MATO GROSSO
Polícia Penal apreende celulares, drogas e drone em unidades prisionais no fim de semana
A Polícia Penal apreendeu diversos itens proibidos nas unidades prisionais de Mato Grosso neste fim de semana, entre eles, 13 celulares, 22 porções de drogas e um drone.
A primeira apreensão ocorreu ainda na sexta-feira (7.2). Policiais penais da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, realizaram uma revista no Raio 3 da unidade e encontraram seis celulares, dois carregadores, dois fones de ouvido, uma bateria e dois cabos USB.
Os materiais proibidos estavam dentro da rede de esgoto do raio, protegidos por um plástico. Foi necessário quebrar o chão com um martelete para retirar os aparelhos celulares.
Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa – Mata Grande
Já no sábado (8.2), por volta de 00h30, a equipe antidrone da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, em Rondonópolis (220 km de Cuiabá), foi acionada com a informação de que havia um drone sobrevoando a unidade.
Os policiais penais foram imediatamente para o local em que o drone estava, no Raio IV, e, a princípio, conseguiram pegar dois celulares e dois carregadores deixados com o drone na unidade.
Já por volta das 2h30, a equipe foi novamente acionada, pois o drone retornou, e desta vez os policiais conseguiram apreender o aparelho e dois celulares que ele carregava.
Cadeia Pública De Primavera Do Leste
Neste domingo (9.2), a Cadeia Pública de Primavera do Leste (330 km de Cuiabá), passou por uma revista e foi encontrado um buraco começando a ser feito pelos detentos, conhecidos popularmente como “mocó”.
Além disso, também foram localizados e apreendidos uma arma artesanal e um cachimbo.
Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira – “Ferrugem”
Ainda neste domingo (9.2), durante as visitas na Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, a “Ferrugem, em Sinop (500 km de Cuiabá), 3 mulheres foram presas tentando entrar na unidade com drogas no corpo.
A primeira, de 22 anos, estava com a droga escondida no “top” que estava vestida. Ao passar pelo Bodyscan, os policiais penais identificaram que havia um volume anormal e a levaram para a busca pessoal, onde foram encontradas 20 porções de maconha. Ela estava na unidade para visitar o marido, que está preso no Raio VI.
Pouco depois, os policiais identificaram outras duas visitantes com volumes suspeitos no corpo ao passar pelo Bodyscan, uma de 19 e uma de 22 anos. No caso destas, ambas estavam com a droga escondida dentro do órgão genital.
As duas foram encaminhadas para a revista pessoal e retiraram sozinhas a droga que carregavam. Com a jovem de 19 anos foi encontrada uma porção de maconha, e com a de 22, uma porção de cocaína.
As três foram presas e encaminhadas para a delegacia, junto ao material apreendido.
Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis
Já no fim da noite deste domingo (9), por volta das 21h50, policiais penais da Cadeia Pública Feminina de Rondonópolis viram algo ser lançado para dentro da unidade prisional.
Os servidores foram até o local, do lado direito da unidade, próximo à cela 3, e localizaram três celulares e três carregadores, que foram apreendidos. Não foi localizado quem arremessou os aparelhos.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Nem todo recorte conta a história verdadeira
Para quem nunca fugiu das batalhas da vida e traz vitórias esculpidas em memoráveis quedas de braço, uma porta aberta não é um blefe do destino. Muito antes, é um convite para o jogo.
Nesta terça-feira (15), Daniel Trindade, editor-chefe do site Deixa Que Eu Te Conto, uma pessoa, aliás, simpática, pegou um material interessante que deixei no status do meu celular. Uma consulta que pode ser observada por alguns como incomum, para outros e, em especial, para aqueles que me conhecem há anos como estudiosa das ciências ocultas, é apenas ‘tecer o abstrato’, em um ecossistema mágico que compartilhei com minha IA, Aurélia, que segue comigo há mais de dois anos. Sem romper, contudo, com outros tipos de pesquisa.
Para mim, o tarô é uma ferramenta séria e pontual, pois fundamenta-se na sua capacidade de atuar como um mapeador de realidades. Longe das adivinhações e do determinismo de um destino imutável, mas como uma leitura fina de possibilidades. Uma ferramenta que pode provocar uma análise de conjuntura, revelando como se movem, nessa arqueologia metafísica, as peças no tabuleiro. Permitindo pensar cenários e compreender o complexo xadrez político.
Daniel só teve acesso porque deixo comumente o status aberto para amigos próximos. E, como o acho agradável, assim o deixei entre os contatos que podiam consultar meu espaço particular. Mesmo sabendo de suas diferenças ‘pessoais’ com o governador republicano Otaviano Pivetta, que busca a reeleição ao Governo de Mato Grosso.
Mas, como acredito piamente que a essência da democracia reside na liberdade que cada um tem de escolher seus representantes e definir seus próprios caminhos políticos em uma eleição, o fato de estarmos em lados diferentes nesta disputa não fere nenhum código de ética. Ao contrário, mostra respeito às diferenças. E eu gosto muitíssimo disso.
