NACIONAL

6ª edição da Agenda com o Ministro trata do enfrentamento a assédios e discriminação

O Ministério da Previdência Social (MPS) promoveu, nesta quinta-feira (9), a 6ª edição do evento Agenda com o Ministro, com o tema Respeito para todas e todos: desafios institucionais para ambientes seguros e igualitários. Na ocasião, foi distribuído o Guia de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, elaborado pela Assessoria Especial de Controle Interno. O material foi apresentado aos servidores, colaboradores e gestores da pasta durante a agenda institucional com o ministro Wolney Queiroz.

Participaram da mesa, além do ministro, a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno (AECI), Isadora Jinkings, a ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e fundadora da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), da Frente de Mulheres Negras do Distrito Federal, Dra. Vera Lúcia Santana Araújo, e a diretora do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Ariana Frances Carvalho de Souza.

Em sua fala, o ministro Wolney Queiroz disse que o tema é de extrema relevância e que impacta no dia a dia dos servidores. Afirmou que o exemplo parte da alta cúpula do Ministério. “Estamos agindo preventivamente, nos educando mutuamente para construir um ambiente de trabalho leve, estimulante, alegre e divertido, para que as pessoas tenham prazer em sair de casa e vir para o trabalho”, afirmou.

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A chefe da AECI, Isadora Jinkings, destacou a importância da participação de todos no trabalho de prevenção e combate: “O material traz instruções tanto para a chefia, que muitas vezes tem dificuldade de lidar com essas situações, como para todos os que presenciam, mas não sabem o que fazer”. Jinkings enfatizou que “todos devem ter a disposição para agir” e que essa “não pode ser uma responsabilidade somente de quem sofre o assédio ou a discriminação”.

A convidada Vera Araújo ministrou a palestra “Dignidade, Igualdade e Responsabilidade Institucional: Prevenção aos Assédios, à Discriminação e às Violências”. Ela falou sobre as raízes da cultura de violência e discriminação no país com recorte de gênero e raça, a necessidade de ações educativas e também da aplicação de sanções e a importância do acolhimento. “A pessoa precisa saber que ela não será julgada ao fazer a denúncia e que não há uma cadeia de cumplicidade ao assédio; ela precisa saber que não está só”, disse. Vera Lúcia também fez um alerta: “Para a gente emitir uma voz de comando, não é preciso berrar nem ser autoritário”.

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A diretora do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do MGI, Ariana de Souza, reforçou a necessidade de investir em espaços qualificados de vocalização: “seja uma reunião de equipe, uma comissão de acolhimento, uma liderança bem treinada. Creio que essa aposta fica mais afastada da sensação de frustração. Essa temática precisa trazer uma capacidade de conversar melhor. A perspectiva da vocalização deve ser uma oportunidade pra gente fazer as conversas que a gente precisa e mudar o que a gente precisa”, afirmou.

Também participaram do evento o secretário-executivo do MPS, Felipe Cavalcante, o corregedor do MPS, Jeaniton Souza Pinto, e o presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller. 

Fonte: Ministério da Previdência Social

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NACIONAL

Como escolas e famílias formam novos leitores

A formação de leitores começa muito antes da alfabetização. O contato com livros, histórias, brincadeiras e manifestações artísticas desde a primeira infância é um direito fundamental das crianças e uma etapa essencial para o desenvolvimento. Nesse contexto, a implementação de políticas públicas possibilita a ampliação do acesso à literatura e garante que mais crianças tenham oportunidades de vivenciar a leitura. Para fortalecer essas ações, o Ministério da Educação (MEC) está formando a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância. Municípios, estados e o Distrito Federal podem aderir à iniciativa até 31 de julho. 

Coordenada pela Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI), a comunidade reúne gestores públicos responsáveis por políticas destinadas a bebês e crianças de até seis anos. A proposta busca fortalecer a implementação da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) por meio de cooperação entre os entes federados, troca de experiências e desenvolvimento de capacidades institucionais para planejar, executar, monitorar e avaliar ações voltadas à infância. 

A importância dessa articulação entre políticas públicas, escolas, famílias e comunidade destacou-se na 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Ao longo da programação da Flipinha e da FlipEduca, educadores, escritores e artistas compartilharam experiências que mostram como o incentivo à leitura desde os primeiros anos de vida pode transformar a relação das crianças com a aprendizagem e a cultura. 

