NACIONAL
Companhias aéreas brasileiras projetam aumento de voos para o próximo verão
A próxima temporada de verão no Brasil, que se inicia no mês de dezembro e segue até fevereiro de 2026, terá um importante reforço: as principais companhias aéreas do país vão disponibilizar pelo menos 111,3 mil voos para o período, favorecendo a movimentação de viajantes pelo país.
A Gol irá ampliar a oferta em 15%, com 65 mil viagens. Já a LATAM vai operar mais de 2 mil voos extras na alta temporada, chegando ao número total de 42,7 mil no período. A Azul, por sua vez, tem 3,6 mil voos adicionais programados.
Os dados refletem o ótimo momento do turismo nacional, que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentou expansão de 6,1% de janeiro a julho de 2025.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, reforça que ampliar a conectividade aérea do país é uma das prioridades do governo federal para impulsionar ainda mais o crescimento do turismo nacional.
“O aumento no número de voos é fundamental e é uma das nossas prioridades. Ainda mais quando falamos de verão no Brasil, que atrai não só turistas brasileiros, mas também viajantes internacionais. Com toda certeza, estamos observando os reflexos do expressivo crescimento do turismo brasileiro”, destaca Sabino.
No caso da Gol, a região Nordeste do Brasil contará com mais de 21 mil voos. Viagens para Fernando de Noronha, retomadas pela empresa, terão ligação direta a partir de São Paulo (SP) e Recife (PE). Aracaju (SE), Porto Seguro (BA) e Salvador (BA) também vão dispor de reforço em frequências e destinos.
Quanto à LATAM, as novas rotas contemplam voos de São Paulo (Aeroporto de Congonhas) para Teresina (PI) e Aracaju (SE); do Rio de Janeiro (Santos Dumont) para Salvador (BA) e Porto Seguro (BA); do Rio de Janeiro (Galeão) rumo a Florianópolis (SC) e de Fortaleza (CE) a Belo Horizonte (Aeroporto de Confins).
Já a Azul vai focar no Aeroporto de Congonhas, com voos para destinos do Nordeste e do Sul do país, como Natal (RN), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Salvador (BA), Navegantes (SC) e Foz do Iguaçu (PR).
EXPANSÃO – Recentemente, um estudo inédito apresentado durante o Salão do Turismo 2025, promovido pelo Ministério do Turismo na capital paulista, mostrou que cerca de 55 milhões de brasileiros viajaram ao menos duas vezes desde o início do governo Lula, no ano de 2023, consolidando o setor como um dos principais motores da economia nacional.
O levantamento foi realizado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados. Outro dado destacado no levantamento é que 63% dos turistas mantiveram ou aumentaram o número de viagens no período, sendo que, destes, 1/4 afirmou que a quantidade aumentou desde 2023. A pesquisa também apontou que quase 1/3 dos viajantes frequentes percebe melhora na qualidade das viagens.
O resultado está diretamente associado ao aumento do orçamento das famílias para turismo: mais da metade dos entrevistados (55%) relatou ter ampliado recursos destinados a viagens, sendo que 1 em cada 3 afirmou que elevou significativamente o investimento.
INCENTIVO – O cenário reforça a importância de políticas públicas que incentivem viagens de brasileiros no país. O programa “Conheça o Brasil: Voando”, coordenado pelo Ministério do Turismo e executado em parceria com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), é uma das iniciativas. A proposta busca ampliar a conectividade aérea entre os destinos nacionais, especialmente os regionais; aumentar a quantidade de visitantes circulando pelo país e estimular a geração de negócios no setor.
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
MEC inaugura estruturas acadêmicas para indígenas na UFMS
O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta quarta-feira, 10 de junho, as novas estruturas acadêmicas para estudantes indígenas do Campus Aquidauana da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e entregou o Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil (Autocine), do Campus Campo Grande. Também foram assinadas as ordens de serviço para a expansão do projeto Aldeias Conectadas e para a obra de infraestrutura elétrica do Bloco 4 do Campus Paranaíba.
