MATO GROSSO
“Mais do que dar assistência, o Governo de MT tem criado condições para que os mais vulneráveis possam melhorar a qualidade de vida”, destaca secretária
“Com o apoio imprescindível da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, a Setasc tem atuado em diversas frentes para garantir a melhoria da qualidade de vida dos mais vulneráveis”, acrescenta.
A secretária pontua que, apenas com o Programa SER Família a Setasc trabalha em 10 vertentes, sendo elas: SER Família Aconchego, SER Família Solidário, SER Família Capacita, SER Família Criança, SER Família Habitação, SER Família Idoso, SER Família Inclusivo, SER Família Indígena, SER Família Mulher e o SER Família Sensorial. As ações envolvem desde a distribuição de cestas de alimentos e kits de higiene a assistência às mulheres vítimas de violência, além de auxílio para compra de medicamentos e materiais escolares.
Além do programa, outras ações, como mutirões da cidadania e Casamento Abençoado, também são realizadas pela Secretaria para levar o atendimento à população.
Confira abaixo a entrevista completa:
1- Secretária, como está o andamento do programa Ser Família Capacita? Quantos cursos já foram iniciados e quantos alunos serão capacitados?
Primeiro, é uma alegria falar e poder contribuir com o maior programa social da história de Mato Grosso, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, com seu olhar sempre voltado às pessoas que mais precisam.
O SER Família Capacita está a todo vapor. Os cursos tiveram início no mês de maio, e já temos 104 turmas iniciadas, de 23 especialidades. Cada turma tem 20 alunos, o que totaliza 2.080 pessoas sendo capacitas em todo o Estado. São cursos como de eletricista para instalações prediais, padeiro, salgadeiro, confeiteiro, torneiro mecânico e designer gráfico editorial. Ainda estamos com inscrições abertas e fazendo busca ativa para preencher todas as vagas. Queremos capacitar, ao todo, 50 mil pessoas em dois anos.
Apesar do programa SER Família Capacita ter como prioridade um público específico, a população vulnerável, qualquer pessoa poderá se inscrever nos cursos ofertados. O que o Governo do Estado pretende é capacitar, cada vez mais, a mão de obra em Mato Grosso, dando uma oportunidade dessas pessoas entrarem no mercado de trabalho e mudarem suas vidas.
2- De que forma o Ser Família Capacita pode gerar retorno para o Estado de Mato Grosso?
Mato Grosso é um Estado que tem muita oferta de vagas de emprego e muita gente precisando trabalhar, mas o que falta é capacitação para que essa população ocupe essas funções, e é esse o objetivo do SER Família Capacita: capacitar a população para que ela possa ocupar essas vagas no mercado de trabalho e, assim, sair da extrema pobreza e vulnerabilidade social, mudando suas vidas e de suas famílias.
O retorno para o Estado de Mato Grosso será diverso, pois mais pessoas no mercado de trabalho formal proporciona desenvolvimento social e retorno financeiro para todo o Estado. Há crescimento econômico, mas, principalmente, será mudado o cenário econômico social da população mato-grossense, com a melhoria na renda das famílias, reduzindo o índice de pobreza e extrema pobreza. Então, mais do que dar a assistência, o Governo de Mato Grosso tem criado condições para que os mais vulneráveis possam melhorar sua qualidade de vida.
3- A Setasc tem intensificado a entrega de cestas básicas em todo Estado, pelo programa Ser Família Solidário, para garantir a segurança alimentar das famílias. Mas, qual o perfil dessas famílias que são beneficiadas com o programa?
Este é um ponto importante desta gestão, com o apoio indispensável da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, que tem um carinho especial pela população que tem mais necessidade dessas ações de entregas de cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e limpeza.
Somente em 2023 já entregamos 91.612 cestas em todo o Estado, sendo, aproximadamente, 5 mil apenas em Cuiabá. As cestas são destinadas para pessoas em situação de insegurança alimentar, vulnerabilidade e que necessitam deste atendimento imediato, e posterior acompanhamento e cadastramento no CadÚnico.
A partir do momento que mandamos as cestas para o interior do Estado, em apoio as secretarias municipais de Assistência Social, a distribuição delas fica sob gestão do município, que também deverá seguir essa regra de entregar para as famílias que realmente necessitam e estão inscritas no CadÚnico.
