ECONOMIA

Governo intensifica diálogo para reverter tarifa dos EUA

O governo federal reforçou o interesse no diálogo para reverter a tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros que entram naquele país a partir de 1º de agosto. Nesta quinta-feira (24/7), o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, revelou ter conversado no último sábado com o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, por videoconferência.

Segundo Alckmin, a conversa durou cerca de 50 minutos. “Foi uma conversa longa, colocando todos os pontos e destacando o interesse do Brasil na negociação”, disse o vice-presidente durante entrevista coletiva em Brasília.

Ele ressaltou que a conversa foi centrada na busca de solução para a questão comercial, seguindo a orientação do presidente Lula de não deixar a negociação se contaminar por questões políticas ou ideológicas.

“Em vez de ter um perde-perde, com inflação nos Estados Unidos e diminuição das nossas exportações para o mercado americano, nós devemos resolver os problemas, aumentar a complementaridade econômica, a integração produtiva, investimentos recíprocos. Enfim, avançarmos numa agenda extremamente positiva”, afirmou.

Leia Também:  Norma define diretrizes de sustentabilidade para o programa Selo Verde

“O Brasil nunca saiu da mesa de negociação, não criamos esse problema, mas queremos resolver. Nós estamos empenhados em resolver”, ratificou.

Setor produtivo

Desde a criação do Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais, no dia 15 de julho, o vice-presidente realizou mais de 20 reuniões com o setor produtivo em um esforço coletivo em busca de caminhos para reverter a tarifa de 50%, que o ministro classificou como injusta.

Os encontros, presenciais e por videoconferência, já tiveram a participação de mais de 100 entidades privadas, entre empresas nacionais e internacionais, associações e federações.

Nesta quinta-feira, Alckmin reiterou o compromisso do governo federal com o diálogo. “Nós estamos trabalhando com todo o setor produtivo no sentido de removermos esta medida, que não tem nenhuma justificativa para ser implantada”, disse o ministro.

O setor farmacêutico, com o qual também se reuniu, foi usado como exemplo pelo ministro para ilustrar a vantagem dos EUA no comércio exterior.

“É uma indústria estratégica e que retrata bem a relação Brasil-Estados Unidos com o comércio exterior. No ano passado, exportamos para os Estados Unidos US$ 145 milhões e importamos dos Estados Unidos US$ 1,7 bilhão na área farmacêutica, que mostra de novo o grande superávit dos Estados Unidos em relação ao Brasil e a injustiça do aumento de tarifa para o país”, explicou.

Leia Também:  Empresa que comercializava dados do Siscomex assina Termo de Compromisso com a CGU

Acredita Exportação

Alckmin também anunciou que o presidente Lula vai sancionar na próxima segunda-feira (28/7) a lei que cria o programa Acredita Exportação, uma iniciativa do governo federal para ampliar e fortalecer a atuação das micro e pequenas empresas no mercado internacional.

O Acredita Exportação permite a devolução de tributos pagos ao longo da cadeia produtiva de exportação por essas empresas, incluindo as optantes pelo Simples Nacional, regime tributário que simplifica o pagamento de impostos e contribuições.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Propaganda

ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

Leia Também:  Corrente de comércio brasileira chega a US$ 20,6 bi até a 2° semana de outubro

Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

Leia Também:  Conheça a Lina assistente virtual de comércio exterior criada com participação da sociedade

No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA