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Exame de mormo para transporte de equinos deixa de ser obrigatório em Mato Grosso

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O exame do mormo em equinos para a emissão de Guia de Trânsito de Animal (GTA) passa a não ser mais obrigatório em Mato Grosso. Conforme o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), responsável pela emissão do documento obrigatório para a movimentação de qualquer espécie animal de produção, a mudança atende a uma portaria do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que traz as novas diretrizes para prevenção, controle e erradicação da enfermidade infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, que afeta cavalos, mulas, jumentos, burros e asnos.

Com essa alteração, segundo o médico veterinário do Indea e integrante do Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos (PESE), Aruaque Lotufo, o transporte de equinos ou a participação em eventos, por exemplo, sem exame negativo de mormo já está valendo.

“Mato Grosso, somente este ano, já realizou 266 eventos com aglomeração de equinos, e essa mudança atinge esse segmento, que antes da alteração era obrigado a fazer o exame para ter acesso ao GTA”, explica.

Outra alteração feita pela portaria do Mapa foi a nova definição para comprovação de mormo. A partir de agora, para ser considerado resultado positivo para a doença de mormo, o equídeo precisa possuir exames sorológico positivo e apresentar sinais clínicos compatíveis com a doença. Anteriormente, apenas o exame de sangue positivo era suficiente.

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Com a mudança, tendo o exame de sangue positivado e também sinais da doença, o animal é sacrificado pelo Serviço Veterinário Oficial, e demais medidas necessárias são realizadas na propriedade.

Sobre mormo
O mormo é uma doença contagiosa causada por uma bactéria e acomete equídeos como cavalos, mulas, jumentos, burros e asnos e pode também passar para o homem, ou seja, é uma zoonose.

O animal se infecta pelo contato com equídeos doentes e em cochos e bebedouros contaminados. Também pode ocorrer a contaminação com o uso compartilhado de agulhas, esporas, encilhas, rédeas e freios contaminados.

Nos equinos existem relatos de quatro formas da doença: a forma nasal, a pulmonar (ambas associadas a doença de evolução mais rápida), cutânea (associada a quadro mais lento/crônico) e assintomático (sem sinal clínico).

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Filhote de onça-pintada é flagrada por câmeras enquanto explora área de preservação em MT

Maya, de cerca de quatro meses, foi registrada em Poconé durante momentos de exploração e interação com o ambiente

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Um filhote de onça-pintada chamado Maya foi registrado por câmeras de monitoramento do Instituto Impacto na Pousada Rio Mutum, em Poconé, a cerca de 104 quilômetros de Cuiabá. As imagens mostram o animal, com aproximadamente quatro meses de idade, explorando a área e interagindo com elementos da natureza.

Os primeiros registros de Maya foram feitos quando ela tinha cerca de três meses. Segundo o médico-veterinário Paul Raad, responsável pelo acompanhamento, a fase é marcada pelo desenvolvimento da autonomia e pelo aprendizado de comportamentos que serão importantes na vida adulta.

Em um dos registros, a filhote aparece brincando e explorando um tronco. De acordo com o veterinário, esse tipo de comportamento faz parte do processo de desenvolvimento do animal.

“Ela está naquela fase de começar a brincar, explorar o mundo e desenvolver as habilidades que vai precisar no futuro como predador. A gente tem registros bem detalhados dela brincando com a mãe e também explorando o ambiente. Como ela nasceu sem irmãos, ela acaba encontrando outros elementos para brincar, como um tronco, por exemplo”, explicou Paul.

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A identificação de Maya também foi possível graças ao acompanhamento de sua família. A filhote foi vista semanas antes ao lado da mãe, Baía, uma onça-pintada conhecida por pesquisadores, biólogos, fotógrafos e guias que frequentam a região.

Além da relação entre mãe e filha, os pesquisadores utilizam o padrão de manchas da pelagem para identificar individualmente cada animal. As rosetas presentes no corpo das onças possuem características únicas e funcionam como uma espécie de identificação natural.

“A gente consegue identificar as onças pelo padrão de manchas, que é único para cada indivíduo, como se fosse uma impressão digital. Então, a Nina tem um padrão, a Baía tem outro e a Maia tem o dela. O fato de a gente ter registrado a Maia junto com a Baía foi fundamental para confirmar essa relação”, detalhou o veterinário.

O monitoramento permite acompanhar de perto o crescimento e o desenvolvimento da filhote, além de registrar comportamentos naturais durante os primeiros meses de vida. Como nasceu sem irmãos, Maya utiliza o próprio ambiente ao redor para desenvolver habilidades por meio das brincadeiras e da exploração.

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Os registros também contribuem para o acompanhamento da fauna da região e para a identificação de indivíduos que circulam pela área monitorada.

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