NACIONAL
Brasil participa de encontro latino sobre educação para a paz
O Ministério da Educação (MEC) apresentou as políticas públicas e iniciativas implementadas pelo Brasil durante o “Encontro Regional de Alto Nível sobre a Recomendação de 2023 relativa à Educação para a Paz, Direitos Humanos e Desenvolvimento Sustentável: América Latina e Caribe como Território de Paz”, com destaque para as ações do Programa Escola que Protege (ProEP). A política pública integra o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave), criado pela pasta para fortalecer as escolas na prevenção e no enfrentamento à violência. O evento realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, de 12 a 14 de novembro, reuniu representantes de mais de 20 países da região.
Presente no encontro, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Thaís Dias Luz Borges Santos, ressaltou que o Brasil vem alinhando as políticas educacionais aos princípios da Recomendação de 2023 da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em conformidade com os direitos humanos, a cultura de paz, a diversidade e a sustentabilidade na educação básica. Ainda de acordo com a gestora, a participação do MEC enfatizou o compromisso do país com a construção de redes intersetoriais e internacionais de cooperação para a promoção de ambientes escolares seguros, inclusivos e acolhedores.
“Participar do encontro reforça nosso compromisso com a cooperação internacional e com a construção de escolas resilientes e promotoras de direitos. Apresentamos as ações estruturantes conduzidas pelo MEC, especialmente no âmbito do Programa Escola que Protege/Snave, que articulam prevenção, resposta e reconstrução para enfrentar as múltiplas violências que afetam as comunidades escolares. Nosso propósito é assegurar ambientes seguros, inclusivos e acolhedores para todas as crianças, adolescentes e educadores”, completou a coordenadora-geral.
Também foram apresentadas a nova Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae), que será lançada oficialmente nos próximos meses; a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq); e a coleção de cadernos temáticos lançados pelo MEC em educação e direitos humanos.
ProEP – O Programa Escola que Protege tem como objetivo fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas. O ProEP visa promover a formação continuada de profissionais da educação e fomentar a construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, além de assessorar as redes de ensino em casos de ataques de violência extrema. O programa foi criado em conformidade com a Lei nº 14.643/2023, regulamentada pelo Decreto nº 12.006/2024, e é a principal iniciativa do MEC na operacionalização do Snave.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
CNE orienta redes de ensino sobre organização do calendário escolar durante a Copa do Mundo Feminina de 2027
A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, por unanimidade, o Parecer CNE/CEB nº 7/2026, que dispõe sobre a aplicação do artigo 67 da Lei nº 15.421/2026 e a organização dos calendários escolares das redes pública e privada para o ano letivo de 2027. O documento orienta os sistemas de ensino sobre a organização dos calendários escolares em razão da realização da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 no Brasil, programada para ocorrer entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027.
A manifestação atende a consultas encaminhadas ao colegiado por entidades representativas do setor educacional e de gestores municipais e estaduais, como Foncede, Undime, Anec e FNP.
Impacto local – Nos municípios que receberão partidas da Copa e nas regiões metropolitanas ou áreas diretamente impactadas pela realização do Mundial, os sistemas de ensino deverão promover os ajustes necessários nos calendários escolares, considerando as particularidades locais e o calendário oficial da competição.
A orientação também prevê autonomia para estados e municípios que não serão diretamente impactados pelos jogos. Nesses locais, os sistemas de ensino poderão decidir pela adoção, total ou parcial, das medidas previstas na legislação, de acordo com suas realidades e necessidades educacionais.
A orientação permite, portanto, que a organização do calendário escolar considere o impacto efetivo da competição em cada território. Nas oito cidades-sede e áreas diretamente envolvidas com os jogos, os sistemas de ensino deverão considerar a programação da Copa no planejamento das atividades escolares. Nas demais localidades, caberá às redes avaliarem as medidas mais adequadas à sua realidade.
As cidades-sede são Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Compatibilização com a LDB – O posicionamento do CNE fundamenta-se no artigo 23, § 2º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), que faculta aos sistemas de ensino a adaptação do calendário às peculiaridades locais. O colegiado reforça que os ajustes temporários para 2027 devem abranger os cursos de qualificação e de educação profissional técnica de nível médio, assegurando rigorosamente o cumprimento do número mínimo anual de dias letivos e da carga horária estabelecida na legislação educacional.
Trâmite e vigência – A súmula do Parecer CNE/CEB nº 7/2026 foi publicada no Diário Oficial da União. Para que o parecer passe a produzir efeitos formais em âmbito nacional, o ato aguarda a homologação por parte do Ministério da Educação (MEC).
Precedente da Copa de 2014 – A orientação para 2027 segue um procedimento já adotado pelo CNE na preparação para a Copa do Mundo de 2014, também realizada no Brasil.
Em 5 de dezembro de 2012, o CNE aprovou o Parecer CNE/CEB nº 21/2012, que tratou dos ajustes dos calendários escolares durante o período da Copa do Mundo FIFA 2014.
Naquele ano, as redes de ensino também adotaram diferentes formas de organização. Algumas ampliaram o período de férias para abranger a competição, enquanto outras optaram pela suspensão das aulas nos horários ou dias de jogos.
Assessoria de Comunicação Social dos Ministérios da Educação e do Esporte, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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