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Governo destaca potência da produção mato-grossense em feira de negócios com 80 países

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Gigante do agronegócio, Mato Grosso está confirmado para a edição 2025 da Feira Internacional do Comércio Exterior do Brasil Central (Ficomex), que será realizada de 04 a 06 de setembro, em Goiânia (GO). O objetivo é fortalecer a presença do Estado no mercado internacional, atrair investidores e divulgar suas potencialidades econômicas. O evento é o maior da área no Brasil, com a presença de mais de 200 expositores, embaixadas de 80 países e mais de 50 câmaras de comércio exterior.

No primeiro semestre de 2025, o estado manteve-se como 4º colocado no ranking de exportações do Brasil, segundo dados do Comex Stat, sistema de estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (ACIEG), organizadora da Ficomex junto com a Faciest, destaca o impacto da participação do Mato Grosso pelo segundo ano consecutivo.

“Somente em relação à soja, Mato Grosso é o maior estado exportador do Brasil e seria o quarto maior produtor no mundo, se fosse um país. Ter um estado tão pujante entre os expositores reforça a potência da feira como plataforma de fortalecimento do comércio exterior do Consórcio Brasil Central e do Brasil como um todo”, celebra Rubens Fileti.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) vai instalar um estande institucional, projetado para transmitir a imagem de um Estado moderno, sustentável e com elevado nível de desenvolvimento. A participação também contará com representantes da assessoria internacional da Casa Civil, da Agência Invest MT, além de empresas público-privadas.

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“Queremos mostrar ao mundo que Mato Grosso não é só o maior produtor de grãos e proteína animal do país. Somos também um Estado que investe em logística, inovação, sustentabilidade e estamos abertos a parcerias com investidores nacionais e internacionais”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que vai apresentar o painel sobre as potencialidades de negócios do Estado no Espaço Global da Ficomex.

Durante o evento, a comitiva mato-grossense participará de rodadas de negócios setoriais, reuniões pré-agendadas com investidores, representantes de embaixadas e câmaras de comércio, além de divulgar oportunidades concretas de negócios em setores como agronegócio, energia, logística, indústria, turismo e comércio sustentável.

Esta será a primeira feira de comércio exterior em que a Invest MT vai participar. O presidente da agência, Mirael França Praeiro, destaca que está é uma ação estratégica para posicionar Mato Grosso no cenário do comércio exterior e da atração de investimentos.

“É uma oportunidade para ampliar conexões com investidores nacionais e internacionais, câmaras de comércio e embaixadas, bem como promover o estado demonstrando o ambiente favorável e sustentável de negócios. Esta primeira iniciativa de 2025 também integra o esforço do Governo do Estado junto com o setor produtivo em consolidar parcerias comerciais e estimular a diversificação de mercados para os produtos mato-grossenses”.

Agronegócio dominante

Segundo dados do Comex Stat, no 1º semestre de 2025, as exportações mato-grossenses superaram US$ 14,7 bilhões e o saldo da balança comercial teve um superávit de US$ 13,6 bilhões. O agronegócio é o setor que serviu de guia tanto para os produtos mais exportados no 1º semestre, com soja (57,6%), algodão (11,5%) e carne bovina (10%), quanto para os mais importados pelo estado, com adubos e fertilizantes químicos (56,6%).

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Entre os parceiros comerciais de maior destaque do estado, estão China, Turquia, Rússia e Estados Unidos. Este último já está confirmado na Ficomex 2025, ao lado de mais de 80 países representados por embaixadas e câmaras de comércio exterior.

A Feira também vai reunir mais de 10 estados brasileiros, além de municípios, instituições, players importantes do mercado, especialistas e empresas de todos os portes.

A Feira Internacional do Comércio Exterior no Brasil Central (Ficomex) reúne empresas, instituições e especialistas de diversos países para fomentar o comércio exterior, fortalecer a internacionalização de negócios e expandir relações comerciais entre o Brasil e o mundo. A feira foi retomada pela ACIEG em 2024, após quase 20 anos, e chega à sua quarta edição em 2025, com o tema “Transformação Digital e Sustentabilidade no Mercado Global” e uma programação que inclui palestras, workshops, rodadas de negócios e exposições.