Já em Cuiabá é feita uma análise dos cadastros que são enviados ao setor de Segurança Alimentar da Setasc. Essas análises são feitas junto ao sistema da Caixa Econômica Federal (CEF), sistema FICOS, onde conseguimos verificar a renda da família, para confirmar que são pessoas em vulnerabilidade social e insegurança alimentar.![]()
4- Outra ação trabalhada pela Setasc é a questão indígena, atendendo a um pedido da primeira-dama. Quais são as parcerias que a secretaria tem firmado para atender a esses povos?
A questão indígena é tratada com muito carinho, principalmente pela primeira-dama Virginia Mendes, que é a madrinha desses povos. Nós temos realizado, em parceria com a Superintendência de Assuntos Indígenas da Casa Civil, a entrega de cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e limpeza em diversas aldeias indígenas este ano, além da entrega de cobertores. Somente este ano entregamos 2.940 cestas de produtos alimentícios e kits de higiene e limpeza para os indígenas, em cerca de 60 aldeias em todo o Estado, além de 1.740 cobertores entregues.
Outra ação realizada junto aos indígenas é a entrega do cartão do Programa SER Família Indígena. Foram 3.713 cartões para famílias em extrema pobreza e em situação de vulnerabilidade. Cada cartão vem abastecido com R$ 220, que podem ser utilizados para aquisição de alimentos. Os valores são creditados a cada dois meses, ou eventualmente, em datas comemorativas a serem especificadas a critério do Governo do Estado.
5- Secretária, grupos que antes tinham pouca visibilidade ganharam destaque nessa gestão, a exemplo dos autistas. Nesse sentido, como está o trabalho em parceria com o Cuiabá Esporte Clube para atender a esse público?
O trabalho em parceria com o Cuiabá tem surtido efeitos muito positivos para esse público tão especial que são os autistas. Desde que começamos com a ação de destinar um camarote para atender a esse público a cada jogo do Dourado, 56 autistas já foram sorteados. Já foram sete jogos, sendo o último no sábado (08.07), contra o Bahia. O camarote conta com a área externa de arquibancada, e na área interna há um espaço de autorregulação emocional, que é um espaço mais calmo, com mesa e cadeira infantil, tapete de EVA, desenhos, lápis de cor, massa de modelar e blocos de montar, para quando eles estiverem mais agitados e precisarem se acalmar. Também temos uma equipe da Setasc e da Rede Cidadã (Sesp) para dar todo o suporte necessário aos pais e aos autistas.
Para participar do sorteio é preciso ter a Carteira de Identificação do Autista. Atualmente nós temos 3.428 inscritos na Carteira do Autista, de todo o Estado. Além de dar o direito de participar do sorteio para assistir ao jogo, o documento, que é emitido de forma gratuita, também oferece outros benefícios, como a facilidade na identificação do autista e assim, o atendimento prioritário em serviços públicos e privados, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. Nos casos dos particulares, isso inclui bancos, farmácias, supermercados, restaurantes e comércio em geral.
Desde setembro de 2022 o cadastro da Carteira de Identificação do Autista vem sendo realizado por meio do aplicativo MT Cidadão, e a identificação poderá ser emitida tanto na modalidade digital quanto na impressa.
Outro tema que ganhou destaque nessa gestão, que também vale comentarmos, são as pessoas em situação de rua em Mato Grosso. Em 2020 foi instituído, por decreto, o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política de População em Situação de Rua do Estado, que é vinculado a Setasc, e desde 2021 ele está em funcionamento. No início deste mês nós tivemos o Encontro Estadual de Atendimento Intersetorial para Populações em Situação de Rua, e, além disso, são realizadas reuniões com outros órgãos para entender o que há de planejamento para esse público.
Este ano também tivemos a sanção da Lei de Política Estadual para a População em Situação de Rua (Lei 12083 de 24/04/2023), que tem uma série de atribuições para o Estado que devem ser voltadas para a população em situação de rua. Além disso, temos o Restaurante Prato Popular, que já serviu cerca de 45 mil refeições somente este ano, são refeições diárias a R$ 1 e que atende a população em situação de rua, que também recebe a marmitex no período noturno. Somente este ano a Setasc já entregou, aproximadamente, 25 mil marmitex somente em Cuiabá.