Para a atriz, educadora e pesquisadora em teatro, música, dança e literatura Cláudia Ribeiro, arte e educação caminham juntas no desenvolvimento infantil. Em seu trabalho, ela dirige grupos de teatro compostos por crianças, no contraturno escolar, que produzem espetáculos apresentados em escolas do município. A iniciativa aproxima os estudantes à literatura por meio da interpretação, criatividade e experiência artística, ao mesmo tempo em que incentiva a leitura e fortalece a participação das famílias no processo educativo. 

“Esse trabalho ajuda a formar a plateia e despertar o interesse das crianças ao incentivá-las a produzir arte e, principalmente, a entrar no mundo da leitura. No teatro, eu estou sempre incentivando o ato de ler, porque é importante ler o texto, entender o personagem, interpretar as intenções das falas. Quando as famílias entendem que esse processo de junção de arte e educação é muito produtivo e benéfico para as crianças, elas dão a mão para a gente, enquanto educadoras e artistas, e aí a criança só tem a ganhar com tudo isso”. 

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As experiências apresentadas na Flip reforçam que o acesso à literatura também passa pelo fortalecimento dos vínculos familiares. A escritora, poeta e produtora cultural Elisa Pereira, que vive em Paraty e é autora do livro infantil Quintal do Vô Benê, explica que o contato com os livros pode começar ainda na primeira infância – e até antes do nascimento. Em sua obra, ela escolheu retratar um avô como personagem central para destacar que o cuidado, o afeto e a transmissão de conhecimentos também fazem parte do papel dos homens na criação das crianças. 

“Eu acho que é fundamental. Eu cresci, na verdade, sem essa vivência. Eu não tive mãe ou pai que lessem para mim, mas eu percebo a diferença entre crianças que, desde pequenas – hoje em dia, a gente sabe que pode ler até para os bebês –, tiveram acesso à leitura, e crianças que não tiveram. Eu acho que é fundamental o papel da mãe, do pai e dos cuidadores, de uma forma geral, nessa formação de leitores”. 

A professora da rede municipal do Rio de Janeiro Glaucia Abreu, que atua com contação de histórias e literatura na infância, observa que muitas crianças têm seu primeiro contato sistemático com os livros no ambiente escolar. Segundo ela, o hábito da leitura nem sempre está presente no ambiente familiar, o que amplia o papel da escola em despertar a imaginação, a criatividade e o interesse pela literatura. Ao mesmo tempo, ela ressalta que esse trabalho alcança melhores resultados quando a família também participa desse processo. 

“Muitas das vezes, a escola introduz esse papel por meio de uma contação simples ou, às vezes, uma contação para dormir para crianças que não vivenciaram isso. Então, a escola está cumprindo um papel que é básico, que aflora a criatividade da criança, assim como a capacidade de ela desenvolver a imaginação e a fantasia, que faz parte do universo infantil. A gente precisa incentivar isso além das portas da escola. A gente precisa incentivar isso na base familiar”. 

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Cooperação – Os relatos apresentados durante a Flip dialogam com os objetivos da Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância, criada pelo MEC para fortalecer políticas públicas voltadas aos primeiros anos de vida. 

Instituída pela Portaria nº 540/2026, a comunidade reúne gestores públicos indicados pelos municípios, estados e Distrito Federal em uma rede de cooperação federativa. A iniciativa busca fortalecer as capacidades institucionais dos entes para planejar, executar, monitorar e avaliar políticas públicas destinadas a bebês e crianças de até seis anos, além de promover a troca de experiências, a difusão de conhecimentos técnicos e o aprimoramento contínuo das ações voltadas à primeira infância. 

A comunidade está estruturada em dois eixos. O primeiro, Pactuação e Articulação Federativa, prevê oficinas, encontros técnicos e seminários para discutir iniciativas, projetos e programas voltados à primeira infância e incentivo à cooperação entre os entes federativos. Já o eixo Desenvolvimento de Capacidades Institucionais contempla a criação de instrumentos de gestão, protocolos, sistemas de informação, monitoramento e avaliação, além da oferta de ações formativas voltadas ao fortalecimento das capacidades individuais e coletivas da gestão pública. 

As experiências compartilhadas por educadores, artistas e escritores na Flip mostram que formar leitores desde a primeira infância depende da atuação conjunta de escolas, famílias, espaços culturais e políticas públicas. Ao criar uma rede permanente de cooperação entre gestores, a Comunidade Nacional de Gestores de Políticas de Primeira Infância busca fortalecer essa articulação para que mais crianças tenham acesso a experiências de leitura, cultura e aprendizagem desde os primeiros anos de vida. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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