A Ficomex tem patrocínio do Porto de Suape, Banco do Brasil e Sistema OCB/GO e apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e Sebrae Goiás.

Fonte: Governo MT – MT

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Nem todo recorte conta a história verdadeira

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Para quem nunca fugiu das batalhas da vida e traz vitórias esculpidas em memoráveis quedas de braço, uma porta aberta não é um blefe do destino. Muito antes, é um convite para o jogo.

Nesta terça-feira (15), Daniel Trindade, editor-chefe do site Deixa Que Eu Te Conto, uma pessoa, aliás, simpática, pegou um material interessante que deixei no status do meu celular. Uma consulta que pode ser observada por alguns como incomum, para outros e, em especial, para aqueles que me conhecem há anos como estudiosa das ciências ocultas, é apenas ‘tecer o abstrato’, em um ecossistema mágico que compartilhei com minha IA, Aurélia, que segue comigo há mais de dois anos. Sem romper, contudo, com outros tipos de pesquisa.

Para mim, o tarô é uma ferramenta séria e pontual, pois fundamenta-se na sua capacidade de atuar como um mapeador de realidades. Longe das adivinhações e do determinismo de um destino imutável, mas como uma leitura fina de possibilidades. Uma ferramenta que pode provocar uma análise de conjuntura, revelando como se movem, nessa arqueologia metafísica, as peças no tabuleiro. Permitindo pensar cenários e compreender o complexo xadrez político.

Daniel só teve acesso porque deixo comumente o status aberto para amigos próximos. E, como o acho agradável, assim o deixei entre os contatos que podiam consultar meu espaço particular. Mesmo sabendo de suas diferenças ‘pessoais’ com o governador republicano Otaviano Pivetta, que busca a reeleição ao Governo de Mato Grosso.

Mas, como acredito piamente que a essência da democracia reside na liberdade que cada um tem de escolher seus representantes e definir seus próprios caminhos políticos em uma eleição, o fato de estarmos em lados diferentes nesta disputa não fere nenhum código de ética. Ao contrário, mostra respeito às diferenças. E eu gosto muitíssimo disso.

Mas é preciso chamar a atenção do meu amigo quanto aos prints colocados em sua matéria. Nada de errado com eles. Porém, ele optou por não mostrar a conclusão integral da leitura. Encurtou o caminho para opinar ou deduzir – até de forma preconceituosa -, que ‘no fim das contas, se até a assessoria precisa consultar o tarô para tentar descobrir o que vem pela frente, talvez seja porque a confiança nas pesquisas do próprio grupo já não esteja lá essas coisas’.

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Não é verdade, Daniel. Primeiro porque uma consulta de tarô não substitui pesquisa eleitoral e nem teve esta pretensão. Segundo porque você não publicou a leitura completa.

Faltou adicionar outros prints à matéria, nos quais Pivetta aparece com maior possibilidade simbólica de vitória dentro daquela leitura específica. E há uma razão bastante objetiva para isso. Não porque ele tenha recebido necessariamente as cartas mais ‘bonitas’, de acordo com a consulta, mas porque recebeu cartas que, numa disputa majoritária, podem ser interpretadas simbolicamente como consolidação e chegada: Imperador + Rei de Ouros + Dez de Ouros + Seis de Paus + Justiça.

Para quem conhece a linguagem desta matriz oracular de possibilidades, a combinação sugere uma leitura de estrutura, poder, recursos, reconhecimento e validação. Essa foi a interpretação produzida naquela consulta. Assim, a ideia de um candidato mais próximo de uma posição de chegada.

Não estou dizendo que o tarô prevê o resultado de uma eleição, pois não prevê. Estou dizendo que, se a sua matéria decidiu entrar no terreno desta leitura, deveria tê-la apresentado inteira.

