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Sema faz fiscalização e constata não existir trasbordamento de PCH na região de Porto Esperidião

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Técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizaram fiscalização, na tarde desta sexta-feira (04.02), após receberem imagens de suposto transbordamento de água e identificaram que não se trata de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), mas sim da drenagem de uma represa de piscicultura, há 10 quilômetros de Jauru (409 km de Cuiabá). 

Além disso, a vazão da água da represa não representa nenhuma consequência aos rios locais e não tem relação com alagamento que atingiu a cidade de Porto Esperidião, por conta do transbordamento do Rio Jauru. A Prefeitura de Porto Espiridião descartou danos significativos no município e em primeiro momento não deve declarar situação de emergência, conforme a Defesa Civil Estadual.

A Sema reforça que não há rompimento de nenhuma PCH, ou qualquer anormalidade no seu funcionamento. As PCHs da região não possuem grande estoque de água represada por barragem e apresentam reduzido potencial de impacto ambiental.

Conforme técnicos da Diretoria de Unidade Desconcentrada (DUDs) de Cáceres, que estiveram no local, a represa serve para piscicultura e dessedentação de animais, e tem 2700 m², com volume de água da ordem de 20 mil m³. Todos os empreendimentos energéticos foram notificados a apresentar informações sobre vazão do rio, geração de energia e precipitação (chuvas), dados que são gerados por estação automática de leitura.

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Fonte: GOV MT

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Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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