NACIONAL
Aeroporto de Jericoacoara (CE) passa a integrar concessão da Fraport e terá R$ 101 milhões em melhorias
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) assinou, nesta terça-feira (10), o termo aditivo que inclui o Aeroporto Regional de Jericoacoara (CE) no contrato da Fraport Brasil, iniciativa do Programa AmpliAR. Com a medida, a concessionária, que já administra o Aeroporto Internacional de Fortaleza, passa a ser responsável também pela gestão do terminal regional.
A nova concessão prevê cerca de R$ 101,1 milhões em investimentos para melhorias na infraestrutura do terminal. Estão previstas a ampliação do pátio de aeronaves, a construção das áreas de segurança nas cabeceiras da pista (RESA), a reforma e modernização do terminal de passageiros, além de adequações operacionais para atender ao crescimento do fluxo de turistas.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a inclusão do terminal no programa AmoliAR representa um avanço nas concessões federais e um novo marco para o desenvolvimento local. “Isso vai trazer um ganho significativo à região que tem um grande potencial no turismo, sobretudo de lazer. Além disso, isso vai fortalecer muito o setor terciário, que é o setor de serviços. A região vai se transformar em um grande hub de desenvolvimento do regional”, afirmou.
Já o secretário de Turismo do Ceará, Eduardo Bismarck agradeceu o esforço do Ministério em incluir o Aeroporto de Jericoacoara no Ampliar e que agora, com a assinatura, o terminal deve chegar a um novo patamar. “Hoje temos um aeroporto com dificuldade de slot para aviação geral, e um gargalo para aviação internacional. Na medida que você tem o aeroporto de Jeri operando pela mesma empresa de Fortaleza, isso cria uma sinergia e um futuro para a internacionalização. A gente pode começar a sonhar com voos, por exemplo, vindos da Europa e da América do Sul”, projetou.
A CEO da Fraport Brasil, Andrea Pal, comemorou a entrada de mais um aeroporto no portifólio da empresa que tem nove anos de operação no Brasil “Temos confiança que apesar dos anos de baixo crescimento, os turistas vão voltar ao Ceará e estamos empenhados em começar as obras de modernização o mais rápido possível, para cumprir o nosso plano de sinegegia entre Jericoacora e Fortaleza.”, declarou.
Aeroporto de Cruz/Jericoacoara
Localizado em um dos principais destinos turísticos do país, o aeroporto de Jericoacoara deverá ganhar mais capacidade e eficiência. A expectativa é fortalecer a integração com Fortaleza, ampliar a oferta de voos e atrair mais turistas, inclusive internacionais. A medida também deve impulsionar a economia local, com geração de emprego e renda.
AmpliAR
O Programa AmpliAR foi criado para fortalecer a aviação regional, permitindo que aeroportos de menor porte ou com dificuldades financeiras sejam incorporados a contratos de concessão já existentes. Dessa forma, empresas com experiência no setor assumem a gestão dos terminais e realizam novos investimentos, com reequilíbrio econômico-financeiro previsto em contrato.
Saiba mais sobre o programa AmpliAR
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
NACIONAL
Brasil ganha estratégia de Estado para transformar a riqueza mineral em desenvolvimento sustentável de forma soberana até 2050
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou nesta quinta-feira (2/7) o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), durante reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). Construído com ampla participação social da academia, do setor produtivo, meio ambiente, e articulação interministerial e federativa, o documento é o instrumento estratégico de longo prazo da política mineral brasileira responsável. Ele estabelece a visão de futuro que o Brasil quer para a mineração em seu território e os pilares, objetivos estratégicos e diretrizes de política pública que vão orientar o setor nas próximas décadas, aliando agregação de valor e responsabilidade socioambiental.
“O Brasil tem algumas das maiores reservas minerais do mundo, e o PNM 2050 mostra o caminho para que nossa riqueza sirva à modernização da economia nacional, transformando esse potencial em desenvolvimento, tecnologia, emprego e renda para o nosso povo. O Plano ainda reafirma nossa soberania em um cenário internacional cada vez mais competitivo”, afirmou Silveira.
O PNM 2050 apresenta o contexto do setor mineral brasileiro frente ao Brasil e ao mundo, o que leva a um diagnóstico central: ter recursos minerais não basta. Transformar potencial geológico em prosperidade e desenvolvimento exige instituições robustas, conhecimento geológico, ambiente regulatório estável e responsabilidade socioambiental.
Por isso, o Plano se organiza em quatro pilares — sustentabilidade e valor social; segurança do suprimento mineral e aproveitamento responsável; agregação de valor no setor mineral; e governança e integridade — que se desdobram em cinco objetivos estratégicos:
- Consolidar a mineração brasileira como sustentável e inclusiva;
- Ampliar o conhecimento geológico e o aproveitamento responsável dos recursos minerais;
- Promover a agregação de valor e o adensamento produtivo;
- Fortalecer a governança, a integridade e a transparência na mineração; e
- Assegurar a soberania nacional e a segurança do suprimento mineral.
A agregação de valor está no centro da estratégia. Em meio à transição energética e à crescente demanda mundial por minerais críticos – usados em baterias, turbinas eólicas e tecnologias digitais e de defesa -, o Brasil quer deixar de ser apenas exportador de bens primários e avançar na industrialização e no adensamento de suas cadeias produtivas.
O setor mineral já responde por cerca de 3,3% do PIB brasileiro e por aproximadamente 2 milhões de empregos diretos, com investimentos em trajetória de crescimento nos últimos anos. Para ampliar esses resultados de forma planejada, o PNM 2050 adota um modelo de planejamento em três níveis, previsto no Decreto nº 11.108/2022 e orientado pelas diretrizes estabelecidas na Resolução CNPM nº 5/2025, que combina a visão estratégica do Plano com um Plano de Metas e Ações e um sistema permanente de monitoramento, avaliação e revisão.
O Plano integra a agenda de reindustrialização e de fortalecimento da soberania nacional, articulando as políticas mineral, industrial, energética, de ciência, tecnologia e inovação e do clima. Com ele, o Brasil reafirma o compromisso de usar seus recursos minerais como instrumento para construir um futuro mais próspero, sustentável, inclusivo e soberano.
Acesse o PNM 2050 na íntegra aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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