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Sesp forma 65 novos agentes de segurança para atuar no Sistema Socioeducativo

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A Secretaria de Estado de Segurança Pública realizou, nesta quarta-feira (29.05), a formatura de 65 agentes no IV Curso de Formação Inicial (CFI) do Sistema Socioeducativo. O curso teve como objetivo a capacitação de servidores que vão trabalhar no atendimento de adolescentes em conflito com a lei que cumprem medida judicial em unidades da capital e do interior.

A formação dos agentes, 50 homens e 15 mulheres, durou 46 dias, somando 256 horas de preparação teórica e prática para a atuação nos Centros de Atendimento Socioeducativo de Internação e Casas de Semiliberdade (Casemi). Após esse período de preparação para ingresso, os novos agentes ainda cumprirão 224 horas de estágio supervisionado nas unidades nas quais estão sendo lotados.

A distribuição dos servidores, feita conforme as necessidades das unidades, ficou assim definida: 33 agentes para Barra do Garças (509 km de Cuiabá), 19 para Sinop (500 km de Cuiabá), sete para Rondonópolis (212 km de Cuiabá), cinco para Lucas do Rio Verde (354 km de Cuiabá) e um para a capital Cuiabá.

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Durante o evento de formatura, o secretário adjunto de Segurança Pública, Héverton Mourett de Oliveira, ressaltou a importância da capacitação para o desenvolvimento das habilidades dos novos profissionais do socioeducativo.

“O desafio é nos colocarmos sempre como alguém que precisa aprender algo novo. É assim que a gente cresce, que nos tornamos mais experientes. Se eu acreditar que eu não preciso aprender mais, paro o meu processo de crescimento e deixo de contribuir com os meus parceiros, com a minha instituição, com a sociedade”, assinalou ele.

O formando William Oliveira, representando os novos agentes, disse que entendeu o quanto a formação é necessária para ampliar as habilidades dos servidores. “Certamente, a experiência durante o curso nos aperfeiçoou por meio dos treinamentos físicos, que levaram nossos corpos ao limite, das aulas teóricas, que nos deu conhecimentos importantes para o exercício profissional, e das aulas práticas que, em grande medida, provou tanto os nossos talentos, quanto as nossas dificuldades técnicas, físicas e emocionais”, destacou.

A secretária adjunta de Justiça, Lenice Barbosa, disse que a formatura de novos servidores de carreira, nomeados pelo Governo do Estado, integra as políticas de ampliação, melhoria e modernização dos serviços e atendimento nas unidades socioeducativas de Mato Grosso.

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“Com o ingresso desses 65 novos agentes vamos garantir a inauguração das unidades socioeducativas construídas pelo Governo do Estado nas cidades de Barra do Garças e Sinop, além da melhorias e ampliação do atendimento em outros municípios”, destacou Lenice Barbosa.

Fonte: Governo MT – MT

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Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças

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A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.

Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.

Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.

Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.

Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.

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“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.

A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.

Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.

Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.

“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.

O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.

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Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.

É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.

A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.

E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.

Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.

E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.

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