6- Outra grande articulação da primeira-dama pelo social foi a criação do programa Ser Mulher. Como está a regulamentação desse programa, que inclui a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica?
O Ser Família Mulher é a realização de um sonho para todas as pessoas que trabalham no combate à violência contra mulher. A regulamentação seu deu por meio do Decreto 219-2023. Estamos em processo de finalização da implantação junto a Polícia Civil e demais órgãos para execução do programa, inicialmente na capital e baixada cuiabana, para posterior adequação e expansão a todo Estado.
A equipe técnica está sendo ampliada para execução dessa demanda ainda no final do mês de julho, o que fortalecerá o trabalho das instituições na consolidação da rede de proteção às mulheres e o acompanhamento integral delas.
7- Secretária, o Ser Família Habitação tem um grande leque de atuação, contemplando diferentes faixas de renda das famílias mato-grossenses. Mas, atendendo a um pedido da primeira-dama, há uma vertente especial, em parceria com os municípios, para atender aquelas que são mais vulneráveis. Como está o andamento dessas parcerias?
Sim, a vertente do Programa SER Família Habitação que é conduzida pela Setasc, em parceria com a Sinfra, foi idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes para famílias que possuem renda per capita de até R$ 200.
Ao todo, 79 municípios fizeram a adesão ao Programa SER Família Habitação, sendo que, destes, 57 já formalizaram o convênio para receber os recursos para construírem 2.568 moradias populares, num total de R$ 193,8 milhões em investimentos. Destes, oito municípios já iniciaram os trabalhos, sendo que Jaciara e Novo Horizonte do Norte estão com as obras avançadas, com entrega prevista para setembro deste ano. Os municípios que já firmaram convênios e ainda não iniciaram as obras das casas estão na fase da licitação e da contratação.
O objetivo do Governo do Estado é que sejam entregues, ao todo, 3.484 casas, a custo zero para a população, com um investimento total de R$ 252 milhões, em parceira com os municípios, que recebem os recursos e se responsabilizam pela construção das moradias populares.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Gisela aposta na força regional e leva recado de Pivetta a Moacir em Barra do Garças
A candidatura de Moacir Couto à Assembleia Legislativa ganhou nesta sexta-feira (21), um componente político que extrapola o lançamento de mais um nome na disputa proporcional. Em Barra do Garças, onde mais de 300 pessoas participaram do ato, a presença da candidata a vice-governadora Gisela Simona levou ao palco uma discussão que há anos atravessa o Araguaia: a necessidade de transformar o peso econômico e social da região em maior capacidade de representação política e de interlocução com o Governo do Estado.
Empresários, produtores rurais, lideranças políticas, moradores de Barra do Garças e apoiadores de municípios vizinhos acompanharam o lançamento da candidatura de Moacir, que pretende ocupar um espaço que considera estratégico para o desenvolvimento regional, especialmente nas áreas de saúde, infraestrutura e investimentos públicos. A agenda também expôs uma característica cada vez mais presente na campanha de Gisela: a circulação pelos municípios e a tentativa de compreender a política a partir das demandas concretas que chegam das comunidades.
Ao declarar apoio ao empresário barra-garcense, Gisela levou uma mensagem do governador Otaviano Pivetta, de quem é candidata a vice na disputa pelo Palácio Paiaguás. Segundo ela, Pivetta havia encontrado Moacir em Várzea Grande e pediu que sua vice levasse pessoalmente seu abraço ao amigo. “Ele disse: estive com Moacir em Várzea Grande. Agora, na Barra do Garças, minha vice vai pessoalmente entregar meu carinho a você, que não é um irmão de sangue, mas é de alma”, relatou.
Mais do que uma manifestação de amizade, a fala evidencia uma característica da atual composição política que tenta se consolidar em torno de Pivetta: a construção de uma rede que procura combinar a força administrativa do governo com lideranças regionais capazes de traduzir demandas locais para dentro da estrutura estadual.
