MATO GROSSO
Inscrições para 560 vagas em projetos sociais do Corpo de Bombeiros terminam na quinta-feira (12)
Estão abertas as pré-inscrições para os projetos sociais Karabom, Bombeiros do Futuro e Musicalizar, na Região Metropolitana de Cuiabá. Ao todo, são ofertadas 560 vagas para iniciativas desenvolvidas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Barão de Melgaço e Nossa Senhora do Livramento. As inscrições seguem até quinta-feira (12.3). Faça aqui sua pré-inscrição.
As pré-inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelos pais ou responsáveis, por meio do site do Corpo de Bombeiros Militar ou presencialmente em uma das unidades militares habilitadas para receber as inscrições. Após a etapa de inscrição, os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula de forma presencial entre os dias 17 e 20 de março, na unidade escolhida no momento do cadastro. A matrícula também deverá ser realizada exclusivamente pelos pais ou responsáveis legais.
As 560 vagas oferecidas estão distribuídas da seguinte forma: 245 vagas para o projeto Karabom; 210 vagas para o Bombeiros do Futuro e 105 vagas para o Musicalizar (iniciação e formação de banda). Desse total, 75% são reservadas para crianças e adolescentes com renda familiar de até 1,5 salário-mínimo e cadastrados no CadÚnico. Os outros 25% são destinados à ampla concorrência.
Os projetos integram o Programa Educacional e Social do CBMMT (Proesbom), são gratuitos e destinados a crianças e adolescentes de 8 a 17 anos, regularmente matriculados em instituições de ensino reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). As ações oferecem atividades educativas e de desenvolvimento pessoal, no contraturno escolar, além de uniforme e lanche aos participantes, contribuindo para a formação integral e para o fortalecimento dos vínculos com a comunidade.
Projetos Sociais
O projeto social Karabom é destinado às crianças e adolescentes de 8 a 14 anos, especialmente em situação de vulnerabilidade social, promovendo segurança pessoal e formação moral por meio da prática do Karatê, além de incentivar valores como civismo, patriotismo e respeito. O projeto Bombeiros do Futuro atende crianças de 9 a 12 anos, com instruções relacionadas às atividades do bombeiro militar e conteúdos voltados ao desenvolvimento pessoal, formação cidadã e fortalecimento do caráter. Já o Musicalizar atende participantes de 9 a 17 anos e utiliza a música como instrumento de transformação social, contribuindo para o desenvolvimento da disciplina, do trabalho em equipe e para a redução de comportamentos de risco.
Segue, abaixo, um resumo dos projetos sociais, com a indicação do município onde são ofertados, da quantidade de vagas, da faixa etária atendida e dos locais onde serão realizados. Outras informações estão disponíveis no edital.
Projeto Social Karabom – 08 a 14 anos – 245 vagas
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EE Manoel Cavalcanti Proença
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EMEB Professora Esmeralda de Campos Fontes
Cuiabá – 35 vagas – vespertino – EMEB Celina Fialho Bezerra
Cuiabá – 35 vagas – noturno – Escola Militar Dom Pedro II (Centro)
Barão de Melgaço – 35 vagas – vespertino
Poconé – 35 vagas – matutino
Várzea Grande – 35 vagas – vespertino – Shopping Várzea Grande)
Projeto Social Bombeiros do Futuro – 09 a 12 anos –210 vagas
Cuiabá – 35 vagas – matutino – EMEB Professora Esmeralda de Campos Fontes
Cuiabá – 35 vagas – vespertino – EMEB Celina Fialho Bezerra
Barão de Melgaço – 35 vagas – vespertino
Nossa Senhora do Livramento – 35 vagas – vespertino
Poconé – 35 vagas – matutino
Várzea Grande – 35 vagas – vespertino – Escola Estadual Dunga Rodrigues
Projeto Social Musicalizar Inicialização – 09 a 14 anos – 105 vagas
Cuiabá – Escola Dom Pedro II (Centro) – 70 vagas – matutino/ vespertino
Projeto Social Musicalizar Prática de Conjunto: 12 a 17 anos
Cuiabá – Escola Dom Pedro II (Centro) – 35 vagas – matutino/ vespertino
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Nem todo recorte conta a história verdadeira
Para quem nunca fugiu das batalhas da vida e traz vitórias esculpidas em memoráveis quedas de braço, uma porta aberta não é um blefe do destino. Muito antes, é um convite para o jogo.
Nesta terça-feira (15), Daniel Trindade, editor-chefe do site Deixa Que Eu Te Conto, uma pessoa, aliás, simpática, pegou um material interessante que deixei no status do meu celular. Uma consulta que pode ser observada por alguns como incomum, para outros e, em especial, para aqueles que me conhecem há anos como estudiosa das ciências ocultas, é apenas ‘tecer o abstrato’, em um ecossistema mágico que compartilhei com minha IA, Aurélia, que segue comigo há mais de dois anos. Sem romper, contudo, com outros tipos de pesquisa.
Para mim, o tarô é uma ferramenta séria e pontual, pois fundamenta-se na sua capacidade de atuar como um mapeador de realidades. Longe das adivinhações e do determinismo de um destino imutável, mas como uma leitura fina de possibilidades. Uma ferramenta que pode provocar uma análise de conjuntura, revelando como se movem, nessa arqueologia metafísica, as peças no tabuleiro. Permitindo pensar cenários e compreender o complexo xadrez político.
Daniel só teve acesso porque deixo comumente o status aberto para amigos próximos. E, como o acho agradável, assim o deixei entre os contatos que podiam consultar meu espaço particular. Mesmo sabendo de suas diferenças ‘pessoais’ com o governador republicano Otaviano Pivetta, que busca a reeleição ao Governo de Mato Grosso.
