CUIABÁ
Prefeitura orienta sobre fim da “direita livre” e novo semáforo na entrada do bairro Morada do Ouro
A Secretaria de Mobilidade Urbana e Segurança Pública (Semosp) da Prefeitura de Cuiabá orienta os condutores sobre alterações na sinalização de trânsito na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), mais precisamente na entrada do bairro Morada do Ouro.
Já está em vigor o fim da “direita livre” para quem for acessar o bairro. Nesse sentido, os motoristas devem seguir a marcação do novo semáforo instalado no cruzamento.
“Antigamente tinha essa direita livre para entrar na Morada do Ouro. Com a nova readequação da obra do BRT, a alça que tinha ali foi puxada para frente e isso obrigou, temporariamente, a retirada dessa faixa livre da direita”, explicou Ademir de Arruda e Silva, coordenador de Manutenção Semafórica.
Ademir ressaltou que a mudança é temporária, enquanto durarem as obras, mas que a sinalização do semáforo deve ser obedecida pelos condutores.
“Os condutores têm que obedecer ao semáforo. Quando ele fechar, é necessário aguardar na faixa de retenção para evitar conflito com quem vai acessar a alça de entrada para a Morada do Ouro”, reforçou.
“A Semosp está sempre atenta e orientando os condutores de Cuiabá sobre interdições e adaptações, a fim de fazer com que o trânsito em nossa capital flua e seja o mais seguro possível”, afirmou a secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato
Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.
A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.
Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.
As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.
Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.
Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.
Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.
Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.
Audiência discutirá regularização
Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.
O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.
Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.
Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.
A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.
A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.
Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.
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