NACIONAL

Patrimônio da Previdência Complementar atinge R$ 3,1 trilhões em 2025

Em junho de 2025, os recursos administrados pelas entidades de previdência complementar atingiram R$ 3,11 trilhões, o equivalente a 25% do PIB do Brasil. Desse total, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) possuem R$ 1,36 trilhão de ativos investidos, sendo R$ 890 bilhões aplicados em Títulos Públicos Federais e o restante em outros ativos, demonstrando a importância da previdência complementar para a poupança de longo prazo no país.

Já a rentabilidade acumulada das EFPC, no período de 2016 a junho deste ano, foi da ordem de 171,5% enquanto o segmento aberto alcançou o retorno médio de 128,7% no mesmo período. A diferença de rentabilidade entre os segmentos pode ser explicada pelas taxas de administração menores e pela finalidade não lucrativa do segmento fechado, bem como pela carteira de investimento mais diversificada e com um perfil de longo prazo, mais adequado ao objetivo de pagamento de benefícios previdenciários sob a forma de renda.

Os dados estão disponíveis no Relatório Gerencial de Previdência Complementar (RGPC) do segundo trimestre de 2025 divulgado, nesta quinta-feira (9), pela Secretaria de Regime Próprio e Complementar, por intermédio do Departamento do Regime de Previdência Complementar. A publicação apresenta as principais informações sobre as entidades fechadas e abertas de previdência complementar, com a finalidade de acompanhar e dar transparência à evolução dessas entidades e de seus planos de benefícios.

Suplemento Especial: Educação Financeira e Previdenciária e o Projeto “Poupadores do Futuro” 

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A cada trimestre o RGPC conta com um Suplemento, que aborda um tema específico e relevante para o segmento fechado de previdência complementar. Nesta edição, o documento convida a conhecer os avanços das iniciativas relacionadas à Educação Financeira e Previdenciária, com destaque para o Projeto Poupadores do Futuro.

O objetivo do Ministério da Previdência Social (MPS) é ampliar a proteção social e previdenciária da sociedade. A agenda de Educação Financeira e Previdenciária teve avanços significativos, a partir de parcerias firmadas no contexto da Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF), com a finalidade de fortalecer a cultura previdenciária, e de ações promovidas, voltadas para crianças e jovens no ambiente escolar.

Pagamento de Benefícios – A Previdência Complementar pagou cerca de R$ 103,2 bilhões, no acumulado dos últimos 12 meses, em benefícios de prestação única e continuada para aproximadamente 950 mil aposentados e beneficiários. Desse total, R$ 98,5 bilhões (95%) foram pagos aos aposentados que acumularam recursos nas EFPC e R$ 4,7 bilhões (5%) foram pagos por planos comercializados pelas EAPC.

No período entre junho de 2024 e junho de 2025, o incremento no valor de benefícios pagos, no segmento fechado de previdência complementar, foi de 8,1%.  Essa dinâmica de crescimento no pagamento de benefícios das EFPC demonstra o caráter previdenciário do setor. O mercado de renda nesse segmento está bem consolidado e é responsável pela ampliação da proteção social e manutenção do padrão de vida dos seus participantes no momento da aposentadoria ou em caso de recebimento de pensão.

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Resultado Financeiro – No segundo trimestre de 2025, o superávit acumulado das entidades fechadas de previdência complementar foi de R$ 24,9 bilhões, em cerca de 440 planos, e o déficit acumulado foi de R$ 31,6 bilhões, em aproximadamente 247 planos.

 A bolsa de valores brasileira apresentou uma performance positiva acumulada de 15,4% no segundo trimestre de 2025, impactando positivamente a classe de ativos de renda variável. Na mesma direção, a manutenção da taxa Selic em 15% influenciou positivamente os investimentos de renda fixa de curto prazo do setor. A curva de juros de longo prazo também gerou reflexo positivo para os títulos públicos, classe de ativos correspondente a cerca de 86% do total dos investimentos do segmento fechado de previdência complementar.

Servidores Públicos – Segundo dados do RGPC, 27 entidades administram 49 planos de previdência complementar para servidores públicos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, alcançando 1.148 patrocinadores. A cobertura previdenciária é de cerca de 256 mil servidores e o patrimônio é de aproximadamente R$ 25 bilhões. Atualmente, 2.002 entes subnacionais (94% dos que possuem Regime Próprio de Previdência Social – RPPS) já aprovaram lei de instituição do RPC, dos quais 840 tiveram o convênio de adesão aprovado pela Previc e, portanto, possuem o RPC vigente.

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

MME e ENBPar assinam contratos que destinam R$ 305 milhões para eficiência energética em municípios

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) assinaram, nesta quarta-feira (10/6), os contratos das chamadas públicas Procel Reluz e Procel Energia Zero em Prédios Públicos. Juntas, as iniciativas somam investimentos de R$ 305 milhões destinados à promoção da eficiência energética em municípios de todas as regiões do Brasil.

Representando o ministro Alexandre Silveira, a secretária substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, ressaltou que as chamadas públicas são fruto do trabalho desenvolvido pelo Ministério para garantir que os benefícios da transição energética alcancem toda a população.

“Esses investimentos reafirmam o compromisso do Governo do Brasil com a modernização da infraestrutura pública e com o avanço de uma transição energética sustentável. Ao ampliar a eficiência da iluminação pública e transformar prédios públicos em edificações de Energia Zero, reduzimos custos para os municípios, incentivamos a inovação tecnológica e promovemos melhorias concretas na qualidade de vida da população em todas as regiões do país”, destacou.

O diretor-presidente da ENBPar, Marlos Costa, enfatizou que esses contratos representam mais um passo no fortalecimento de uma gestão energética inteligente e eficiente para as cidades brasileiras. “A iniciativa demonstra o compromisso com a modernização da administração pública, promovendo soluções que aliam responsabilidade, inovação e eficiência na aplicação dos recursos públicos”.

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Os recursos serão aplicados na modernização dos sistemas de iluminação pública por meio da substituição de luminárias convencionais por tecnologia LED, além da reforma e adequação de edificações públicas para o conceito de Energia Zero.

Modernização da iluminação pública
A Super Chamada Pública Procel Reluz contou com investimentos de aproximadamente R$ 162 milhões e beneficiou 128 municípios distribuídos pelas cinco regiões do país.

O Procel Reluz tem como missão fomentar a implantação de sistemas de iluminação pública mais eficientes, utilizando tecnologias modernas que proporcionam menor consumo de energia, maior durabilidade e redução de custos operacionais.

Entre os principais benefícios do programa estão a melhoria da segurança viária para motoristas e pedestres, a valorização de monumentos, praças e espaços urbanos, o incentivo à ocupação de áreas públicas e o estímulo à inovação tecnológica no setor.

Prédios públicos mais eficientes e sustentáveis
Já a Chamada Pública Procel Energia Zero em Prédios Públicos (CPEZ) tem como foco a modernização da infraestrutura pública por meio da transformação de edifícios como escolas, unidades de saúde e sedes administrativas em construções de alto desempenho energético.

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A iniciativa recebeu 154 propostas de instituições de todas as regiões do Brasil, das quais 42 projetos foram selecionados, totalizando investimentos de R$ 143,4 milhões.

O conceito de Energia Zero aplica-se a edificações que combinam elevada eficiência energética com geração local de eletricidade a partir de fontes renováveis, alcançando um balanço energético anual próximo de zero. Dessa forma, os prédios passam a consumir apenas a energia necessária para seu funcionamento, compensando grande parte dessa demanda com geração própria.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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