ECONOMIA

11° Fórum Parlamentar dos BRICS

Senhoras e Senhores,

É uma honra receber hoje, em Brasília, os parlamentares do BRICS nesta 11ª edição do Fórum. Este encontro reflete o compromisso do grupo em refletir e contribuir para soluções em um cenário internacional desafiador, marcado por transformações econômicas, tecnológicas e tensões geopolíticas. Unidos, representamos uma parcela expressiva da população e da economia globais, com responsabilidade para construir um futuro mais justo, próspero e sustentável.

Em 2025, o Brasil assumiu a presidência rotativa do BRICS com o lema “Fortalecer a Cooperação do Sul Global para uma Governança Mundial mais Inclusiva e Sustentável. Foram definidas seis prioridades:

1.Saúde global: a pandemia mostrou que crises sanitárias exigem ação conjunta. Propomos promover o acesso equitativo à vacinas, medicamentos e tecnologias de saúde. Também buscamos criar protocolos de resposta rápida a emergências sanitárias. Lembrando, em 2002, SARS-CoV; em 2008, H1N1; em 2012, MERS-CoV; em 2015, Ebola; em 2019, coronavírus, covid. Em 17 anos, cinco grandes epidemias;

2.Desenvolvimento econômico: propomos reduzir barreiras burocráticas, incentivar a conectividade digital, apoiar políticas de neo-industrialização e sustentabilidade, com foco em tecnologias verdes e economia circular. Precisamos também incentivar o contato mais frequente de nossos empresários;

3.Mudança climática e transição verde: o Brasil comprometeu-se a reduzir de 59% a 67% das emissões até 2035 e eliminar o desmatamento ilegal. Aliás, recompor até parte da floresta através do fundo do clima. Foi lançado o Pacto pela Transição Ecológica e trabalhamos por mecanismos de financiamento climático. Tudo isso acontece em antecipação à COP30, que acontecerá em Belém, na Amazônia Brasileira, ao final deste ano;

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4.Governança da inteligência artificial: a inteligência artificial deve ser guiada por princípios éticos e de transparência, com foco na proteção de dados, soberania digital e capacitação profissional. Defendemos uma governança responsável da inteligência artificial por meio da cooperação entre governos, academia e setor privado;

5.Paz e segurança internacionais: o Brasil reafirma seu compromisso com soluções negociadas para conflitos e com a reforma do Conselho de Segurança da ONU para uma governança global mais justa e representativa. Os países dos BRICS devem atuar como força construtiva em prol da paz;

6.Fortalecimento institucional do BRICS: a ampliação do grupo exige mais coesão e efetividade. O Memorando de Entendimento firmado em Joanesbrugo fortalece o Fórum Parlamentar como espaço contínuo de cooperação legislativa.

O Brasil se compromete com sua consolidação como mecanismo permanente de diálogo e ação conjunta. Os desafios que enfrentamos, da saúde global à transição verde, do avanço tecnológico à segurança internacional, são complexos e interconectados.

Nenhum país pode enfrentá-los sozinho. Por isso, o papel dos nossos parlamentos é decisivo.

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Devemos legislar para garantir acesso equitativo à saúde, fomentar iniciativas que reduzam a pobreza e incentivem a inovação com justiça social.

Precisamos aprovar políticas que acelerem a transição ecológica, promovam uma inteligência artificial ética e inclusiva, e fortaleçam os mecanismos multilaterais de diálogo e cooperação.

Mas, acima de tudo, é fundamental lembrar que o verdadeiro progresso nasce da nossa capacidade de construir sobre o que nos une, e não no que nos separa.

Os BRICS são diversos em cultura, história e modelos de desenvolvimento. E isso é uma riqueza, e não um obstáculo.

Ao encerrar, gostaria de reafirmar que a cooperação entre os poderes legislativos dos BRICS é essencial para transformar decisões em resultados concretos para nossas populações. A diplomacia parlamentar complementa os esforços dos chefes de Estado, promovendo compreensão mútua e soluções conjuntas. Parlamentos mais conectados significam BRICS mais fortes.

O Brasil, como país anfitrião, almeja posicionar-se como ponte entre nações e regiões. Estamos abertos ao diálogo, à escuta e à construção coletiva. Como disse o Presidente Lula: “Só existe futuro se ele for sustentável, justo e compartilhado.”

Muito obrigado.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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ECONOMIA

Corrente de comércio brasileira alcança US$ 56 bi no mês de maio

No mês de maio de 2026 as exportações somaram US$ 32 bilhões e as importações, US$ 24,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 8 bilhões e corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 149 bilhões e as importações, US$ 116 bilhões, com saldo positivo de US$ 33 bilhões e corrente de comércio de US$ 264 bilhões.

Esses e outros resultados foram divulgados nesta quarta-feira (3/6), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

>> Balança Comercial Mensal – Dados Consolidados – Maio/2026

Nas exportações, comparados o mês de maio / 2026 (US$ 31,9 bilhões) com maio / 2025 (US$ 29,92 bilhões), houve crescimento de 6,6%. Em relação às importações houve crescimento de 5,3% na comparação entre o mês de maio / 2026 (US$ 24,08 bilhões) com o mês de maio / 2025 (US$ 22,86 bilhões).

Assim, no mês de maio/2026 a corrente de comércio totalizou US$ 56 bilhões e o saldo foi de US$ 7,82 bilhões. Comparando-se este período com o de maio/2025, houve crescimento de 6,1% na corrente de comércio.

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Nas exportações, comparado o valor de janeiro/maio 2026 (US$ 148,57 bilhões) com o de janeiro/maio – 2025 (US$ 136,68 bilhões) houve crescimento de 8,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 3,2% entre o valor do período de janeiro/maio – 2026 (US$ 115,91 bilhões) com janeiro/maio – 2025 (US$ 112,35 bilhões). Por fim, o valor da corrente de comércio totalizou US$ 264,48 bilhões e apresentou crescimento de 6,2% na comparação entre estes períodos.

Exportações e Importações por Setores

No mês de maio/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 0,73 bilhão (9,8%) em Agropecuária e de US$ 1,37 bilhão (9,0%) em produtos da Indústria de Transformação. Houve queda de US$ 0,13 bilhão (1,9%) em Indústria Extrativa.

Já comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 1,34 bilhão (6,3%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,04 bilhão (7,8%) em Agropecuária e de US$ 0,1 bilhão (10,1%) em Indústria Extrativa.

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No acumulado de janeiro a maio/2026, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores foi o seguinte: crescimento de US$ 2,36 bilhões (7,3%) em Agropecuária; de US$ 5,37 bilhões (17,3%) em Indústria Extrativa e de US$ 4,08 bilhões (5,6%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado do ano atual, comparando com igual período do ano anterior, o desempenho dos setores importadores foi o seguinte: crescimento de US$ 4,34 bilhões (4,2%) em produtos da Indústria de Transformação; queda de US$ 0,53 bilhão (19,0%) em Agropecuária e de US$ 0,31 bilhões (6,2%) em Indústria Extrativa.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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