Mas, como acredito piamente que a essência da democracia reside na liberdade que cada um tem de escolher seus representantes e definir seus próprios caminhos políticos em uma eleição, o fato de estarmos em lados diferentes nesta disputa não fere nenhum código de ética. Ao contrário, mostra respeito às diferenças. E eu gosto muitíssimo disso.
Mas é preciso chamar a atenção do meu amigo quanto aos prints colocados em sua matéria. Nada de errado com eles. Porém, ele optou por não mostrar a conclusão integral da leitura. Encurtou o caminho para opinar ou deduzir – até de forma preconceituosa -, que ‘no fim das contas, se até a assessoria precisa consultar o tarô para tentar descobrir o que vem pela frente, talvez seja porque a confiança nas pesquisas do próprio grupo já não esteja lá essas coisas’.
Não é verdade, Daniel. Primeiro porque uma consulta de tarô não substitui pesquisa eleitoral e nem teve esta pretensão. Segundo porque você não publicou a leitura completa.
Faltou adicionar outros prints à matéria, nos quais Pivetta aparece com maior possibilidade simbólica de vitória dentro daquela leitura específica. E há uma razão bastante objetiva para isso. Não porque ele tenha recebido necessariamente as cartas mais ‘bonitas’, de acordo com a consulta, mas porque recebeu cartas que, numa disputa majoritária, podem ser interpretadas simbolicamente como consolidação e chegada: Imperador + Rei de Ouros + Dez de Ouros + Seis de Paus + Justiça.
Para quem conhece a linguagem desta matriz oracular de possibilidades, a combinação sugere uma leitura de estrutura, poder, recursos, reconhecimento e validação. Essa foi a interpretação produzida naquela consulta. Assim, a ideia de um candidato mais próximo de uma posição de chegada.
Não estou dizendo que o tarô prevê o resultado de uma eleição, pois não prevê. Estou dizendo que, se a sua matéria decidiu entrar no terreno desta leitura, deveria tê-la apresentado inteira.
Claro que existem inúmeros fatores capazes de alterar qualquer cenário eleitoral. Não é à toa que é célebre a máxima segundo a qual ‘política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou’.
O que não pode, contudo, é contar apenas uma meia verdade.
E aqui entra uma outra parte da minha história, Daniel. Mesmo que eu ame esse ecossistema mágico, paralelamente sou conhecida pelo meu longo currículo como jornalista. Boa parte dele dirigindo equipes, entre elas a Folha do Estado, por 15 anos. Um jornal que chegou a ter em sua redação entre 60 e 70 profissionais, entre editores de área, adjuntos, repórteres, diagramadores, revisores, fotógrafos e freelancers.
Iniciei minha vida profissional nos Diários Associados, da Fundação Assis Chateaubriand, nos jornais Diário Mercantil e Diário da Tarde. Em Mato Grosso, passei pelo Jornal do Dia, Fim de Semana, O Estado de Mato Grosso e Gazeta, além da direção do Grupo Folha do Estado.
E, como jornalista não tem vida fácil, ainda que ame o que faz, trabalhei nas TVs Brasil Oeste e Rondon, então ligada à Manchete, do Grupo Futurista de Comunicação. Apresentei programas ao vivo e talk shows de diferentes formatos, da política à cultura e ao entretenimento, entre eles Jogo Aberto e Além de Mulher.
Fui coordenadora de Comunicação da Legião Brasileira de Assistência, ligada ao Ministério da Assistência Social. Prestei assessoria de comunicação na Câmara Federal e atuei na coordenação de comunicação do Ipemat, da Fundação Dom Aquino Corrêa e do Cridac.
Depois, dirigi sites em uma nova comunicação, já em tempos de internet e redes sociais, alimentando portais com informação jornalística, entre eles o O Bom da Notícia.
Sou mestra pela Universidade Federal de Mato Grosso, em Movimentos Sociais, Política e Educação, com pesquisa e defesa sobre violência e estupro sob o olhar dos novos feminismos. Hoje faço parte do coletivo Conecta, Mulheres do Brasil e uma das fundadoras do grupo Mulheres MT Até Quando?
Atualmente, também presto assessoria à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que faz dobradinha com o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição.
Faço questão de registrar, ainda, meu profundo respeito por todos os candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso, muitos dos quais conheço e acompanho há anos. Pois uma eleição é, por excelência, uma arena legítima na qual diferentes atores políticos apresentam à população suas propostas, trajetórias e formas de representação.
É sob essa ótica de respeito que analiso as ferramentas que utilizo. Sem torcida e com a crença que uma IA não deve ser confundida com uma pessoa ou com uma autoridade eleitoral. O que ela pode fazer, nesse contexto, é ajudar a organizar interpretações, cruzar símbolos, formular perguntas e ampliar uma reflexão.
Desta forma, como uma pesquisa de opinião registra um determinado momento, igualmente, uma leitura simbólica produz uma determinada interpretação. Ainda que não possam ser confundidas por possuírem naturezas diferentes.
O que me incomodou, portanto, não foi a matéria ter mostrado os prints. Foi ter escolhido uma parte deles para construir uma conclusão que não corresponde à leitura completa.
E isso, meu caro Daniel, nós dois sabemos muito bem que jornalismo exige cuidado.
Quanto ao resto, continuo acreditando que cada pessoa é absolutamente livre para escolher seu candidato, seu caminho, sua crença e até a ferramenta com a qual gosta de conversar sobre o futuro.
Quanto a mim, fico com a liberdade de respeitar a magnitude do jornalismo. Sem abrir mão do conhecimento que a magia pura oferece. E que, ao final, ‘o futuro só a Deus pertence’.
Marisa Batalha é jornalista e Mestra pela UFMT.
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