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Prefeitura promove atividades voltadas ao bem-estar emocional no Horto Florestal

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu uma manhã de atividades voltadas ao bem-estar e à saúde mental na Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS). A ação foi realizada nesta quinta-feira (10), data que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

A programação contou com atividades voltadas ao bem-estar e à saúde mental, entre elas a Biodança, uma das principais práticas coletivas oferecidas pela unidade. A atividade utiliza música, movimentos e vivências em grupo para estimular a integração entre corpo e mente, além de contribuir para a redução do estresse.

A secretária interina de Saúde, Loicy Cunha, destacou a importância de ações que ampliem as possibilidades de cuidado e atenção à saúde mental.

“Cuidar da saúde também significa olhar para o bem-estar emocional. As práticas integrativas oferecem momentos de acolhimento, convivência e escuta, fortalecendo o cuidado integral e mostrando que existem diferentes caminhos para promover saúde e qualidade de vida”, afirmou Loicy Cunha.

O terapeuta holístico Luiz Edmundo da Silva explicou que a Biodança trabalha a partir da música, do movimento e da interação entre os participantes.

“A Biodança proporciona uma experiência de conexão com o próprio corpo e com o outro. A música e o movimento ajudam a criar um ambiente de expressão, convivência e acolhimento, contribuindo para o equilíbrio emocional e para uma melhor qualidade de vida”, explicou.

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Entre os usuários da unidade está Maria Aparecida Souza, 62 anos, que buscou as práticas integrativas durante seu processo de recuperação após um AVC.

“Depois do AVC, precisei aprender a olhar para mim de uma maneira diferente. Participar das atividades tem sido importante para minha recuperação e também para me sentir acolhida. É um momento em que consigo relaxar, conversar e cuidar um pouco mais de mim”, relatou.

Além da Biodança, a URPICS também oferece terapias em grupo, como a Terapia Comunitária Integrativa (TCI) e a Arteterapia. As atividades são realizadas às terças-feiras, nos períodos da manhã e da tarde, e às sextas-feiras pela manhã.

Durante os encontros, os participantes se reúnem em rodas de conversa e partilhas, acompanhadas de um café da manhã terapêutico, preparado com alimentos saudáveis e livres de produtos industrializados.

“É um espaço de escuta e troca. Cada um compartilha suas dores e vivências, e assim criamos uma rede de apoio psicossocial muito forte”, relata a arteterapeuta Chrissie Takemura Iwakura.

A unidade é aberta a pessoas maiores de 18 anos, inclusive aquelas que não fazem tratamento com medicamentos. A porta de entrada é o acolhimento com um terapeuta, que avalia o perfil de cada usuário e define as práticas mais adequadas.

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O atendimento também pode ocorrer por encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Atualmente, a equipe da URPICS é composta por terapeutas holísticos, psicólogo, assistente social, enfermeira, farmacêutica, arteterapeuta e médico homeopata. O serviço é público e totalmente gratuito, oferecido por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Para agendamentos, o contato é realizado exclusivamente pelo WhatsApp da unidade. Já para participar das rodas de Arteterapia e TCI realizadas às terças e sextas-feiras, os interessados podem comparecer diretamente à URPICS nos horários estabelecidos.

A programação do Setembro Amarelo reforça a importância de ampliar o diálogo sobre saúde mental, fortalecer redes de apoio e criar espaços de acolhimento e cuidado dentro da rede pública de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Professores da rede municipal vivenciam desafios da deficiência visual em formação inédita

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A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá promoveu, nesta sexta-feira (11), o terceiro encontro de um ciclo de formação voltado aos professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e atendem estudantes com deficiência visual na rede municipal de ensino. A iniciativa reúniu profissionais de 48 unidades educacionais, responsáveis pelo atendimento de 55 alunos com baixa visão ou cegueira e nove estudantes com visão monocular. A formação foi realizada em parceria com o Instituto dos Cegos, em Cuiabá.

Pela primeira vez, a formação aconteceu diretamente dentro de uma instituição especializada. A proposta é proporcionar aos professores uma experiência prática sobre os desafios, as possibilidades e os recursos necessários para garantir a aprendizagem e a autonomia dos estudantes com deficiência visual.

Promovida pela Diretoria de Ensino, por meio da Coordenadoria de Educação Especial, a formação conta com cinco encontros. Dois aconteceram em agosto, dois acontecem em setembro e o último será realizado em outubro, no Instituto dos Cegos. O objetivo é fortalecer a atuação dos profissionais das Salas de Recursos Multifuncionais e ampliar as estratégias pedagógicas utilizadas no atendimento aos estudantes.

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“É a primeira vez que a SME realiza uma formação com essa magnitude e com uma imersão prática. É um cuidado desta gestão. Em outras gestões, foram promovidas palestras sobre deficiência visual no âmbito geral”, destacou a coordenadora de Educação Especial da SME, professora Neuraides Ribeiro.

As atividades são realizadas nos períodos matutino, das 7h30 às 11h, e vespertino, das 13h30 às 17h, respeitando o horário de hora-atividade dos profissionais. O Instituto dos Cegos possui estrutura adaptada e experiência no atendimento de pessoas com deficiência visual, desde a estimulação precoce e a Educação Infantil até as demais etapas da vida escolar e o atendimento de adultos.

Durante a formação, os professores conhecem recursos e situações presentes no cotidiano das pessoas com deficiência visual e aprendem como adaptações no ambiente, nos materiais e nas metodologias podem favorecer a autonomia e a independência.

“A proposta também busca provocar uma mudança de olhar sobre a deficiência visual. O fato de uma criança não enxergar não significa que ela tenha sua capacidade cognitiva comprometida. Quando não há uma deficiência intelectual associada, uma das principais barreiras para a aprendizagem pode estar justamente na forma como o conteúdo é apresentado”, ressaltou Neuraides.

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Nesse contexto, os profissionais são orientados sobre o uso de materiais táteis, recursos concretos, relevo, Braille, tecnologias assistivas e outras estratégias pedagógicas. A formação também aborda orientação e mobilidade, incluindo o uso da bengala e sua importância para a autonomia.

“Ao levar os profissionais para dentro de um ambiente especializado, a Secretaria busca aproximá-los das experiências vivenciadas diariamente pelos estudantes. A intenção é que esse conhecimento seja levado posteriormente para as escolas da rede municipal, contribuindo para que os professores possam adaptar as atividades e materiais e até a organização dos espaços disponíveis nas unidades”, explicou o secretário municipal de Educação, Reginaldo Teixeira.

Cinco encontros

Nesta sexta-feira (11), o encontro aborda Alfabetização do Sistema Braille, Noções Gerais. No dia 25, será trabalhada Estimulação Precoce e Educação Infantil. O ciclo será encerrado em 2 de outubro, com oficinas práticas.

Os temas Orientação e Mobilidade, Vivência de Orientação e Mobilidade e Pré-Braille foram tratados nos dois primeiros encontros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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