MATO GROSSO
O amor que transforma: Adoção e a essência da gratidão
Posso falar sobre esse assunto com propriedade. Ser adotada, no meu caso, foi uma experiência extraordinária. Minha mãe biológica não ficou comigo, mas deixou que eu vivesse e fui recebida por minha mãe adotiva com muito amor. Sua dedicação e carinho foram essenciais para o meu desenvolvimento. Ela foi uma verdadeira inspiração e um exemplo de como o amor pode transformar vidas.
Minha mãe, a querida e amada saudosa Euridice Gomes, que infelizmente já não está mais conosco, perdeu sete filhos, depois de muitas perdas ela me adotou, e tornou-se um verdadeiro instrumento de Deus em minha vida. Através dela, pude conhecer o verdadeiro significado de ser amada e cuidada. Sua presença em minha vida foi fundamental para a pessoa que sou hoje, e sou eternamente grata por tudo que ela fez por mim.
Também tive a oportunidade de viver essa experiência incondicional de amor, quando adotamos nossa filha caçula Maria Luiza, um verdadeiro presente enviado por Deus. Adotar é um ato de amor, de entrega e de acolhimento, onde um filho é gerado no coração. Esse vínculo, baseado na essência de gratidão e reciprocidade, é algo extraordinário.
No Brasil, o processo de adoção envolve várias etapas e o número de adoções nos últimos anos são expressivos. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), atualmente 30 mil crianças e adolescentes estão em situação de acolhimento, e cerca de cinco mil estão aptos a serem adotados.
Os dados ainda indicam que há cerca de 36.706 pretendentes cadastrados e, destes, mais de 40% estão dispostos a adotar crianças com algum tipo de doença ou necessidade especial. Isso mostra uma crescente aceitação e abertura para a adoção de crianças e adolescentes que tradicionalmente enfrentam mais dificuldades para serem adotados. Vale destacar que o processo de adoção no Brasil passou por várias melhorias nos últimos anos, com destaque para implementação do SNA. Além disso, a legislação tem incentivado a adoção tardia e aprimorado os mecanismos de acompanhamento pós-adoção para garantir o bem-estar das crianças.
Em Mato Grosso, a Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (AMPARA), da qual tenho muito orgulho de ser madrinha, mantém um projeto de busca ativa em parceria com o Tribunal de Justiça de MT, o que tem facilitado o processo de adoção no estado. Atualmente, existem 60 crianças e adolescentes disponíveis para adoção. Deste total, 25 estão vinculados a pretendentes e 35 ainda não foram vinculados a nenhuma família adotante. Em comparação, há 627 pretendentes cadastrados, um número significativo de pessoas interessadas em adotar.
A adoção oferece uma nova chance, uma nova história para crianças que, por diversas razões, não puderam permanecer com suas famílias biológicas. É uma troca mútua de amor e aprendizado, onde ambos, pais e filhos, crescem e se transformam juntos. É importante ressaltar que a adoção não pode ser uma válvula de escape ou uma simples realização pessoal. A adoção exige consciência e responsabilidade.
A adoção é, sem dúvida, um ato de coragem e altruísmo. Deus nos dá essa oportunidade colocando uma criança adotiva como um presente em nossas vidas. Neste Dia Nacional da Adoção, celebramos todas as histórias de amor e resiliência que nascem desse gesto sublime. Agradecemos a todas as famílias adotivas, que com tanto amor e dedicação, oferecem uma nova vida a tantas crianças. E que possamos continuar promovendo a adoção como uma forma legítima e extraordinária de construir famílias.
Virginia Mendes é economista, empresária, primeira-dama de MT e voluntária nas ações de Governo
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT
Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente
Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.
Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.
Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.
“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.
A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.
Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.
“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.
O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.
Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.
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