito que merecem. Pensando nisso, o Ministério do Turismo atua na qualificação do setor e disponibiliza a cartilha “Dicas para Atender Bem Turistas Idosos”.
O guia orienta hotéis, agências e outros profissionais a oferecerem um serviço mais seguro, acessível e acolhedor, garantindo uma experiência de alta qualidade para os viajantes da terceira idade.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Caminho Saint-Hilaire une fé, natureza e história na única cordilheira do Brasil
Prepare-se para embarcar em uma experiência transformadora pelo Brasil profundo. Encravado na única cordilheira do país, o Caminho Saint-Hilaire (CaSHi) desponta como uma rota regional, que conecta ecoturismo, cultura e espiritualidade no estado de Minas Gerais. O trajeto liga os municípios de Conceição do Mato Dentro e Diamantina, promovendo uma imersão no ecoturismo de base comunitária. A travessia cruza a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e passa por áreas de Mata Atlântica e Cerrado, com destaque para as paisagens dos campos rupestres.
A trilha foi batizada em homenagem a Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês que esteve na região no século 19 e registrou em seus diários a riqueza da flora nativa e a cultura mineira. Essa herança está eternizada na identidade visual da rota: a logomarca, inserida na tradicional pegada amarela e preta, traz elementos das plantas coletadas pelo cientista naquelas montanhas, em um design assinado por Luciano Amador Jr., sob a gestão do Instituto Auguste de Saint-Hilaire.
Durante a travessia, cuja duração varia entre nove e doze dias, os aventureiros passam por diversas unidades de conservação essenciais para a biodiversidade, como a Área de Proteção Ambiental (APA) das Águas Vertentes, o Monumento Natural Várzea do Lajeado e Serra do Raio, além das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Terra da Unidade e Terra do Sol. Ao longo do trajeto, a paisagem natural se revela em miradouros de altitude, grutas escondidas, cascatas e locais para banho, culminando em céus límpidos e perfeitos para a observação astronômica noturna. O percurso pode ser feito a pé, de bicicleta ou a cavalo.
Para os caminhantes, a distância planejada é de 182 quilômetros, exigindo de dez a doze dias de viagem. Já os ciclistas e cavaleiros percorrem um traçado de 200 quilômetros, em jornadas que duram de sete a nove dias. Com um nível de dificuldade moderado e uma altimetria positiva que chega a 1.277 metros, a aventura exige preparo físico e equipamentos adequados.
Vale ressaltar que a trilha ainda não está disponível no formato autoguiado, sendo indispensável a contratação de guias locais para garantir a segurança e o pleno aproveitamento da experiência.
Turismo de base comunitária
Além das paisagens moldadas por montanhas e cachoeiras cristalinas, o roteiro se conecta por quinze comunidades tradicionais, como Itapanhoacanga, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Córregos, Vau e Tapera. Nesses vilarejos, o visitante encontra casarios preservados e igrejas barrocas. A região abriga o Patrimônio Mundial de Diamantina até o sistema agrícola das apanhadoras de flores Sempre-Vivas, considerado pela ONU o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial do Brasil.
A gastronomia é um espetáculo à parte nessa travessia. A rota atravessa os renomados territórios produtores do queijo minas artesanal do Serro e de Diamantina, ambos reconhecidos como bens culturais imateriais da humanidade. O paladar do viajante pode ser brindado, ainda, com os vinhos finos, os cafés e as cervejas artesanais produzidas no Alto Jequitinhonha. Para revigorar as energias, a tradição local oferece o Chá do Pedestre, uma bebida relaxante e anti-inflamatória à base de rosmaninho, que foi adotada pelo próprio Saint-Hilaire durante suas expedições.
Fé e espiritualidade
O Caminho transcende o turismo de natureza para se consolidar como uma rota de peregrinação. Enquanto o caminhante convencional parte da Praça Dom Joaquim, em Conceição do Mato Dentro, rumo ao norte, o peregrino é convidado a realizar o trajeto no sentido inverso, partindo da Casa da Serva de Deus Irmã Benigna, em Diamantina. Essa jornada é guiada por catorze estações de renovação da fé, englobando santuários, igrejas e capelas históricas.
O trajeto passa por locais de imensa devoção e beleza, como a Igreja de Nossa Senhora Aparecida de Córregos, que abriga um raro órgão musical do século 18, e o Santuário de Nossa Senhora das Dores, situado em uma pacata vila na estonteante Serra do Caroula. Essa atmosfera é complementada pelas práticas holísticas das comunidades, que preservam vivos os saberes das benzedeiras, os conhecimentos sobre plantas medicinais e diversas terapias integrativas, promovendo uma verdadeira ciência espiritual e uma autêntica reconexão interior para quem percorre o território.
Como chegar
Para os viajantes que desejam iniciar a expedição a partir do marco zero, em Conceição do Mato Dentro, a logística é facilitada pela infraestrutura viária mineira. O município está a 164 quilômetros de Belo Horizonte e a 135 quilômetros do Aeroporto Internacional de Confins. O acesso principal se dá pela rodovia estadual MG-10, atravessando as belezas do Parque Nacional da Serra do Cipó.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC). Juntas, as trilhas possuem mais de 25.000 km planejados, com cada trilha identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela, que pode ser personalizada com sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas, mas não se limitando a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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