Com essas entregas, o investimento total na UFMS chega a R$ 35 milhões, sendo R$ 12,6 milhões referentes às ações anunciadas e R$ 22,4 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) destinados a ações de expansão e consolidação. A cerimônia ocorreu em Campo Grande (MS) e contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini; do secretário de Educação Superior, Marcus David; da reitora da UFMS, Camila Celeste; e de estudantes indígenas.
“A retomada de investimentos nas universidades e nos institutos federais que temos feito nos últimos três anos amplia o acesso ao ensino, garante que as nossas instituições se tornem mais atrativas e forneçam todas as condições necessárias para a permanência dos estudantes”, afirmou Barchini. “Com esses recursos, espaços que antes estavam sucateados, fechados e inadequados foram transformados, o que, além de fortalecer a formação dos estudantes, leva o desenvolvimento econômico e social à região”.
Com esses recursos, espaços que antes estavam sucateados, fechados e inadequados foram transformados, o que, além de fortalecer a formação dos estudantes, leva o desenvolvimento econômico e social à região.” Leonardo Barchini, ministro da Educação
A reitora da UFMS comemorou a entrega e ressaltou seu impacto nas comunidades atendidas: “Muitos dos nossos estudantes são a primeira geração das suas famílias que têm a oportunidade de acessar o ensino superior, porque o MEC investe na interiorização das universidades. Então, os investimentos que recebemos aqui significam mobilidade social, oportunidade e esperança para a região”.
Entre os espaços inaugurados estão a expansão do Alojamento Indígena (etapa 1), que inclui o Laboratório de Informática, o LabCrie Indígena, a Sala Verde Indígena, a Copa Acadêmica, a Brinquedoteca e a Sala de Lactante, que ficam no Campus Aquidauana da UFMS. Os ambientes foram construídos com investimentos de R$ 4 milhões da própria universidade, com o objetivo de garantir a inclusão, a permanência e o sucesso acadêmico de estudantes indígenas, além de promover maior integração digital e equidade no acesso à educação superior.
Para o Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil (Autocine), a instituição alocou R$ 6,8 milhões. A expansão do projeto Aldeias Conectadas receberá o recurso de R$ 300 mil. Já a obra de infraestrutura elétrica do Bloco 4 do Campus Paranaíba foi orçada em R$ 1,5 milhão.
Alojamento – Inicialmente projetado para atender 100 estudantes, o espaço foi ampliado e readequado para 200 vagas, garantindo mais conforto para os estudantes em geral e novos locais voltados à permanência de mães indígenas na graduação. O alojamento conta com camas, sala de amamentação, ambientes planejados para crianças pequenas, poltronas ergonômicas e berços. Além disso, também foi construído um novo vestiário indígena, composto por instalações sanitárias, chuveiros, lavatórios e áreas de trocas, que terá capacidade para atender ao fluxo de até 400 estudantes do regime de alternância, que são aqueles que dividem seu tempo entre a universidade e a vida nas comunidades.
Laboratórios – O Laboratório de Informática foi concebido para promover a inclusão digital e complementar o ecossistema holístico da universidade. Nele, os alunos terão acesso a equipamento modernos, conectividade estável, cabeamento estruturado e espaços físicos adequados para aprender o que é demandado pela nova realidade do mercado de trabalho. Já o LabCrie busca fomentar a criatividade e a inovação na educação básica, apoiando as atividades desenvolvidas pelos alunos do curso de Pedagogia Indígena. O local é constituído por computadores e mesas para trabalhos coletivos.
Sala Verde – A instalação será dedicada à sustentabilidade e ao diálogo de saberes, promovendo a convergência entre o conhecimento científico acadêmico e o respeito aos ensinamentos originários de preservação do bioma pantaneiro. A sala funcionará como uma espécie de auditório onde a comunidade acadêmica poderá se encontrar para realizar esses debates.
