NACIONAL
Correios começa a atender aposentados e pensionistas do INSS
Aposentados e pensionistas de todo o país passaram a contar, a partir desta sexta-feira, 30 de maio, com a opção de atendimento presencial para tratar de descontos associativos não autorizados no seu benefício. Em mais de cinco mil agências dos Correios, o serviço foi pensado especialmente para quem tem dificuldade com canais digitais, como o aplicativo Meu INSS ou a Central 135. Até o início da tarde de hoje, mais de 30 mil pessoas já haviam sido atendidas em todo o Brasil.
Eu estou emocionada. Todo mundo educado, nota 10. A gente precisa de carinho. O idoso, quando chega e encontra um sorriso, um gesto de carinho, fica satisfeito. O Brasil está precisando disso: carinho pra gente”
Maria Teresinha de Jesus,
aposentada atendida na Agência Central de Salvador
Logo nas primeiras horas do dia, os beneficiários começaram a ser atendidos com acolhimento, segurança e prioridade por equipes treinadas. A aposentada Maria Teresinha de Jesus foi uma das primeiras a aparecer na Agência Central de Salvador (BA). “Eu estou emocionada. Todo mundo educado, nota 10. A gente precisa de carinho. O idoso, quando chega e encontra um sorriso, um gesto de carinho, fica satisfeito. Nós queremos isso: sorriso. O Brasil tá precisando disso: carinho pra gente”, afirmou.
O início do atendimento presencial nas agências dos Correios mobilizou autoridades do Governo Federal, que acompanharam de perto o funcionamento do serviço em diferentes estados.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, visitou a Agência Central dos Correios em Recife (PE). Em Pernambuco, 146 agências dos Correios já estão habilitadas para acolher os beneficiários. A expectativa é de que até a próxima semana todas as 184 cidades do estado estejam com atendimento disponível, assegurando cobertura completa e humanizada.
“Apesar do número grande de aposentados, não houve tumulto. O atendimento está rápido. O primeiro dia de parceria entre o Ministério da Previdência e os Correios foi um sucesso”, afirmou o ministro.
Queiroz acompanhou o primeiro aposentado a fazer a consulta presencial no estado de Pernambuco. Ele não tinha qualquer desconto indevido. “Estive aqui conversando com os atendentes dos Correios, conversando com alguns aposentados, atendi o primeiro aposentado a entrar na agência. Ele consultou, não teve descontos, recebeu um comprovante que não teve desconto nos últimos cinco anos. Mas falei com outros que tiveram desconto, que já receberam o comprovante dos descontos e, assim, eles iniciam esse processo de ressarcimento”, relatou Queiroz.
O advogado-Geral da União, Jorge Messias, visitou a Agência Central de Brasília (DF) e aproveitou também para conversar com os segurados. “Essa é a determinação do Governo Federal, sob a liderança do presidente Lula: cuidar das pessoas, proteger os direitos dos mais vulneráveis e agir com responsabilidade em cada etapa do processo.”
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, começou o dia na agência Cidade São Paulo (SP). Ele concedeu uma coletiva para a imprensa e reforçou a importância da ação. “Essa etapa é fundamental porque queremos alcançar justamente quem mais precisa: pessoas que não conseguiram resolver pelo aplicativo ou pelo telefone 135. Nosso objetivo é garantir que ninguém fique de fora. Por isso, a parceria com os Correios é estratégica. É esse atendimento mais humano e próximo que o nosso público merece e precisa.”
Em Salvador, o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, alertou que os beneficiários não precisam correr às agências. “Pode vir com tranquilidade. Nós queremos que os beneficiários tenham um atendimento humanizado, sejam acolhidos nesse momento que eles estão precisando do atendimento do governo”, afirmou Santos. Somente na manhã de hoje, os Correios atenderam 6,2 mil pessoas.
PROTEÇÃO DE DADOS – A parceria com o INSS prevê protocolos rigorosos de segurança, com atendimento feito exclusivamente por profissionais treinados em unidades próprias dos Correios. Todos os dados dos beneficiários são tratados com base na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo confidencialidade e rastreabilidade.
LOCAIS SEM AGÊNCIA HABILITADA – Para regiões ainda não atendidas pelas agências habilitadas, estão sendo planejadas ações itinerantes e mutirões de atendimento, com o objetivo de garantir a universalização do serviço.
>> Confira mais detalhes e a lista completa das unidades habilitadas.
Quem deve procurar esse atendimento?
Se você tem dificuldade com celular, computador ou internet, esse atendimento presencial é para você!
Mas fique atento: os canais preferenciais para o atendimento continuam sendo o aplicativo Meu INSS, o site do INSS e a Central 135. Se você já fez a consulta por um desses meios, não é necessário ir a uma agência dos Correios.
O que você pode fazer na agência dos Correios?
- Nas agências dos Correios, aposentados e pensionistas podem:
- Consultar se houve algum desconto no seu benefício;
- Contestar descontos não autorizados;
- Confirmar se algum desconto foi autorizado;
- Acompanhar o resultado da contestação (após 15 dias úteis);
- Analisar documentos enviados por associações;
- Receber protocolo de atendimento com orientações para continuar acompanhando pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.
Cuidado com os golpes!
Ninguém do INSS ou dos Correios está autorizado a ir até sua casa para oferecer esse serviço. O atendimento é feito apenas:
- Pelo aplicativo Meu INSS
- Pelo site do INSS
- Pela Central 135
- E, agora, presencialmente, nas agências dos Correios
Em caso de dúvida, sempre procure os canais oficiais antes de tomar qualquer decisão.
Por: Secretaria de Comunicação Social
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NACIONAL
Último dia para preencher o Diagnóstico Equidade
As redes estaduais e municipais de ensino têm até esta quarta-feira, 22 de julho, para participar do Diagnóstico Equidade 2026. O envio das informações deve ser feito por meio do módulo da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), disponível no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
O diagnóstico reúne informações sobre os avanços e os desafios das redes de ensino na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.
O MEC alerta que o não envio das informações via Simec poderá inviabilizar o repasse de futuros investimentos operacionalizados no contexto do Plano de Ações Articuladas (PAR).
Objetivos – O mapeamento busca subsidiar políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas. O diagnóstico também busca monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o Brasil.
Os eixos do diagnóstico estão organizados em dez dimensões temáticas: fortalecimento do marco legal; formação de gestores e profissionais da educação; gestão educacional; materiais didáticos e paradidáticos; currículo; financiamento; indicadores, avaliação e monitoramento; gestão democrática e mecanismos de participação social; educação escolar quilombola; e educação escolar indígena.
Pneerq – A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola foi instituída pela Portaria nº 470/2024. Ela reúne ações e programas educacionais voltados à educação para as relações étnico-raciais, à educação escolar quilombola e ao tratamento de temas relacionados às desigualdades étnico-raciais, bem como ao racismo nos ambientes de ensino.
Entre os eixos previstos na política estão a estruturação de um sistema de metas e monitoramento; a implementação do art. 26-A da Lei nº 9.394/1996; a formação de profissionais da área de ensino visando a atuação na educação para as relações étnico-raciais (Erer) e na educação escolar quilombola (EEQ); o desenvolvimento de capacidades institucionais para a condução dessas políticas nos entes federados; o reconhecimento de práticas educacionais antirracistas; as ações relacionadas às desigualdades étnico-raciais na educação; a educação escolar quilombola, conforme as Diretrizes Nacionais; e os protocolos de identificação e resposta a situações de racismo nas escolas públicas e privadas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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