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Encontro estadual discute políticas públicas de inclusão social da população em situação de rua

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A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) iniciou realiza nesta quarta-feira (08.11) o Encontro Técnico Estadual sobre o Serviço Especializado em Abordagem Social e Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso. O evento segue até quinta-feira (09.11).
O objetivo do encontro técnico, realizado por meio da Secretaria Adjunta de Assistência Social (Saas) da Setasc, é fortalecer a articulação intersetorial entre as políticas públicas com a intenção de promover a inclusão social da população em situação de rua, bem como discutir temas transversais que passam pela dinâmica cotidiana desses serviços.
A capacitação conta com a participação de trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) atuantes em Mato Grosso, e que trabalham no Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias; Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Centro Pop, conforme as orientações técnicas e a tipificação dos serviços socioassistenciais.

De acordo com a secretária da Saas, Leicy Vitório, essa é a primeira vez que um encontro técnico deste porte ocorre e que a capacitação objetiva discutir a importância da abordagem social e compreendê-la, para além do atendimento da população em situação de rua.

“A gente também tem outras necessidades, outros caminhos e outros indivíduos a serem atendidos na abordagem social, tanto do trabalho infantil, da população migrante que tem nos desafiado imensamente aqui do estado e tantas outras questões que vêm aparecendo. A Setasc e o Governo do Estado têm procurado atender todas essas demandas, e oportunizando os municípios, que possuem esses serviços da assistência social, se capacitarem para desenvolver um trabalho de qualidade aos indivíduos em situação de vulnerabilidade social”, destacou Leicy.

A coordenadora de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, Maysa Souza Persona, ressaltou que o papel do estado é trazer para o debate temas relevantes, para que os municípios possam executar com qualidade os serviços para os usuários “na ponta”.

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“A gente tem a intenção de discutir temas transversais com parceiros que nós temos na rede socioassistencial, para que esses municípios saiam daqui com embasamento. Assim, quando retornarem, eles poderão trabalhar com seus usuários nas unidades, tanto o serviço de abordagem como de acolhimento de adultos e família”, relatou Maysa.

Ela ainda explicou o que seriam esses serviços na prática para os usuários do SUAS.

“O serviço de abordagem é um serviço específico, executado como uma ‘ponte’ do Creas. É onde trabalhamos com os públicos de população de rua, trabalho infantil, migrantes, entre outros. E o acolhimento é um ‘outro braço’. Costumamos dizer que é o último patamar do serviço socioassistencial, porque essas pessoas que se encontram com vínculos rompidos, vão às essas unidades para estabelecer um novo olhar, uma nova discussão sobre o que eles querem para a vida. E são nessas unidades que a equipe técnica faz esse trabalho com esses usuários”, pontuou.

Para a psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Várzea Grande, Marcilene Rosa de Moraes, o encontro é muito importante para os técnicos que atuam na abordagem social.

“É um momento muito oportuno não só para mim, mas para todos os técnicos que atuam com este público. Vou sair daqui sabendo no que posso estar colaborando e aprimorando ainda mais a minha atuação”, disse.

Segundo a técnica do Serviço de Abordagem Social do Creas no município de Primavera do Leste (244 km de Cuiabá), Natieli Machado, estar presente no Encontro Estadual é fundamental para o aprofundamento do tema, principalmente pela troca de conhecimento entre os municípios.

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“Esse encontro pode potencializar a nossa atuação como profissionais. Muitas vezes nós temos o conhecimento do serviço, temos toda a documentação que nos capacita e orienta. Porém, pode acontecer alguma atualização na forma de execução do serviço e isso, na nossa rotina, Por isso, esses encontros nos permitem atualizar para a melhoria do serviço, coisa que, às vezes, estando ali dentro do ambiente de trabalho, somente nós e outros colaboradores, não é possível”, contou.

Estiveram presentes na abertura do encontro técnico a coordenadora do projeto Organização Internacional para as Migrações da Organização das Nações Unidas (ONU), Thais La Rosa; a presidente do Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), Maria da Penha Ferrer; o secretário do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Tenente Coronel Ricardo Bueno de Jesus; representantando o Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Estadual para a População em Situação de Rua do Estado de Mato Grosso e a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Luiz Tamba; representando o Movimento Nacional de População de Rua (MNPR), Marcos Rogério Coelho e a palestrante de forma remota, a analista técnica de Políticas Sociais da Secretaria Nacional de Assistência Social e coordenadora de Proteção Social Especial de Média Complexidade do Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Mônica Alves Silva.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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