CUIABÁ
Pronto-Socorro realiza primeira videocirurgia com recursos próprios e marca novo ciclo da saúde em Cuiabá
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou com pleno êxito a primeira videocirurgia utilizando exclusivamente equipamentos e equipe própria do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC). O procedimento, uma colecistectomia videolaparoscópica — retirada da vesícula biliar por técnica minimamente invasiva —, foi realizado nesta quinta-feira (27) e marca um avanço inédito para a rede pública de saúde da capital.
Até então, esse tipo de procedimento era executado por empresas terceirizadas contratadas pela gestão. Com a aquisição de equipamentos próprios e o treinamento da equipe cirúrgica do hospital, o serviço passa agora a ser realizado de forma integralmente pública, garantindo maior autonomia, economia de recursos e, principalmente, benefícios diretos à população.
Ainda nesta sexta-feira (28) já está prevista a execução de mais um procedimento do tipo, consolidando a rotina desse modelo assistencial no sistema público de saúde.
A partir de agora, cirurgias de vesícula, hérnia e apendicite serão executadas com o uso da técnica videolaparoscópica de forma contínua, oferecendo aos pacientes uma alternativa mais moderna e segura. A tecnologia permite menor tempo de internação, recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e mais conforto durante todo o processo de internação e tratamento.
Segundo o secretário-adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Dr. Eduardo Andraus, a implantação do serviço representa um marco na qualidade do atendimento oferecido pelo SUS em Cuiabá.
“Esse é um momento histórico. Estamos rompendo com um modelo de dependência de empresas terceirizadas e colocando a estrutura pública em pleno funcionamento, com autonomia, eficiência e foco total na humanização e qualidade da assistência”, destacou Andraus.
A secretária municipal de Saúde, Dra. Lucia Helena Barboza Sampaio, também celebrou o início da nova fase no atendimento cirúrgico da capital.
“É um grande orgulho ver o Hospital e Pronto-Socorro Municipal avançando com tecnologia própria e equipe qualificada. Isso representa mais dignidade para os pacientes, mais eficiência na gestão dos recursos públicos e a concretização do nosso compromisso com uma saúde pública cada vez mais resolutiva e humana”, afirmou.
A SMS reforça que o feito é resultado de uma série de inovações administrativas adotadas nos últimos meses e do comprometimento da equipe médica do Pronto-Socorro, que tem trabalhado incansavelmente para oferecer um serviço moderno, acessível e de qualidade à população cuiabana.
#PraCegoVer
A imagem mostra três profissionais de saúde realizando um procedimento cirúrgico em uma paciente por meio de videocirurgia. Todos estão vestidos com roupas apropriadas para um centro cirúrgico, em um ambiente bem iluminado.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato
Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.
A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.
Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.
As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.
Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.
Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.
Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.
Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.
Audiência discutirá regularização
Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.
O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.
Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.
Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.
A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.
A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.
Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.
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