Gisela também associou a candidatura de Moacir ao debate sobre a continuidade administrativa de Mato Grosso. Ao defender a chapa liderada por Pivetta, destacou a experiência do governador e sua capacidade de interlocução com os municípios.
“Ele é um administrador nato, com experiência comprovada em criar qualidade de vida. E todos sabem que é confiável. O projeto de transformar para melhor a vida da população de Mato Grosso precisa ter prosseguimento”, afirmou.
A declaração ganha dimensão política maior diante do movimento recente de prefeitos em torno da candidatura de Pivetta. Na última terça-feira, 133 dos 142 prefeitos de Mato Grosso, o equivalente a 93,7% dos municípios, formalizaram apoio à sua reeleição. O dado evidencia a capilaridade municipal da candidatura, embora, naturalmente, apoio de prefeito não se confunda automaticamente com transferência de votos.
Para Gisela, entretanto, a adesão dos prefeitos traduz sobretudo uma experiência administrativa vivenciada nos próprios municípios. A candidata a vice tem defendido que gestores municipais reconhecem os efeitos dos investimentos estaduais em infraestrutura, saúde e serviços e, por isso, não desejariam retroceder. A leitura coloca o municipalismo no centro da estratégia eleitoral de Pivetta e aproxima a campanha do cotidiano de quem administra as cidades.
Em Barra do Garças, essa discussão ganhou um rosto concreto. Durante o evento, Dona Célia relatou a dificuldade enfrentada pela família para conseguir atendimento especializado para a neta Melissa, de seis anos, diagnosticada com autismo e que precisava passar por uma cirurgia de hérnia umbilical. Segundo seu relato, depois de procurar atendimento em Barra do Garças e em Cuiabá, tomou conhecimento da atuação de Moacir em defesa da estrutura hospitalar da região.
“Mesmo sem me conhecer, ele olhou para a nossa situação e segurou a nossa mão”, afirmou.
O depoimento é significativo porque recoloca a saúde no centro de uma disputa eleitoral que, frequentemente, é narrada apenas pelos números do crescimento econômico. Barra do Garças funciona como polo de atendimento para diversos municípios do Araguaia e enfrenta há anos o desafio de ampliar sua capacidade de atendimento especializado. Em maio, o Governo do Estado anunciou justamente a elevação do repasse para a saúde do município de R$ 800 mil para R$ 2 milhões, reconhecendo a pressão exercida sobre a rede local pelo atendimento de pacientes de toda a região.
Há, portanto, uma equação política interessante em construção: o Estado afirma ter capacidade de investimento; os municípios reivindicam infraestrutura e serviços; e lideranças regionais buscam transformar essas demandas em representação política permanente.
É nesse ponto que Moacir pretende construir sua candidatura. “Não é apenas uma campanha política. É um movimento histórico de uma cidade e de uma região que precisa deixar de ser órfã e ter um representante que conheça sua realidade, que tenha portas abertas e possa ajudar a alavancar Barra do Garças e toda a região do Araguaia”, afirmou.
A expressão “deixar de ser órfã” talvez seja a síntese política mais importante do encontro. Não se trata apenas de eleger um deputado, mas de disputar a capacidade de uma região de participar das decisões sobre recursos, obras e políticas públicas que afetam diretamente sua população.
E é justamente aí que a presença de Gisela ganha significado próprio. Depois de quase três anos na Câmara dos Deputados, onde construiu sua atuação a partir de pautas nacionais como a defesa do consumidor, combate à violência contra as mulheres, proteção contra fraudes financeiras e enfrentamento de novas formas de vulnerabilidade social, a candidata a vice-governadora passa a ocupar outro lugar na engrenagem política: o de alguém que pretende levar para a chapa majoritária a experiência de quem aprendeu, no Procon e depois no Congresso, que grandes decisões públicas só fazem sentido quando chegam à vida cotidiana.
Em Barra do Garças, essa experiência encontrou uma agenda regional muito concreta: saúde, representação e capacidade de fazer a ponte entre o município e o Estado.
E talvez seja justamente essa ponte que a campanha de Pivetta e Gisela esteja tentando construir nos municípios: uma candidatura majoritária que não se apresente apenas como continuidade de um governo, mas como continuidade de uma relação política com as cidades. Relação que agora será testada diretamente nas ruas e nas urnas.
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