MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Nova diretoria da AMMP é empossada durante solenidade na PGJ
A Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP) empossou, na manhã desta sexta-feira (06), a nova diretoria para o triênio 2026/2029, em cerimônia realizada no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ-MT), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. Eleito em 5 de dezembro de 2025, o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto assume a presidência da entidade, sucedendo o procurador de Justiça Mauro Benedito Pouso Curvo, que encerrou sua gestão.O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, destacou, em seu discurso, a importância da AMMP na ampliação de mecanismos de resolução consensual de conflitos. Para ele, fortalecer caminhos de composição é fundamental para atender às demandas de uma sociedade cada vez mais dinâmica. “Eu sou um entusiasta da resolução de conflitos de forma consensual… a sociedade moderna clama por rapidez, e nós vamos ter que nos adaptar”, afirmou, defendendo que efetividade não deve ser confundida com impunidade.Em seu primeiro pronunciamento como presidente, o promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que a posse representa compromisso com a história da AMMP e com o papel do Ministério Público em defesa da sociedade. “Essa posse não é apenas uma solenidade. É um momento que carrega história, simbolismo e, sobretudo, compromisso”, destacou. Ele também reforçou que a defesa das prerrogativas dos membros do Ministério Público é uma garantia para que a instituição atue com independência e responsabilidade.O presidente que deixou o cargo, procurador de Justiça Mauro Curvo, agradeceu o apoio recebido ao longo da gestão e ressaltou a relevância da unidade associativa. “A nossa força reside na nossa união. Nós não podemos e nem devemos nos dividir, jamais e por qualquer motivo”, afirmou, ao desejar êxito à nova diretoria. Durante a cerimônia, o procurador foi homenageado pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) com uma moção de aplausos e reconhecimento pela atuação à frente da AMMP.A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, afirmou que a posse marca um momento de renovação. “É um momento de reafirmação de compromissos e de diálogo institucional”, disse, destacando que a OAB-MT mantém seu compromisso com relações respeitosas, harmoniosas e pautadas na cooperação.O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Alisson Alencar, parabenizou a gestão que se encerra e ressaltou a capacidade do novo presidente. Para ele, Milton Mattos reúne serenidade e firmeza para representar os membros do Ministério Público em um contexto institucional desafiador. “Milton é altamente equilibrado para fazer a defesa dos interesses da instituição e por outro lado, apesar da sua serenidade, ele é aguerrido, então ele vai defender de forma austera, de forma contínua os interesses das carreiras do Ministério Público”.O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Dr. João, destacou o papel do Ministério Público como guardião da Constituição e defensor dos interesses sociais. “Este é um momento de renovação e fortalecimento institucional”. O parlamentar ainda desejou sucesso à nova diretoria e reforçou a disposição do Parlamento estadual para manter interlocução permanente com a entidade.O senador Jayme Campos também se manifestou, ressaltando a importância do Ministério Público na defesa do Estado Democrático de Direito e na fiscalização da administração pública e desejou sucesso a nova Diretoria da AMMP. “Com certeza, conhecendo sua competência, o Milton e com a sua diretoria, vai fazer um belo trabalho”.O senador Wellington Fagundes destacou a necessidade de fortalecimento das políticas públicas e da atuação integrada das instituições. “Instituições fortes não nascem do improviso, nascem da responsabilidade. Assumir a condução de uma entidade como a Associação do Ministério Público exige equilíbrio, diálogo e profundo compromisso com o interesse público”.O presidente da Conamp, Tarcísio José Sousa Bonfim, ressaltou o papel do associativismo como movimento contínuo de fortalecimento institucional. “O associativismo é um movimento constante, dialógico e em permanente evolução”, afirmou, defendendo a unidade da classe e o acompanhamento atento das pautas legislativas que impactam o Ministério Público.A cerimônia também contou com a leitura e assinatura da ata de posse da nova diretoria e do Conselho Fiscal. Para o triênio 2026/2029, compõem a diretoria: Milton Mattos da Silveira Neto (presidente), Josane Fátima de Carvalho Guariente (vice-presidência institucional), Rodrigo Ribeiro Domingues (vice-presidência administrativa), Carlos Henrique Richter (diretoria financeira), Élide Manzini de Campos (secretaria-geral), Renee do Ó de Souza (defesa institucional e integração), Cleuber Alves Monteiro Júnior (esportes), Vivaldino Ferreira Oliveira (amparo ao inativo e apoio à saúde), Carina Sfredo Dalmolin (social e eventos) e Laís Liane Resende (diretoria de mulheres). O Conselho Fiscal contará com Francisco Gomes de Souza Júnior, Gustavo Dantas Ferraz e Gilberto Gomes.Estiveram presentes na solenidade autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, representantes de instituições parceiras, membros do Ministério Público, familiares e convidados, entre eles: o procurador-chefe do MPF em Mato Grosso Ricardo Pael; comandante-geral da PMMT em exercício André Dorileo; os deputados estaduais Paulo Araújo e Lúdio Cabral, o deputado federal Coronel Assis; o controlador-geral do Estado Paulo Faria; procurador-geral de Contas William Brito; vereador Tenente Coronel Dias; secretário de Planejamento de Cuiabá Murilo Biancchini; secretário de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Basílio Bezerra; prefeito de Cuiabá Abílio Brunini; e os desembargadores Deosdete Cruz Junior e Orlando Perri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Justiça recebe denúncia e decreta prisão de acusados por homicídio
A Vara Única de Alto Taquari (a 479 km de Cuiabá) recebeu denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e decretou a prisão preventiva de Jefferson Lima Pereira, Andréia Sabrina Lopez Silva, Alexsandro Vicente Bernazzoli e Alex Sandro Silva dos Santos, acusados de participação na morte de Carlos Henrique Silva Oliveira, ocorrida em novembro de 2025, no município. Segundo o MPMT, os investigados integravam uma organização criminosa com atuação estruturada e permanente na região.Os denunciados respondem pelos crimes de organização criminosa com participação de adolescentes, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emprego de tortura e recurso que dificultou a defesa da vítima, ocultação de cadáver, corrupção de menores, fraude processual, posse irregular de munição de uso permitido e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.Ao acolher a denúncia, o juízo também atendeu ao pedido formulado pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva dos quatro acusados. Na decisão, foram reconhecidos indícios suficientes de autoria, a materialidade dos crimes e o risco concreto à ordem pública e à instrução criminal, considerando a gravidade dos fatos, a atuação coordenada do grupo e a extrema violência empregada contra a vítima. Os mandados de prisão foram inseridos no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP).De acordo com as investigações, Carlos Henrique foi atraído a uma residência sob o pretexto de adquirir entorpecentes. No local, teria sido rendido, amarrado e levado para uma edícula nos fundos do imóvel, onde permaneceu sob o controle dos acusados. Conforme a denúncia, a vítima foi submetida a uma espécie de “tribunal do crime”, que durou cerca de uma hora e contou com a participação, por videochamada, de integrantes da organização criminosa.Entre os participantes estava um dos denunciados, que, segundo a apuração, se comunicava clandestinamente de dentro de uma unidade prisional. Ao término da reunião, teria sido autorizada a execução de Carlos Henrique.Ainda conforme a denúncia, o homicídio foi praticado com extrema crueldade. A vítima teve a orelha esquerda decepada e, posteriormente, foi morta por esgorjamento seguido de decapitação. Um vídeo da execução chegou a ser enviado aos familiares de Carlos Henrique. Após o crime, o corpo foi transportado e enterrado em uma área de mata, sendo localizado dias depois durante buscas realizadas pela Polícia Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar.
Foto: Magnific.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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