MATO GROSSO
Sema prepara Parque Estadual Serra Azul para receber fieis na Sexta-feira Santa
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) prepara o Mirante de Cristo do Parque Estadual da Serra Azul, em Barra do Garças (524 km de Cuiabá), para receber a peregrinação nesta sexta-feira Santa (15.04). São esperados mais de dois mil fiéis para visitar o local na data religiosa. O local ficou fechado para grandes eventos durante dois anos, por conta da pandemia.
A escadaria da fé fica aberta das 5h às 18h na sexta-feira Santa. Já a entrada principal para veículos funciona das 6h30 às 17h. A trilha das Cachoeiras estará liberada após as 12h. No evento não haverá o acesso aos ciclistas e pedestres para o interior do Parque.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), por meio da gerência do Parque, organizou um atendimento aos usuários neste dia com ações de prevenção de acidentes para que a visitação ocorra com segurança aos usuários do Parque. A unidade contará com o apoio da Polícia Militar (PM-MT), e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT).
De acordo com a gerente do parque, Cristiane Schnepfleitner, a recomendação é que a subida ao Cristo ocorra até as 12h, pois no período matutino a subida é mais confortável, o clima mais ameno, e a partir deste horário se encerra o evento para romeiros. “A escadaria estará aberta uma hora antes para que os fiéis paguem suas promessas, façam suas orações e seus agradecimentos”, explica.
A subida das escadarias e visita ao Mirante do Cristo é tradicional na cidade. A Sexta-feira Santa ou Sexta-feira da Paixão antecede o domingo de Páscoa, e significa para os cristãos a data em que Cristo foi crucificado.

Programação do final de semana
Após a Sexta-Feira Santa, a unidade abre as portas de sábado a segunda-feira (16,17 e 18) com horários diferentes. Será possível acessar a Escadaria da Fé no horário das 6h às 18h, a entrada principal para carros das 7h às 17h, para ciclistas e a pé das 6h às 18h. Já a trilha das cachoeiras estará aberta das 6h às 18h.
Unidade de Conservação
O Parque Estadual da Serra Azul é uma unidade de Proteção Integral com 11 mil hectares de Cerrado. O local também é um dos cartões postais da cidade de Barra do Garças, com uma escadaria de 1.204 degraus que dá acesso ao Cristo Redentor, trilhas e cachoeiras.
MATO GROSSO
Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT
Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente
Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.
Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.
Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.
“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.
A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.
Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.
“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.
O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.
Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.
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