MATO GROSSO
Curso de programador ofertado pela Seciteci atende demanda do Estado no setor de tecnologia
A avaliação foi feita pelo secretário da Pasta, Allan Kardec, durante a aula inaugural realizada na noite desta terça-feira (21.03), no Teatro da Universidade Federal de Mato Groso (UFMT). O evento contou com a presença de 270 alunos.
“O Governo do Estado tem percebido a falta de mão de obra qualificada em diversos setores, e, a partir disso, o governador Mauro Mendes teve apresentou essa ideia inovadora para a Seciteci. Estamos em uma nova fase de governo e o Estado faz questão de investir esse recurso na capacitação para alta performance, pois sabemos que esse investimento impacta diretamente na política de emprego e renda da nossa população”, observou Allan Kardec.
A reitora da Unemat, Vera Maquêa, acrescentou, por sua vez, que o curso ofertado pela Seciteci é propulsor para que Mato Grosso venha a ser, em breve, produtor de tecnologia e não apenas consumidor.
“A palavra-chave é o futuro. Nós vivemos uma época em que não conseguimos fazer nada sem as tecnologias digitais. Hoje nós no Brasil somos consumidores de tecnologia, mas o que vocês vão aprender é a serem produtores de tecnologia e inovação. Aproveitem esse curso. Quem sabe daqui a pouco vamos ter um Estado dando exemplo na formação de profissionais das áreas de tecnologia da informação”, incentivou a reitora.
A afirmativa vai ao encontro da observação do diretor do Instituto de Computação da UFMT, Jean Caminha, que ressaltou a importância da tecnologia para o futuro.
“Nós vivemos agora uma revolução tecnológica, semelhante ao que aconteceu com a energia elétrica e com a internet. Está começando agora a revolução tecnológica, baseada na inteligência artificial, e nós precisamos entender esse negócio, interagir melhor com as máquinas e essa inteligência para sermos mais produtivos, eficientes, para gerar mais riqueza e desenvolvimento”, manifestou.
Demanda profissional
De acordo com coordenador do curso, Robson Gomes de Melo, embora o déficit anual de profissionais da tecnologia no Brasil seja, atualmente, de 159 mil profissionais, apenas 53 mil estudantes se formam na área por ano. Ele citou os dados para chamar atenção sobre o “tamanho das oportunidades” no mercado de trabalho.
As possibilidades diante da demanda do mercado têm chamado a atenção, e atraído alunos de diferentes perfis. Isabel Dranka, de 33 anos, por exemplo, é professora de Química da Secretaria de Estado de Educação e, agora, uma das alunas do curso de programação.
“É um curso para qualificar a mão de obra boa, para o próprio Estado, sem ter que ficar absorvendo trabalhadores de fora”, observou. “Mesmo sendo de curta duração, sendo 360 horas intensivas, a ideia do curso é que ele seja de alto padrão. Nós temos expectativa extremamente altas, que ele flua e a gente consiga daqui sendo programadores”, comentou.
Estudante do curso de Ciências da Computação da UFMT, Érick Rodrigues da Costa, de 19 anos, também foi um dos que se inscreveu para a qualificação ofertada pela Seciteci. “É um desafio grande, porque eu já estudo em período integral na faculdade, mas felizmente consegui ser selecionado. Minha expectativa é descobrir a área que eu vou atuar profissionalmente”, observou.
Aline Ayumi Nakazawa, de 19 anos, também cursa Ciências da Computação na UFMT e se inscreveu para o curso de programador de sistemas.
“Pensei que seria uma boa oportunidade de melhorar os horizontes, porque é melhor para o futuro, para minha carreira como profissional. É uma boa oportunidade para outras pessoas que pretendem seguir a carreira de TI. Tem muita demanda, estão precisando de mais pessoas na Computação e esta é uma oportunidade para elas aprenderem mais”, avaliou.
Seleção e curso
A qualificação ofertada pela Seciteci prevê carga total de 360 horas, por 6 meses, em linguagens de programação JavaA, Genexus e Nodejs/React para 270 alunos, em três turmas nos períodos manhã, tarde e noite, com laboratórios na UFMT e na Seciteci Alta Performance.
Os professores para a formação serão das instituições públicas de educação da Unemat, UFMT e professores do mercado, programadores e especialistas. Já a inscrição, seleção e classificação dos alunos foi realizada no final de 2022, sendo que foram recebidas mais de 5 mil inscrições.
Os alunos selecionados para o curso de programador receberam um kit de duas camisetas, garrafa personalizada e uma bolsa, além de terem à disposição material didático para uso em laboratório montado na UFMT e na Seciteci Alta Performance, como lousa digital.
Os 50 alunos com melhores desempenho no curso serão selecionados pelo Governo para atuar por um ano no Estado, com remuneração mensal de R$ 6 mil, em parceria com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Estadual (Faespe). Eles serão direcionados para a MTI e secretarias. A parceria inclui, ainda, a Escola Técnica Estadual de Cuiabá.
Aula inaugural
Estiveram presentes na solenidade o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, a reitora da Unemat, Vera Maquêa, o diretor do Instituto de Computação da UFMT, Jean Caminha, representando o reitor Evandro Soares, o pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT, maestro Fabricio de Carvalho, o coordenador do curso e do Centro de Inovação Redes Inteligentes e Soluções Criativas da Unemat, professor Robson Gomes de Melo, e o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior da Seciteci, Dimorvan Brescancim.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!
Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0
Fonte: Denuncia
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