Copa Acadêmica e Brinquedoteca – A copa será totalmente equipada com fogão, geladeira, mesas e utensílios para a cozinha, de forma a assegurar que os estudantes possam preparar suas próprias refeições, com base nas tradições, culturas e laços comunitários. A Brinquedoteca faz parte das ações que visam à permanência de estudantes com filhos na universidade e terá jogos, brinquedos e assistência de profissionais para as mães.
Projeto Aldeias Conectadas – Criada durante a pandemia, inicialmente a ação levou conectividade para sete aldeias de Mato Grosso do Sul: Ipegue; Lagoinha; Água Branca; Bananal; Limão Verde; Colônia Nova; e o distrito de Taunay. Agora, com a expansão, mais 11 comunidades integrarão o projeto, o que beneficiará mais de mil estudantes. Para garantir o funcionamento, a universidade instalou duas torres de comunicação com radiotransmissores, que tornaram possível a disponibilização de internet via Wi-fi com até dois pontos de acesso por aldeia.
Autocine – O Centro de Convivência e Empreendedorismo Estudantil, no Campus Campo Grande da UFMS, é um espaço voltado ao desenvolvimento social e comunitário e foi construído em uma área total de 12,6 mil m². A edificação terá aproximadamente 2,1 mil m², com dois pavimentos em arquitetura modular, compostos por cozinha experimental, espaço para escritórios, salas para coworking, refeitório, livraria, lojas, ambientes para eventos com palco, camarim e bilheteria. No total, foram investidos cerca de R$ 6,8 milhões na obra.
Novo PAC – Por meio do Novo PAC, o MEC investe em ações de consolidação e expansão da universidade, que inclui: construção da Faculdade de Direito, infraestrutura e urbanização do Setor Aginova e da Unidade de Psicologia, estruturas acadêmicas e demais reformas no campus Campo Grande; e complexos esportivos e/ou culturais nas demais unidades, com exceção do Campus Corumbá.
UFMS Indígena – O programa foi criado em 2025 para fomentar a ampliação e a permanência desse público na universidade e para contribuir com a efetivação dos direitos indígenas, promovendo ações que respeitem a autodeterminação dos povos originários, valorizem suas culturas e favoreçam sua integração no desenvolvimento regional e nacional. A iniciativa propõe ações concretas, contínuas e integradas organizadas em três eixos estratégicos:
- Fortalecer a trajetória acadêmica dos estudantes indígenas por meio do ingresso, permanência e conclusão dos cursos de graduação e de pós-graduação;
- Ampliar a participação indígena nos projetos de ensino, pesquisa, extensão, empreendedorismo e inovação, cidadania e sustentabilidade; e
- Promover ações voltadas ao ambiente acolhedor, inclusivo e representativo.
UFMS – A universidade foi fundada oficialmente em 1969, ainda com a denominação de Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT). Para isso, a instituição reuniu a Faculdade de Farmácia e Odontologia de Campo Grande, o Instituto de Ciências Biológicas de Campo Grande (ICBCG), o Instituto Superior de Pedagogia de Corumbá e o Instituto de Ciências Humanas e Letras de Três Lagoas. Após a divisão do estado, em 1979, foi concretizada a federalização da instituição que passou a ser chamada de Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.
Atualmente, a UFMS possui dez campi: Campo Grande, Aquidauana, Chapadão do Sul, Corumbá, Coxim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas. A instituição oferta 123 cursos de graduação e 48 programas de pós-graduação para quase 30 mil alunos. O Programa Bolsa Permanência (PBP) é prioridade: são ofertadas 611 vagas, entre as quais 576 são ocupadas por estudantes indígenas e 35 por quilombolas. O quadro de profissionais é composto por 1.584 docentes e 1.756 técnicos administrativos.
Resumo | Mais educação para o Mato Grosso do Sul
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação
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