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Politec intensifica perícias em pescado durante a piracema

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Durante o período da piracema, que teve início na última sexta-feira (1º.10) e segue até 31 de janeiro de 2022, as forças de segurança e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) aumentam as fiscalizações e, consequentemente, a Gerência de Perícias de Meio Ambiente e Engenharia Legal da Politec intensificam suas ações frente aos crimes contra a ictiofauna.

Entre os exames periciais realizados pela Politec está a análise do pescado apreendido. O objetivo é verificar as dimensões e o peso, fazer a identificação da espécie e a verificação do modo de captura. Posteriormente, também é averiguado se o animal está apto para doação.

“Aqui em Mato Grosso é proibido extrair recurso pesqueiro com o uso de tarrafas e redes de qualquer natureza, a única exceção está para as redes de arrasto para capturas de peixes ornamentais e, para isso, ela tem que ter no máximo cinco metros de comprimento, dois metros de altura e malha de até um centímetro entre os nós”, explica a perita oficial criminal Rosangela Guarienti.

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Os apetrechos, que são os itens utilizados na captura do pescado, também passam por exames periciais. Nesse caso, é realizada análise dos equipamentos a fim de verificar se as medidas respeitam o padrão permitido.

Nesse mesmo contexto, também é realizado exames periciais nos veículos utilizados para o transporte do pescado, isso porque eles costumam apresentar adulterações na suspensão traseira.

“Quando os veículos estão transportando muitos peixes, é possível que os agentes de fiscalização percebam no momento em que passam pelas barreiras. Por isso, costumam adulterar a suspensão traseira, colocando uma suspensão mais reforçada para que, mesmo transportando 200 kg de peixe no porta-malas, o rebaixamento do veículo não represente”, explica Guarienti.

Nos três últimos anos, somente na capital, foram realizados 93 exames periciais relacionados aos crimes contra a ictiofauna.

Piracema

Durante o período de defeso da piracema, nos próximos quatros meses, fica proibida a pesca tanto amadora quanto profissional nos rios de Mato Grosso. O objetivo é garantir a proteção do período reprodutivo dos peixes das Bacias Hidrográficas do Paraguai, Amazonas e Araguaia – Tocantins que banham o estado. Neste período, é permitida apenas a pesca de subsistência, desembarcada, que é aquela praticada artesanalmente por populações ribeirinhas ou tradicionais para garantir a alimentação familiar, sem fins comerciais.

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*Com supervisão de Tita Mara Teixeira 

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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