MATO GROSSO

Jogadora de MT garante medalha de prata e receberá prêmio de R$ 130 mil do Governo do Estado

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A meio-campista Ana Vitória, natural de Rondonópolis (212 km de Cuiabá), conquistou junto com a seleção brasileira de futebol feminino a medalha de prata nas Olimpíadas 2024, realizadas em Paris. A partida contra os Estados Unidos aconteceu neste sábado (10.08), 16 anos depois da última final olímpica do time brasileiro.

A atleta, que atualmente defende as cores do Atlético de Madrid, da Espanha, receberá a gratificação de R$ 130 mil do Prêmio Olímpico do Governo de Mato Grosso. O valor inclui tanto o prêmio pela convocação da mato-grossense para a equipe nacional (R$ 30 mil) quanto pela medalha de prata conquistada (R$ 100 mil).

O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), David Moura, parabenizou a jogadora pela conquista e expressou o orgulho de todo o Estado.

“Estamos imensamente felizes com a conquista da Aninha. Ela não só fez muito nos Jogos Olímpicos, mas também colocou o nome de Mato Grosso e do Brasil no cenário esportivo mundial. Essa conquista é um motivo de grande orgulho para todos nós”, afirmou.

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Salto triplo

O atleta mato-grossense Almir Júnior também competiu uma final olímpica nesta sexta-feira (09.08), no salto triplo. Ele terminou sem medalha, mas representou o Estado e o Brasil nas Olimpíadas de Paris, levando o país de volta à final da competição após 16 anos – desde Pequim 2008 o Brasil não tinha um finalista olímpico na prova.

Prêmio Olímpico

O Governo de Mato Grosso oferece prêmios como incentivo aos atletas, paratletas, atletas-guias e técnicos convocados para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

O Estado garante o pagamento de R$ 30 mil para cada atleta e paratleta de Mato Grosso classificado para as competições mundiais. Para os técnicos convocados, a premiação é de R$ 10 mil.

Já quem for medalhista olímpico recebe R$ 100 mil, conforme prevê o Prêmio Medalha Olímpica, independentemente se a medalha for de bronze, prata ou ouro. No caso de técnico medalhista, o prêmio é de R$ 30 mil.

Também estiveram em Paris representando Mato Grosso as bolsistas do Projeto Olimpus Lissandra Campos (salto em distância) e Isadora Lopes (rugby feminino), além de Yasmim Soares (rubgy feminino), Ana Sátila (canoagem shalom) e Caroline Santos (taekwondo).

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Confira a portaria do Prêmio Olímpico aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Elefante Sandro inicia preparação para deixar zoológico e seguir para santuário em Mato Grosso

Animal de 54 anos será transportado de Sorocaba à Chapada dos Guimarães em uma operação de cerca de 1,6 mil quilômetros; adaptação à caixa climatizada será feita de forma gradual

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Após mais de quatro décadas vivendo no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), o elefante asiático Sandro, de 54 anos, iniciou os preparativos para uma nova etapa de sua vida no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso. A transferência foi determinada pela Justiça após anos de disputa judicial e deve ocorrer ainda neste mês, dependendo da adaptação do animal ao transporte.  

A equipe especializada responsável pela operação chegou a Sorocaba para iniciar os trabalhos de preparação. Uma das principais etapas é fazer com que Sandro se familiarize com a caixa que será utilizada durante a viagem. O procedimento será conduzido com técnicas de reforço positivo, permitindo que o animal entre voluntariamente na estrutura e sem que o processo seja acelerado. 

A caixa foi construída especialmente para a transferência. Com aproximadamente cinco metros de comprimento, 3,5 metros de altura e 2,5 metros de largura, a estrutura pesa cerca de 10 toneladas e conta com climatização, câmeras e aberturas ajustáveis para permitir o acompanhamento de Sandro durante todo o percurso.

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A viagem entre Sorocaba e a Chapada dos Guimarães terá aproximadamente 1.615 quilômetros e deverá durar cerca de dois dias e meio. O transporte será acompanhado por uma equipe técnica e contará com escolta da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O cronograma, porém, poderá ser alterado caso os profissionais avaliem que Sandro ainda não esteja preparado para viajar. 

Operação deve custar R$ 200 mil

A transferência envolve uma estrutura logística de grande porte, com caminhões, guindastes, equipamentos especializados, hospedagem e profissionais capacitados para acompanhar o animal durante o deslocamento. O custo estimado da operação é de aproximadamente R$ 200 mil.

Para auxiliar nas despesas, o Santuário de Elefantes Brasil lançou a campanha “Santuário para Sandro”, com meta de arrecadar R$ 30 mil. Segundo a organização, a arrecadação não condiciona a transferência, que deverá ocorrer independentemente do valor obtido. 

Novo ambiente na Chapada

Ao chegar ao santuário, Sandro será inicialmente encaminhado para uma área preparada para elefantes asiáticos machos. A adaptação ao novo ambiente ocorrerá de maneira gradual, respeitando o comportamento e o tempo necessário para que o animal se acostume à nova rotina.

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O santuário atualmente abriga seis elefantas asiáticas: Maia, Rana, Mara, Bambi, Guillermina e Baby. A aproximação entre os animais será feita progressivamente, conforme a adaptação de Sandro.

A proposta é proporcionar ao elefante maior autonomia, permitindo que ele explore áreas naturais, caminhe sobre o solo, procure vegetação e escolha quando se aproximar ou se afastar de outros animais.

A alimentação inicialmente deverá ser semelhante à que Sandro recebe atualmente, enquanto os cuidados veterinários também serão realizados com técnicas de reforço positivo. A intenção é reduzir o estresse durante exames e tratamentos e permitir que o animal participe voluntariamente dos procedimentos sempre que possível.

A mudança representa uma transformação importante na rotina de Sandro, que passou grande parte da vida em ambiente zoológico. No santuário, a expectativa é que ele tenha mais espaço para explorar, fazer escolhas e desenvolver comportamentos naturais.

A transferência ocorre após uma decisão judicial que determinou a retirada do animal do zoológico de Sorocaba. O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a determinação por unanimidade, após uma disputa que se estendeu por anos. 

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