MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Projeto entrega insumos para implantação de hortas nas escolas
Vinte e nove unidades de ensino de Mato Grosso serão contempladas com hortas do projeto Cibus – Você tem fome de que?, desenvolvido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O MPMT já começou a realizar a distribuição dos insumos necessários para o plantio e manejo das hortaliças. Estão sendo entregues baldes, bandeja de germinação, luvas de borracha, pás, regadores, tesoura de poda, rastelo, mangueira, carrinho de mão, substrato de plantio, sementes, calcário, entre outros itens.
Em São Félix do Araguaia, município distante 1.029 km de Cuiabá, professores e alunos da Escola Estadual Professora Hilda Rocha Souza acompanharam o ato de entrega dos materiais. O promotor de Justiça substituto, Fabrício Miranda Mereb, destacou a importância do projeto.
“O projeto Cibus é um marco para o Ministério Público e comunidade. Vamos começar a produzir o nosso alimento de uma forma diferente, de uma forma integral, trazendo os alunos para dentro das hortas e contribuindo para que eles entendam como funciona o trabalho, que é recompensador e traz muitos benefícios”, afirmou o promotor de Justiça substituto.
As escolas contempladas com o Cibus estão localizadas nos municípios de São Félix do Araguaia, Tapurah, Alto Garças, Apiacás, Barão de Melgaço, Vila Bela da Santíssima Trindade, Colniza e Sorriso.
Idealizado pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Segurança Alimentar, o projeto prevê várias ações com intuito de fomentar a implementação de mecanismos que visam garantir o efetivo acesso à alimentação adequada e de qualidade à população.
Entre as medidas previstas, estão a articulação com o Estado para a efetivação da Política de Segurança Alimentar, implantação de hortas nas instituições de ensino da rede pública de educação, como forma de incentivar a produção e o consumo de alimentos de qualidade, produção de vídeo educativo para alunos da rede pública de ensino, entre outras.
Fonte: MP MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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