MINISTÉRIO PÚBLICO MT
Atuação do MPMT em projeto interestadual recebe reconhecimento nacional
O projeto “Conselho Tutelar sem Divisas”, que contou com a coautoria da promotora de Justiça Ludmilla Evelin de Faria S. Cardoso, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi reconhecido nacionalmente na 5ª edição do Prêmio Prioridade Absoluta, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A premiação valoriza práticas que fortalecem a rede de proteção infantojuvenil e estimula a troca de experiências entre instituições do sistema de justiça e demais órgãos envolvidos na garantia dos direitos de crianças e adolescentes. O projeto foi realizado em parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), responsável inscrição no prêmio de destaque nacional. O reconhecimento se estende aos dois estados uma vez que a construção e execução do projeto teve abrangência na região de divisa entre MT e MS, envolvendo os municípios de Itiquira (MT), Sonora (MS) e Ouro Branco (MS). Idealizado durante a atuação da promotora Ludmilla Cardoso em Itiquira, em parceria com o promotor de Justiça Adriano Barrozo da Silva, do MPMS, o projeto promoveu a integração entre conselhos tutelares de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, permitindo o atendimento conjunto de casos complexos que ultrapassavam barreiras estaduais. A iniciativa inovadora fortaleceu a atuação da rede de proteção e garantiu respostas mais eficazes às demandas infantojuvenis da região. “Foi um trabalho grandioso, que envolveu campanhas, palestras, reuniões e articulações institucionais. Um projeto lindo, que rende frutos até hoje”, destaca a promotora de Justiça Ludmilla Cardoso, que hoje atua na Comarca de Rondonópolis. A atuação conjunta contou com o apoio de lideranças dos dois Ministérios Públicos, como o então procurador-geral de Justiça do MPMS, Paulo Passos, hoje conselheiro nacional do Ministério Público (CNMP), e o procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente. Iniciado entre os anos de 2017 e 2018, o projeto “Conselho Tutelar sem Divisas” permanece como referência de cooperação interinstitucional e de compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, sendo agora reconhecido em âmbito nacional como uma boa prática que inspira outras iniciativas no país.Foto: Assecom MPMSAcesse o canal do MPMT no WhatsApp!
Fonte: Ministério Público MT – MT
MINISTÉRIO PÚBLICO MT
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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