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Primeira-secretária aponta cassação em Pedra Preta como marco contra violência política de gênero

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Fabiana Prado | Assessoria da vereadora Katiuscia Manteli 
Autora do projeto de lei que cria a Política Municipal de Enfrentamento à Violência Política de Gênero, atualmente em tramitação na Câmara de Cuiabá, a vereadora Katiuscia Manteli (PSB) tem acompanhado de perto o avanço desse debate no município. Durante sua fala nesta quinta-feira (4), destacou um episódio que considerou um marco para todas as mulheres que ocupam espaços de poder, a cassação do vereador Gilson José de Souza (União), de Pedra Preta.  O fato ocorreu após o ex-vereador atacar a prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) com ofensas misóginas durante sessão legislativa.
No plenário, Katiuscia ressaltou o impacto da decisão. Para ela, o gesto da Câmara de Pedra Preta representa uma mensagem clara de que a violência política de gênero não será mais tolerada.
“Grande vitória para nós, mulheres. Hoje principalmente, nós, vereadoras que ocupamos cargos públicos, acordamos com a notícia da cassação do vereador por ter usado um termo que evitamos até repetir, e isso para se referir à prefeita. Isso significa que a sociedade, que os homens, foram oito votos favoráveis contra dois, não vão mais admitir esse tipo de violência. Está na hora de dar um basta”, afirmou.
A vereadora destacou que a decisão reafirma o direito das mulheres de exercerem sua função pública sem serem alvos de ataques misóginos. 
“Essa cassação é um recado para aqueles que acham que a mulher não tem competência para estar aqui, para aqueles que tentam diminuir a mulher com palavras ou atitudes, verbais ou não. É hora de pôr fim à violência política de gênero, e esse é apenas o primeiro recado para quem insistir nesse comportamento”, enfatizou.
Katiuscia também celebrou a mobilização feminina em defesa da prefeita. “A união das mulheres foi imprescindível para que isso acontecesse. Vimos Mato Grosso inteiro se mobilizando, e hoje temos esse resultado positivo. Parabéns à Câmara Municipal por dar esse recado a todas nós”, completou.
Projeto em tramitação
A vereadora é autora do projeto de lei que institui a Política Municipal de Enfrentamento à Violência Política de Gênero em Cuiabá, atualmente em discussão na Câmara Municipal. A proposta busca estabelecer diretrizes de prevenção, conscientização e proteção para garantir que mulheres possam exercer seus direitos políticos em ambientes seguros e respeitosos. Entre as medidas previstas estão campanhas educativas, divulgação de canais de denúncia e ações de sensibilização para agentes públicos e para a sociedade.
O caso
A cassação do vereador Gilson José de Souza (União) foi aprovada por oito votos a dois durante sessão extraordinária nessa quarta-feira (3). Ele foi acusado de quebrar o decoro parlamentar ao chamar a prefeita Iraci Ferreira de Souza (PSDB) de “cachorra viciada” durante sessão de 25 de agosto, segundo relatório da Comissão Processante.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Prefeito Abilio Brunini se reúne com promotora do MPMT para alinhar ações contra ocupações irregulares

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu nesta sexta-feira (28) com a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, para alinhar medidas destinadas à desocupação e proteção de áreas verdes nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot. O encontro contou também com a participação da secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da Prefeitura.

Durante a reunião, foram discutidas as ações de fiscalização e os procedimentos que vêm sendo adotados pelo Município para impedir o avanço de novas ocupações irregulares e preservar as áreas públicas. A atuação ocorre em conjunto com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), considerando as características ambientais e de segurança da região.

Parte das áreas ocupadas está inserida em Área de Preservação Permanente (APP) e possui nascente difusa. O local também é classificado pela Defesa Civil como área de alto risco, o que reforça a necessidade de medidas preventivas para evitar novas construções e proteger a população.

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A Prefeitura tem intensificado o monitoramento e as ações de fiscalização na região. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis que estavam em construção e ainda não eram ocupados. Na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas construídas irregularmente.

Segundo a secretária Juliana Palhares, as medidas adotadas pelo Município seguem as orientações discutidas com o Ministério Público e têm como objetivo garantir o cumprimento da legislação. A fiscalização identificou tanto construções associadas a famílias em situação de vulnerabilidade quanto edificações de grande porte e com padrão construtivo elevado.

“A Prefeitura continuará atuando de forma firme para impedir novas invasões, proteger as áreas públicas e garantir o cumprimento da legislação. O trabalho de monitoramento e fiscalização será mantido para evitar que novas construções sejam erguidas de forma irregular”, afirmou.

Para a promotora Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação integrada entre as instituições é fundamental para garantir a proteção das áreas e o cumprimento das normas urbanísticas e ambientais. “A atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental, com a adoção das medidas necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas e preservar os recursos ambientais existentes”, afirmou.

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O prefeito Abilio Brunini destacou a importância do diálogo institucional com o Ministério Público para fortalecer as ações do Município e assegurar uma atuação coordenada diante das ocupações. A Prefeitura seguirá acompanhando a situação e adotando as providências administrativas necessárias para preservar as áreas verdes e garantir a segurança da população.

O Ministério Público informou que continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas e assegurar a preservação ambiental.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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