MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Membros do MP ressaltam importância do Júri no combate à criminalidade
Durante a solenidade de assinatura do ato administrativo que criou o Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri), no âmbito do Ministério Público de Mato Grosso, integrantes da instituição enalteceram a importância do Tribunal do Júri no enfrentamento à criminalidade. “O Ministério Público deve estar atento às demandas sociais e, atualmente, uma das principais preocupações da sociedade é o enfrentamento ao crime organizado, com reflexos diretos no Tribunal do Júri”, afirmou o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa.O chefe do MPMT explicou que a criação do GAEJúri normatiza o apoio às promotorias e otimiza a designação de outros membros para atuarem em plenário. Rodrigo Fonseca Costa ainda destacou a importância de o Ministério Público estar presente em todo o estado, defendendo a sociedade. “O Ministério Público é um dos pilares da democracia e tem, em sua essência, o compromisso com a efetividade do sistema acusatório, atuando com firmeza na busca pela responsabilização penal dos autores de crimes contra a vida”, defendeu. O procurador-geral acrescentou que a proposta é promover a alternância na composição do grupo e solicitou que os interessados em integrá-lo se manifestem.O procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT –, considerou a criação do GAEJúri uma ação de política institucional. “Vivemos um clamor da sociedade civil organizada por segurança pública, que é um direito fundamental de natureza social e coletiva. Nesse cenário, o Ministério Público precisa assumir seu protagonismo, e o Tribunal do Júri representa uma de suas expressões mais relevantes. Para isso, é essencial contar com promotores e promotoras bem preparados, alinhados com as demandas da sociedade. Este ato chega em boa hora, pois simboliza uma mudança de paradigmas na nossa forma de atuar”, apontou.O secretário-geral do MPMT, procurador de Justiça Adriano Augusto Streicher de Souza, afirmou que a criação do GAEJúri demonstra a força do Ministério Público perante a sociedade, as vítimas e seus familiares. “Este é um momento ímpar para o Ministério Público de Mato Grosso, marcado pela decisão do Conselho Superior em aprovar a criação deste grupo de atuação especial. Trata-se de um reconhecimento claro da relevância do Tribunal do Júri e da nobre missão de defesa da vida”, opinou.O promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que ministra o curso “Estratégias e Segredos do Tribunal do Júri” em Cuiabá, relatou que, no estado gaúcho, o grupo de apoio ao Júri funciona com grande eficácia. “Muitas vezes, precisamos de dois ou três promotores atuando em determinados casos. Adotamos uma estratégia de divisão de tarefas, em que alguns promotores fazem a contenção, enquanto outros se dedicam à parte técnica do julgamento. É como se tivéssemos um espartano e um ateniense — ou, por vezes, mais de um de cada — atuando em conjunto. Essa dinâmica preserva a qualidade do trabalho, evita a sobrecarga individual e permite que cada promotor se concentre plenamente em sua função”, explicou.Idealizador da iniciativa, o promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Júri e presidente da Confraria do Júri, lembrou quando sugeriu a implantação do grupo ao então candidato à PGJ, Rodrigo Fonseca Costa. “A ideia avançou e hoje se concretiza, graças ao empenho do nosso procurador-geral, do corregedor-geral e do Conselho Superior. Essa conquista demonstra que o Ministério Público de Mato Grosso está plenamente comprometido com a proteção integral do direito à vida. É com essa visão que seguiremos em frente: enfrentando a criminalidade, combatendo a violência e reafirmando o papel do Ministério Público como verdadeiro agente de transformação social”, garantiu.Em nome da Corregedoria-Geral do MPMT, o promotor de Justiça auxiliar da Coger, Tiago de Sousa Afonso da Silva, enalteceu a forma como a instituição encara o Tribunal do Júri no estado. “Institucionalmente, o Tribunal do Júri não será mais o mesmo após este marco. Precisamos resgatar a figura do promotor que ocupa a tribuna e o plenário não em busca de uma condenação gratuita ou arbitrária, mas com o firme propósito de promover a justiça. Com essa iniciativa, o Ministério Público reafirma sua missão de transformação social, ao mesmo tempo em que volta o olhar para si próprio, reconhecendo pontos que podem ser aprimorados e promovendo os ajustes e correções de rota necessários para fortalecer sua atuação”, consignou.Para encerrar, o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, compartilhou que foi o Tribunal do Júri que despertou nele o desejo de ingressar na carreira do Ministério Público. Ele relembrou uma atuação marcante em Sinop, quando, após a condenação do réu, foi abraçado pela mãe da vítima, que agradeceu por ter devolvido a dignidade à sua família. “Com este ato, todos nós estaremos devolvendo dignidade a inúmeras mães que, muitas vezes, encontram no Ministério Público a única fonte de coragem para enfrentar as facções e a criminalidade, com a certeza de que vale a pena defender a vida”, observou.
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Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA
O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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