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Seduc-MT amplia aulas de robótica na Rede Estadual de Ensino

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) ampliou o número de escolas que passarão a ter aulas de robótica. Agora, 74 unidades, que atendem mais de 28 mil estudantes do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, terão a robótica educacional como ferramenta que potencializa o aprendizado. Trata-se de um método focado na pesquisa, descoberta e construção de uma máquina com uso de kits prontos de montagem.

As aulas do SIMROBÓTICA®, na Rede Estadual de Ensino, são alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), estimulam o pensamento computacional e o aprimoramento de habilidades e competências importantes para desenvolvimento humano e tecnológico, por meio de uma metodologia ativa alinhada à abordagem STEAM, que utiliza os conjuntos educacionais da LEGO® Education.

Por meio destes kits, compostos por diversas peças, sensores, motores e uma placa que permite programar o funcionamento dos modelos montados, a robótica educacional dá ao estudante a oportunidade de desenvolver a criatividade, com a montagem de seu próprio projeto.

A diretora regional de Educação do polo Barra do Garças, Silvia Figueiredo de Souza, comemora a ampliação do número de escolas. “Foi uma conquista de todos os educadores e da comunidade estudantil”.

Segundo ela, é perceptível o rendimento dos estudantes que participam das aulas de robótica. “Ora o estudante é o líder do grupo, ora é o liderado. Nos dois casos, ele passa a ser o protagonista. O professor se torna o mediador e todos ganham com este recurso pedagógico”.

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Silvia salienta que a utilização de metodologias ativas, como a robótica educacional, retira o professor do lugar comum de transmissor de conhecimento, para se tornar um inovador em metodologia de aula. “O educador não fica parado em frente à turma, repassando informações. Ao contrário, ele se junta à turma, instigando-a a ir além do óbvio”.

Os materiais usados são peças, sensores e motores controlados por uma placa que permite o funcionamento dos modelos montados

Quem também recebeu com empolgação esta notícia foi Clainton Lira, diretor regional de Educação do polo Alta Floresta. “Ampliar o número de escolas com aulas de robótica é muito positivo. Vem ao encontro com o que os nossos alunos vivenciam, que é o mundo tecnológico. Vai resultar em aulas mais atrativas e dinâmicas”.

Já o diretor regional de Educação do polo Cuiabá, Fábio Bernardo, reforça que a robótica é um método de ensino que desenvolve, além do espírito criativo, o senso colaborativo. “Estas aulas são realizadas em grupos, onde um ajuda o outro a concretizar o projeto”.

Um dos principais diferenciais utilizados nas aulas de robótica educacional é a Cultura Maker, citada por Fábio Bernardo. Os estudantes constroem robôs e dividem diferentes funções para realizar tarefas práticas. Isso favorece o pensamento computacional e inúmeras habilidade organizacionais, socioemocionais, cognitivas, comportamentais e de comunicação, enriquecendo o processo de aprendizagem.

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O fato comprovado é que a robótica educacional favorece o protagonismo dos estudantes, colocando-os diante de situações-problema presentes no dia a dia. “Comemoramos este investimento, pois, estamos promovendo a revolução que a Educação de Mato Grosso esperava há mais de 20 anos”, relata Ângelo Luiz da Silva, diretor regional de Educação do polo Confresa.

Professores treinados

Como parte do plano de desenvolvimento, os educadores envolvidos participam de uma ampla certificação da SIM Inova®, empresa desenvolvedora do SIMROBÓTICA®, que os prepara para a vivência das aulas de robóticas nas turmas do Ensino Fundamental II e Ensino Médio. O projeto também conta com orientadores educacionais, especialistas em robótica, que acompanham os professores ao longo do ano letivo.

“Professores com habilidades em tecnologia, conectividade nas escolas, uso de Chromebooks em sala de aula, TVs de LED, plataforma digital e agora a robótica educacional são grandes aliadas. Sem dúvida, a junção de todo este investimento, realizado pela Seduc-MT, estimula aspectos diferenciados e traz ganhos para os processos do ensino-aprendizagem”, conclui Andreia Cristiane de Oliveira, diretora regional de Educação do polo Rondonópolis.

Fonte: GOV MT

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Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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