ECONOMIA
Vamos trabalhar para reverter este processo, diz Alckmin sobre tarifaço dos EUA
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Governo Federal segue em negociação com o governo norte-americano para retirar a taxa de 50% para produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos, que deve entrar em vigor a partir do dia 7 de agosto.
A orientação do presidente Lula tem sido de negociação, diálogo, e nós vamos trabalhar para reverter esse processo e, além disso, apoiar as empresas, apoiar o emprego e apoiar o setor produtivo, e abrir mercado”, disse o vice-presidente
Durante a 5ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o Conselhão, nesta terça-feira (5/8), Alckimin classificou o tarifaço como “totalmente injustificado”. “Dos dez produtos que os Estados Unidos mais vendem para nós, oito a tarifa é zero, não paga um centavo para entrar no Brasil. A tarifa média de importação dos produtos americanos para o Brasil é 2,7%. Os Estados Unidos têm um enorme déficit comercial. Três países dos grandes (eles) têm superávit comercial: Brasil, Reino Unido e Austrália. Superávit da balança de bens e superávit na balança de serviços”, explicou.
Inúmeras reuniões ocorreram, foram excluídas (da sobretaxa) 45% das nossas exportações, 694 itens, e 20%, quase isso, 19,5% na Seção 232 (que permite que o presidente dos Estados Unidos imponham tarifas ou outras restrições comerciais a produtos importados). Portanto, a tarifa é igual para nós e o restante do mundo. Mas ficaram mais de 35% nessa injustificada tarifa de 10, mais 40%”, disse Alckmin
Para abrir mercados, o vice-presidente citou o Acredita Exportação. A iniciativa tem como foco ampliar a base exportadora de micro e pequenas empresas (MPEs) por meio da devolução de tributos federais pagos ao longo da cadeia produtiva de bens industriais destinados à exportação.
Leia também
• Lula afirma que soberania nacional está acima de partidos e tendências políticas
A norma estabelece que, as MPEs podem receber o equivalente a 3% de suas receitas com vendas externas, por meio de compensação com tributos federais ou de ressarcimento direto. A medida antecipa efeitos da reforma tributária, contribui para a redução do custo nas exportações e amplia a competitividade das MPEs no mercado internacional.
“Todas as pequenas empresas brasileiras vão ter 3% de devolução imediata do crédito tributário, estimulando as pequenas empresas a exportarem muito. Itália e China são bons exemplos de pequenas empresas grandemente exportadoras. Portal Único da Exportação vai reduzir R$ 20 bilhões de reais por ano de custo Brasil. Uma carga parada um dia num porto, ela representa 0,8% do valor da carga”.
“Portal Único, licença flex, era uma licença para exportar por exportação, uma para importar, uma licença por três, quatro anos, desburocratização, redução de custos, enfim, todo o empenho para que o comércio exterior possa crescer mais. Aliás, batendo recorde a exportação e o comércio exterior brasileiro”, citou.
No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 185,48 bilhões e as importações, US$ 151,78 bilhões, com saldo positivo de US$ 33,7 bilhões e corrente de comércio de US$ 337,26 bilhões.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
Brasil oferece ambiente de negócios seguro para investimentos, afirma ministro
Após se reunir com empresários brasileiros e espanhóis em Barcelona, nesta sexta-feira (17/04), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o Brasil tem um ambiente de negócios seguro para a atração de investimentos estrangeiros. O ministro participa da comitiva liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Europa.
“Na medida certa, com exceção da taxa de juros, o Brasil vem conseguindo oferecer para o setor empresarial um ambiente de negócios capaz de realizar investimentos com muita segurança. O Brasil tem hoje segurança jurídica, previsibilidade econômica e, também, estabilidade política, graças a essas medidas que o governo vem realizando”, afirmou o ministro.
O ministro destacou que o acordo comercial Mercosul-União Europeia que entrará em vigor no dia 1º de maio, garantirá que mais de 5 mil produtos passarão a ser comercializados entre os países dos dois blocos com tarifa zero, como milho, carne bovina de alta qualidade e biodiesel. Além disso, o acordo define cotas e cronogramas de redução tarifária para diferentes categorias de produtos.
“Nós estamos falando de um esforço moderno, interessante, sobre sustentabilidade ambiental, regras de origem, defesa comercial, propriedade intelectual e programas de desgravação que vão alcançar cerca de 95% dos bens do Brasil exportados para a União Europeia e cerca de 85% dos bens que são adquiridos lá no Brasil ou no Mercosul”, afirmou.
– Saiba mais sobre o acordo Mercosul-UE
Para preparar o setor privado para os potenciais do acordo comercial, Elias Rosa destacou a importância de fortalecer o diálogo para preparar o setor produtivo para todas as etapas de implementação do acordo.
Brasil e Espanha
O ministro do MDIC também falou sobre a expectativa de ampliar o comércio entre Brasil e Espanha, oitava parceira comercial do Brasil. Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países foi de US$ 12 bilhões. Na reunião entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Espanha, Pedro Sánchez, foram tratados temas como desenvolvimento econômico, social e público, além de defesa da democracia.
“Nós estamos organizando, junto com a ApexBrasil e o BNDES, diálogos com o setor privado para que o Brasil continue atraindo investimentos, gerando segurança jurídica para quem investe e, reciprocamente, também para o setor privado que investe aqui na Espanha”, concluiu Márcio Elias Rosa.
– Saiba mais sobre o encontro dos presidentes
Próximas agendas
No sábado (18), o ministro do MDIC participará da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, iniciativa lançada em 2024 para fortalecer a coordenação internacional em defesa da democracia. O encontro, em Barcelona, reúne chefes de Estado e de governo de diferentes regiões do mundo.
Depois da Espanha, a delegação brasileira seguirá para na Alemanha, nos dias 19 e 20, em Hannover, onde é realizada a maior feira de tecnologia industrial do mundo. O Brasil é o parceiro oficial deste ano.
No domingo, o ministro Márcio Elias Rosa participará da 52ª Comissão Mista de Cooperação Econômica Alemanha–Brasil (Comista). Já na segunda-feira (20), estará na abertura do Pavilhão Brasil e participará de painéis de debates sobre desenvolvimento e desafios geopolíticos globais.
– Saiba mais sobre o Pavilhão Brasil
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
-
CUIABÁ7 dias atrásCuiabá celebra 307 anos com público recorde e valorização cultural
-
POLÍTICA MT2 dias atrásJustiça determina que Presidente promova a imediata recondução de vereadora ao cargo
-
MATO GROSSO5 dias atrásDa montagem das chapas ao embate eleitoral: o que já está em jogo nestas eleições de 2026
-
Sinop5 dias atrásSinop apresenta atrativos turísticos a visitantes nacionais e internacionais e reforça potencial do setor
-
SAÚDE7 dias atrásMinistério da Saúde lança videocast com primeiro episódio focado em saúde mental
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásAmeaça no Estreito de Ormuz reacende risco sobre diesel, fertilizantes e custo da safra
-
POLÍTICA MT5 dias atrásALMT é parceira em fórum que discute o crescimento econômico sustentável para MT
-
POLÍTICA MT5 dias atrásMato Grosso sanciona lei que proíbe uso de inteligência artificial para criação de “deep nudes”
