CUIABÁ

Servidores participam do 1º Workshop sobre a importância de Preservação de Áreas Públicas de Cuiabá

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Os servidores das secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável e Ordem Pública, participaram nesta quinta-feira (23) do 1º Workshop de Preservação de Áreas Públicas. A iniciativa foi realizada no Hotel Fazenda Mato Grosso, com intuito de promover um amplo debate sobre o tema e a apresentação da carta de intenções das pastas, pertinente ao segundo semestre de 2022. 

O secretário de Meio Ambiente, Renivaldo Nascimento, enalteceu a grandiosidade dessa iniciativa e suas dimensões, oportunizando uma maior agilidade nas respostas aos cidadãos cuiabanos.

“Estamos aprimorando os acertos e corrigindo os erros, ampliando a nossa base de conhecimentos, por meio de uma interação coletiva entre as secretarias. Buscamos um caminho em comum de retorno aos questionamentos e necessidades da população, zelando pelo nosso bem mais precioso, que sem dúvidas, é o meio ambiente. Eu como gestor estou bastante otimista com os próximos passos daqui em diante”, disse Nascimento. 

O secretário de Ordem Pública, Leovaldo Sales, destacou o protagonismo da gestão Emanuel Pinheiro na busca pela efetivação de políticas públicas sustentáveis. “Precisamos estar na mesma sintonia, nós líderes, uns com os outros, exercendo um papel não somente de agente fiscalizadores, mas de parceiros da sociedade. Nosso pensamento deve estar voltado às futuras gerações, impedindo a degradação dos ecossistemas, valorizando suas reais destinações, um dos compromissos do prefeito Emanuel Pinheiro”, externou. 

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Uma das participantes do workshop, a engenheira ambiental e sanitarista, Paula Ofugi, enfatizou os reflexos sociais que as ações acarretarão à população, além de melhorias em favor do microclima local. “Estamos com um projeto de mapeamento dessas áreas verdes, promovendo uma gestão sustentável de cada uma delas, por meio da compilação de dados, que possibilitaram a implantação de iniciativas inovadoras na cidade”, acrescentou.

Entre os pontos de vistas exibidos no evento estão a importância das áreas verdes e equipamentos comunitários, procedimentos de fiscalização de ocupações irregulares em áreas públicas e áreas protegidas, entre outros. 

Estiveram presentes, a secretária-adjunta de Meio Ambiente, Ana Paula Morelli, o secretário -adjunto de Desenvolvimento Urbano, Oséas Machado, a procuradora-chefe da Procuradoria Municipal de Assuntos Fundiários, Ambientais e Urbanísticos (PAFAU), Patrícia Cavalcante, a promotora da 17ª Procuradoria de Justiça Cível de Defesa da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural de Cuiabá, Maria Fernanda Corrêa e demais convidados. 

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CUIABÁ

Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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