ECONOMIA

Universidade Federal do Pará é selecionada para sediar nova Célula BIM do Projeto Construa Brasil na Região Norte

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Projeto Construa Brasil, anunciou a Universidade Federal do Pará (UFPA) como a instituição de ensino selecionada para implementar a terceira Célula BIM do país, a primeira na Região Norte. A UFPA foi escolhida após um processo seletivo que contou com a inscrição de sete instituições de ensino superior da região.

A iniciativa visa expandir a adoção da metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), um conjunto de tecnologias e processos que torna as obras mais rápidas, econômicas e sustentáveis.

A Célula BIM consiste em um laboratório acadêmico avançado, onde professores e alunos desenvolvem planos para incorporar o BIM diretamente na grade curricular dos cursos de Engenharia Civil, Arquitetura e áreas afins. Com o BIM, é possível criar, utilizar e compartilhar modelos digitais de construção ao longo do ciclo de vida das obras, o que permite maior precisão de tempo e custo das construções.

Como parte da instalação da Célula BIM, a UFPA receberá apoio financeiro e técnico completo do Projeto Construa Brasil. Com previsão de instalação em outubro, o laboratório de ponta será equipado com estações de trabalho, softwares BIM, notebooks, drone, óculos de realidade aumentada e um kit de robótica. Além disso, a iniciativa inclui consultoria especializada, capacitação para o corpo docente e bolsas de estudo para alunos.

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“A seleção da UFPA é um passo estratégico para a regionalização da inovação na construção civil”, afirma Rafael Codeço, diretor da Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços (SDIC) do MDIC. “Ao levar a tecnologia BIM para a Região Norte, estamos não apenas qualificando futuros profissionais para as novas demandas do mercado, mas também fomentando um ecossistema de desenvolvimento tecnológico alinhado às necessidades locais e à Nova Indústria Brasil.”

Esta ação está alinhada às missões da Nova Indústria Brasil (NIB), em especial à Missão 3 (Infraestrutura e Construção Civil) e à Missão 4 (Transformação Digital), e fortalece a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Estratégia BIM BR).

A coordenadora-geral de Planejamento Acadêmico, Pesquisa e Inovação do Ministério da Educação, Mariana Gaete, destaca a relevância da iniciativa: “Estamos muito felizes com a implantação da primeira Célula BIM na Região Norte, na Universidade Federal do Pará. Essa conquista é fundamental para inovar o ensino de Engenharia e Arquitetura na Amazônia e preparar nossos estudantes para o futuro da construção civil.”

A UFPA se junta agora à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e à Universidade Federal do Paraná (UFPR), que já possuem Células BIM em funcionamento, consolidando uma rede nacional de excelência na formação de profissionais para a construção do futuro.

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A diretora da Faculdade de Engenharia Civil da UFPA, Regina Brabo, ressaltou que a implantação da Célula BIM “abre um horizonte de novas possibilidades para docentes, discentes e para toda a comunidade acadêmica”. Segundo ela, o BIM é hoje uma das principais ferramentas de transformação do setor da construção civil, e sua integração ao ambiente acadêmico reafirma o compromisso da universidade com a excelência no ensino, na pesquisa e na extensão. “Receber essa célula significa mais do que acesso a tecnologias de ponta: é a oportunidade de formar engenheiros civis mais preparados para os desafios do mercado, alinhados às exigências da indústria 4.0, com competências voltadas para projetos mais sustentáveis, eficientes e colaborativos”, completou.

Sobre o Projeto Construa Brasil

O Construa Brasil é uma iniciativa do MDIC, em colaboração com a Rede Catarinense de Inovação (Recepeti), e integra a Nova Indústria Brasil (NIB). O projeto visa desburocratizar, digitalizar e industrializar o setor da construção civil, promovendo a melhoria do ambiente de negócios, a geração de empregos e o crescimento da economia brasileira. Atualmente, 27 instituições de ensino em 13 estados já aderiram aos protocolos do projeto para disseminação de tecnologias no setor.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/mdic/construabrasil

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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