CUIABÁ
Projeto de lei de Adevair Cabral para alterar denominação de rua no CPA 3 é aprovado por 14 votos
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou na sessão de terça-feira (04.06), com 14 votos favoráveis, o projeto de lei do vereador Adevair Cabral (SD) que denomina a Rua 73 do Núcleo Habitacional CPA III, Setor I, do Bairro Morada da Serra, como Rua Maria do Rosário de Almeida. A iniciativa homenageia uma moradora histórica e querida da comunidade local.
Maria do Rosário de Almeida, conhecida carinhosamente como Dona Maria, nasceu em 28 de junho de 1921 em Poconé, Mato Grosso. Em 1974, ela se mudou para Cuiabá com seu marido e filhos em busca de melhores condições de vida. Dona Maria era conhecida por sua habilidade na cozinha, fazendo bolos, doces e licores, e trabalhou como responsável pela cozinha do Balneário Dr. Meirelles entre 1976 e 1982.
Dona Maria viveu na Rua 73 do CPA III até seu falecimento em 20 de junho de 2005. Ela era uma figura central na comunidade, conhecida por sua hospitalidade e dedicação às festas religiosas de São Sebastião e Santa Ana, que organizava em sua residência. Estas festas incluíam procissões, missas, jantares e danças tradicionais, como Cururu e Siriri, e eram oferecidas gratuitamente.
“A proposta de renomear a Rua 73 para Rua Maria do Rosário de Almeida busca reconhecer a dedicação e o impacto positivo que Dona Maria teve na comunidade do Bairro Morada da Serra. Por isso, nada mais justo do que homenagear uma cidadã tão estimada, que deixou um legado de acolhimento e ajuda ao próximo”, argumentou o vereador.
Na justificativa do projeto, Cabral destacou a vida de luta e serviço de Dona Maria, lembrando de sua generosidade e das contribuições significativas para a coesão social e cultural da comunidade.
“Sua residência sempre esteve aberta para filhos, netos, bisnetos, parentes, amigos, vizinhos e até políticos, acolhendo todos com muita alegria”, finalizou o vereador.
SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá
Fonte: Câmara de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato
Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.
A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.
Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.
As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.
Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.
Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.
Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.
Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.
Audiência discutirá regularização
Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.
O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.
Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.
Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.
A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.
A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.
Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.
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