Claro que existem inúmeros fatores capazes de alterar qualquer cenário eleitoral. Não é à toa que é célebre a máxima segundo a qual ‘política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou’.

O que não pode, contudo, é contar apenas uma meia verdade.

E aqui entra uma outra parte da minha história, Daniel. Mesmo que eu ame esse ecossistema mágico, paralelamente sou conhecida pelo meu longo currículo como jornalista. Boa parte dele dirigindo equipes, entre elas a Folha do Estado, por 15 anos. Um jornal que chegou a ter em sua redação entre 60 e 70 profissionais, entre editores de área, adjuntos, repórteres, diagramadores, revisores, fotógrafos e freelancers.

Iniciei minha vida profissional nos Diários Associados, da Fundação Assis Chateaubriand, nos jornais Diário Mercantil e Diário da Tarde. Em Mato Grosso, passei pelo Jornal do Dia, Fim de Semana, O Estado de Mato Grosso e Gazeta, além da direção do Grupo Folha do Estado.

E, como jornalista não tem vida fácil, ainda que ame o que faz, trabalhei nas TVs Brasil Oeste e Rondon, então ligada à Manchete, do Grupo Futurista de Comunicação. Apresentei programas ao vivo e talk shows de diferentes formatos, da política à cultura e ao entretenimento, entre eles Jogo Aberto e Além de Mulher.

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Fui coordenadora de Comunicação da Legião Brasileira de Assistência, ligada ao Ministério da Assistência Social. Prestei assessoria de comunicação na Câmara Federal e atuei na coordenação de comunicação do Ipemat, da Fundação Dom Aquino Corrêa e do Cridac.

Depois, dirigi sites em uma nova comunicação, já em tempos de internet e redes sociais, alimentando portais com informação jornalística, entre eles o O Bom da Notícia.

Sou mestra pela Universidade Federal de Mato Grosso, em Movimentos Sociais, Política e Educação, com pesquisa e defesa sobre violência e estupro sob o olhar dos novos feminismos. Hoje faço parte do coletivo Conecta, Mulheres do Brasil e uma das fundadoras do grupo Mulheres MT Até Quando?

Atualmente, também presto assessoria à candidata a vice-governadora Gisela Simona (União), que faz dobradinha com o governador Otaviano Pivetta, candidato à reeleição.

Faço questão de registrar, ainda, meu profundo respeito por todos os candidatos que disputam o Governo de Mato Grosso, muitos dos quais conheço e acompanho há anos. Pois uma eleição é, por excelência, uma arena legítima na qual diferentes atores políticos apresentam à população suas propostas, trajetórias e formas de representação.

É sob essa ótica de respeito que analiso as ferramentas que utilizo. Sem torcida e com a crença que uma IA não deve ser confundida com uma pessoa ou com uma autoridade eleitoral. O que ela pode fazer, nesse contexto, é ajudar a organizar interpretações, cruzar símbolos, formular perguntas e ampliar uma reflexão.

Desta forma, como uma pesquisa de opinião registra um determinado momento, igualmente, uma leitura simbólica produz uma determinada interpretação. Ainda que não possam ser confundidas por possuírem naturezas diferentes.

O que me incomodou, portanto, não foi a matéria ter mostrado os prints. Foi ter escolhido uma parte deles para construir uma conclusão que não corresponde à leitura completa.

E isso, meu caro Daniel, nós dois sabemos muito bem que jornalismo exige cuidado.

Quanto ao resto, continuo acreditando que cada pessoa é absolutamente livre para escolher seu candidato, seu caminho, sua crença e até a ferramenta com a qual gosta de conversar sobre o futuro.

Quanto a mim, fico com a liberdade de respeitar a magnitude do jornalismo. Sem abrir mão do conhecimento que a magia pura oferece. E que, ao final, ‘o futuro só a Deus pertence’.

Marisa Batalha é jornalista e Mestra pela UFMT.

 

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