Mas é preciso chamar a atenção do meu amigo quanto aos prints colocados em sua matéria. Nada de errado com eles. Porém, ele optou por não mostrar a conclusão integral da leitura. Encurtou o caminho para opinar ou deduzir – até de forma preconceituosa -, que ‘no fim das contas, se até a assessoria precisa consultar o tarô para tentar descobrir o que vem pela frente, talvez seja porque a confiança nas pesquisas do próprio grupo já não esteja lá essas coisas’.
Não é verdade, Daniel. Primeiro porque uma consulta de tarô não substitui pesquisa eleitoral e nem teve esta pretensão. Segundo porque você não publicou a leitura completa.
Faltou adicionar outros prints à matéria, nos quais Pivetta aparece com maior possibilidade simbólica de vitória dentro daquela leitura específica. E há uma razão bastante objetiva para isso. Não porque ele tenha recebido necessariamente as cartas mais ‘bonitas’, de acordo com a consulta, mas porque recebeu cartas que, numa disputa majoritária, podem ser interpretadas simbolicamente como consolidação e chegada: Imperador + Rei de Ouros + Dez de Ouros + Seis de Paus + Justiça.
Para quem conhece a linguagem desta matriz oracular de possibilidades, a combinação sugere uma leitura de estrutura, poder, recursos, reconhecimento e validação. Essa foi a interpretação produzida naquela consulta. Assim, a ideia de um candidato mais próximo de uma posição de chegada.
Não estou dizendo que o tarô prevê o resultado de uma eleição, pois não prevê. Estou dizendo que, se a sua matéria decidiu entrar no terreno desta leitura, deveria tê-la apresentado inteira.
Claro que existem inúmeros fatores capazes de alterar qualquer cenário eleitoral. Não é à toa que é célebre a máxima segundo a qual ‘política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou’.
O que não pode, contudo, é contar apenas uma meia verdade.
E aqui entra uma outra parte da minha história, Daniel. Mesmo que eu ame esse ecossistema mágico, paralelamente sou conhecida pelo meu longo currículo como jornalista. Boa parte dele dirigindo equipes, entre elas a Folha do Estado, por 15 anos. Um jornal que chegou a ter em sua redação entre 60 e 70 profissionais, entre editores de área, adjuntos, repórteres, diagramadores, revisores, fotógrafos e freelancers.
Iniciei minha vida profissional nos Diários Associados, da Fundação Assis Chateaubriand, nos jornais Diário Mercantil e Diário da Tarde. Em Mato Grosso, passei pelo Jornal do Dia, Fim de Semana, O Estado de Mato Grosso e Gazeta, além da direção do Grupo Folha do Estado.
E, como jornalista não tem vida fácil, ainda que ame o que faz, trabalhei nas TVs Brasil Oeste e Rondon, então ligada à Manchete, do Grupo Futurista de Comunicação. Apresentei programas ao vivo e talk shows de diferentes formatos, da política à cultura e ao entretenimento, entre eles Jogo Aberto e Além de Mulher.
Fui coordenadora de Comunicação da Legião Brasileira de Assistência, ligada ao Ministério da Assistência Social. Prestei assessoria de comunicação na Câmara Federal e atuei na coordenação de comunicação do Ipemat, da Fundação Dom Aquino Corrêa e do Cridac.
Depois, dirigi sites em uma nova comunicação, já em tempos de internet e redes sociais, alimentando portais com informação jornalística, entre eles o O Bom da Notícia.
Sou mestra pela Universidade Federal de Mato Grosso, em Movimentos Sociais, Política e Educação, com pesquisa e defesa sobre violência e estupro sob o olhar dos novos feminismos. Hoje faço parte do coletivo Conecta, Mulheres do Brasil e uma das fundadoras do grupo Mulheres MT Até Quando?
Atualmente, também presto assessoria à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que faz dobradinha com o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição.
Faço questão de registrar, ainda, meu profundo respeito por todos os candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso, muitos dos quais conheço e acompanho há anos. Pois uma eleição é, por excelência, uma arena legítima na qual diferentes atores políticos apresentam à população suas propostas, trajetórias e formas de representação.
É sob essa ótica de respeito que analiso as ferramentas que utilizo. Sem torcida e com a crença que uma IA não deve ser confundida com uma pessoa ou com uma autoridade eleitoral. O que ela pode fazer, nesse contexto, é ajudar a organizar interpretações, cruzar símbolos, formular perguntas e ampliar uma reflexão.
Desta forma, como uma pesquisa de opinião registra um determinado momento, igualmente, uma leitura simbólica produz uma determinada interpretação. Ainda que não possam ser confundidas por possuírem naturezas diferentes.
O que me incomodou, portanto, não foi a matéria ter mostrado os prints. Foi ter escolhido uma parte deles para construir uma conclusão que não corresponde à leitura completa.
E isso, meu caro Daniel, nós dois sabemos muito bem que jornalismo exige cuidado.
Quanto ao resto, continuo acreditando que cada pessoa é absolutamente livre para escolher seu candidato, seu caminho, sua crença e até a ferramenta com a qual gosta de conversar sobre o futuro.
Quanto a mim, fico com a liberdade de respeitar a magnitude do jornalismo. Sem abrir mão do conhecimento que a magia pura oferece. E que, ao final, ‘o futuro só a Deus pertence’.
Marisa Batalha é jornalista e Mestra pela UFMT.
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