NACIONAL

CMSE destaca os avanços das obras do linhão Manaus-Boa Vista para integrar Roraima ao SIN

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (11/06), a 306ª Reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que, entre diversos temas, tratou sobre a interligação Manaus-Boa Vista, que agora está com mais de 90% das obras concluídas. O empreendimento deverá ser concluído no segundo semestre de 2025, garantindo uma economia de mais de R$ 1 bilhão por ano na conta do consumidor brasileiro de energia elétrica.

A obra marca a ação do Governo Federal para garantir que o estado de Roraima, que atualmente é suprido de forma isolada, seja incluído no Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento total da obra é de R$ 2,6 bilhões.

Na reunião, o Comitê também destacou a conclusão da implementação dos aprimoramentos nos Sistemas Especiais de Proteção (SEPs), medida que viabilizará o aumento dos limites de transmissão do SIN, especialmente para a transferência de energia renovável produzida no Nordeste para as demais regiões do país. A medida foi discutida inicialmente na 304ª Reunião do CMSE, em abril e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) destacou, na reunião de hoje, que até o Programa Mensal de Operação (PMO) de julho de 2025, que ocorrerá em 26 de junho de 2025, concluirá os estudos e normativos e divulgará os novos limites de transmissão. Também na reunião do PMO de julho de 2025, o ONS também apresentará os resultados da avaliação solicitada pelo CMSE sobre a adoção de critérios diferenciados de operação e os eventuais impactos na redução de cortes de geração renovável.

Também foi discutido durante a reunião sobre a necessidade de aprimoramento dos modelos computacionais que pautam a operação e formação do preço de curto prazo no mercado brasileiro e sobre os cenários de oferta de geração considerados nos estudos de planejamento elétrico. Além disso, o colegiado debateu sobre a Consulta Pública nº 186, de 3 de junho de 2025, CVAR, cujo período de contribuição vai até o dia 3 de julho de 2025.

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O CMSE avaliou a disponibilidade de gás natural para geração termelétrica, considerando a parcela de suprimento boliviano, e deliberou o encaminhamento de solicitações de estudos, além de cronograma da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com medidas regulatórias e operacionais necessárias para viabilizar a implantação com celeridade e a antecipação da implantação da Estação de Compressão – ECOMP Japeri, priorizando a segurança energética e a resiliência do sistema de transporte.

Informações Técnicas

Condições Hidrometeorológicas:  Em maio, a precipitação ficou restrita ao extremo sul do país e à Região Norte, condição típica dos meses de outono. A precipitação foi superior à média histórica nas bacias dos rios Jacuí, Madeira, no médio São Francisco, no alto Tapajós, Xingu e Tocantins. Nas demais bacias hidrográficas com relevante participação hidrelétrica do SIN, predominou a precipitação inferior à média climatológica. 

Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), no decorrer de maio, foram observados valores abaixo da média histórica para todos os subsistemas. Foram verificados 84%, 40%, 46% e 67% da Média de Longo Termo (MLT) para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste e Norte, respectivamente.

Já em junho, no cenário mais positivo, as previsões são: 77%, 65%, 41% e 66% da MLT, nesta ordem, para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Para o SIN, os resultados apontam para condições de afluência de 70% da MLT, sendo o 5º menor patamar para um histórico de 95 anos.

Ainda em junho, de acordo com o cenário menos favorável, a indicação é de uma ENA abaixo da média histórica para todos os subsistemas. A previsão para o Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte é de 72%, 37%, 41% e 62% da MLT, respectivamente. Para o SIN, o estudo aponta condições de afluência prevista de 62% da MLT, sendo o menor valor para o mês de um histórico de 95 anos.

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Energia Armazenada: Em maio, foram verificados armazenamentos equivalentes de 68%, 36%, 74% e 98% no Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. Para o SIN, o armazenamento foi de aproximadamente 69%.

Para o último dia de junho, a expectativa é de 65%, 36%, 67% e 98% da EARmáx, considerando o cenário inferior para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte, respectivamente. No cenário superior, há a previsão de 66%, 36%, 67% e 98% da EARmáx, considerando a mesma ordem. Para o SIN, os resultados devem ser de 65% da EARmáx, tanto para o menos favorável quanto para o mais favorável.

Expansão da Geração e Transmissão: A expansão verificada em maio de 2025 foi de 1.818 MW de capacidade instalada de geração centralizada de energia elétrica, de 370,94 km de linhas de transmissão e de 2.444 MVA de capacidade de transformação. Assim, no ano de 2025, até maio, a expansão totalizou 3.901 MW de capacidade instalada de geração centralizada, 1.047 km de linhas de transmissão e 3.629 MVA de capacidade de transformação.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do país, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE de hoje serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes do colegiado e divulgada conforme o regimento.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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