MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT aborda descarte incorreto de resíduos em campanha do “Diálogos”
O descarte incorreto de resíduos sólidos é um dos grandes desafios contemporâneos. À vista disso, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio do projeto “Diálogos com a Sociedade”, lançou neste mês de julho uma nova campanha de conscientização ambiental sob o conceito: “O lixo da sua casa polui a casa que não é sua”. A proposta é provocar uma reflexão sobre como atitudes individuais impactam diretamente o meio ambiente e a vida, com consequências não somente aos demais seres humanos, mas também a outras espécies. A mensagem veiculada em TV e rádio chama a atenção para uma realidade alarmante: animais silvestres cada vez mais convivem com o lixo humano em seus habitats naturais. Ao tornar esse entendimento mais próximo e visual, o intuito é despertar um baque emocional no público, evidenciando como pequenos gestos, como jogar um plástico em local inapropriado ou não separar adequadamente os resíduos, podem afetar profundamente a fauna. Por meio de imagens que mostram a presença de lixo nos “lares” dos animais, a ação convida a sociedade a repensar seus hábitos cotidianos. A iniciativa faz parte do projeto “Diálogos com a Sociedade”, que busca aproximar o Ministério Público da população, mediante debates e ações educativas em prol do bem comum. Neste caso, o objetivo é fortalecer a mentalidade coletiva sobre a responsabilidade ambiental e a importância da preservação da vida silvestre. A campanha conta com a veiculação gratuita de vídeo institucional e spot (anúncio em áudio) pela Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC) – TV e Rádio Centro América, além de peças publicitárias divulgadas nas redes sociais do MPMT, em outdoors localizados em pontos estratégicos de Cuiabá e em linhas de ônibus (busdoor) que circulam pela capital. O êxito da iniciativa conta com o apoio essencial de empresas parceiras, como Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Energisa, Águas Cuiabá, Oncomed, Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Unimed Mato Grosso, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Nova Rota do Oeste, Bom Futuro, Amaggi, Águas de Sinop e Aliança do Setor Produtivo.
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MP recomenda investigação no DAE após vídeo envolvendo presidente
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande recomendou à Prefeitura de Várzea Grande a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta do diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Rogério de França Martins, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo maços de dinheiro. O Ministério Público também orientou a análise da necessidade de afastamento do gestor durante as investigações.
A recomendação foi expedida no âmbito de um inquérito civil instaurado para verificar se os valores recebidos por Rogério Martins têm relação com o exercício do cargo, com recursos públicos ou com interesses de terceiros vinculados à autarquia. Segundo o Ministério Público, os fatos apurados podem configurar infrações administrativas, atos de improbidade administrativa e até crimes contra a administração pública, caso sejam confirmadas irregularidades.
De acordo com a investigação, o vídeo divulgado pela imprensa mostra o presidente do DAE sentado diante de uma mesa no momento em que recebe um maço de dinheiro, que posteriormente seria guardado no bolso da calça. Em outro trecho das imagens, uma sacola contendo valores em espécie é entregue ao gestor. O material audiovisual foi analisado pela Promotoria de Justiça responsável pelo caso.
O Ministério Público também considerou a divulgação de um áudio atribuído a Rogério Martins, no qual ele solicita apoio de membros e servidores da Câmara Municipal para justificar o episódio registrado nas imagens. A Promotoria cita ainda a existência de outra investigação relacionada a supostas irregularidades no DAE, envolvendo o pagamento de produtividade a servidores e possível desvio de recursos públicos.
Segundo a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, a medida busca assegurar a adequada apuração dos fatos e o cumprimento dos princípios que regem a administração pública.“A Administração Pública tem o dever de investigar toda situação que possa comprometer a legalidade, a moralidade e a confiança da população nas instituições. Nossa recomendação visa justamente garantir que os fatos sejam esclarecidos e que as providências cabíveis sejam adotadas.”, explicou.
Na notificação, o Ministério Público concedeu prazo de dez dias para que o município informe as medidas adotadas e encaminhe documentos que comprovem o atendimento da recomendação. Além disso, as informações apuradas foram compartilhadas com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), para conhecimento e eventual adoção das providências cabíveis.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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