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Maysa Leão defende a criação de “Casa do Autista” em Cuiabá com apoio federal

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11/03/2025
Maysa Leão defende a criação de “Casa do Autista” em Cuiabá com apoio federal

Ana Cláudia Fortes – assessoria Vereadora Maysa Leão&nbsp

Nesta terça-feira (11), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) destacou a importância de garantir o funcionamento da “Casa do Autista” no município, iniciativa que ela considera fundamental para o atendimento a crianças e jovens com transtorno do espectro autista. Maysa reforçou a necessidade de habilitar a “Casa do Autista” como CER (Centro Especializado de Reabilitação), reconhecido pelo Ministério da Saúde, o que permitiria ao município acessar recursos federais essenciais para a manutenção e expansão do serviço.
“Temos trabalhado muito para que esse sonho se torne realidade, e agora, com o apoio da vereadora Samantha Iris e do prefeito Abílio Brunini, estamos mais perto de concretizar essa ação. No entanto, é fundamental que a Casa do Autista seja habilitada como centro de reabilitação dentro da jornada do Ministério da Saúde, para que possamos garantir os recursos necessários para o seu funcionamento”, afirmou vereadora.
Maysa alertou para a importância de garantir o subsídio federal, que pode chegar a R$ 200 mil mensais, o que totalizaria mais de R$ 2 milhões por ano. Com esses recursos, a Casa do Autista teria a estabilidade necessária para atender a uma demanda crescente e, possivelmente, expandir para outras regiões de Cuiabá.
Ela ressaltou também a ausência de políticas públicas adequadas para atender pessoas autistas e com múltiplas deficiências aa capital.&nbsp
“Nos últimos dois anos e meio, foi evidente a falta de políticas públicas para o autista, para o neurodiverso e para o pessoa com deficiência (PCD) em Cuiabá. O atendimento oferecido nunca atingiu a totalidade da demanda, com mais de 1.400 alunos com laudo nas escolas municipais e mais de 5 mil aguardando o laudo”, explicou a vereadora.
Maysa enfatizou ainda a necessidade de separar o atendimento de reabilitação do autismo do sistema de saúde mental oferecido pelo CAPS.&nbsp
“O autista só deve ser atendido no CAPS caso tenha comorbidade ou esteja em sofrimento psíquico. Nosso objetivo é criar um atendimento especializado, que funcione de forma contínua e que consiga atingir toda a população que necessita”, afirmou.
Por fim, Maysa Leão afirmou que seu sonho é que Cuiabá tenha, no futuro, várias Casas do Autista nas quatro regiões da cidade.&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Justiça mantém Rodoviária do Coxipó funcionando e rejeita pedido de fechamento imediato

Magistrado considerou que não há comprovação de risco iminente aos passageiros, mas determinou audiência para discutir a regularização do terminal em Cuiabá

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A Justiça de Mato Grosso negou, por enquanto, o pedido do Ministério Público Estadual (MPE) para suspender as atividades da Rodoviária do Coxipó, em Cuiabá. A decisão permite a continuidade dos embarques, desembarques e da comercialização de passagens, apesar dos questionamentos sobre a regularidade administrativa e as condições estruturais do terminal.

A decisão foi proferida pelo juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas, que considerou não haver elementos suficientes para comprovar risco concreto e imediato à segurança dos usuários.

Na ação, o Ministério Público questiona o funcionamento da estrutura administrada pela RM Transportes e Turismo Ltda. Segundo o órgão, o terminal opera sem autorização administrativa vigente e apresenta problemas relacionados à acessibilidade, às instalações elétricas e hidrossanitárias, à conservação e à prevenção de incêndios.

As irregularidades começaram a ser investigadas em 2022. Entretanto, ao analisar o pedido de suspensão imediata, o magistrado destacou que a situação já é conhecida pelas autoridades há mais de quatro anos, sem a apresentação recente de fatos novos que demonstrem perigo iminente aos passageiros.

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Outro ponto considerado foi a realização de melhorias identificadas durante a própria investigação do Ministério Público.

Um relatório técnico elaborado em 2026 registrou a instalação de extintores de incêndio, luminárias, bebedouro e tomadas, além da substituição de cadeiras utilizadas pelos passageiros.

Para o juiz, essas intervenções devem ser consideradas na avaliação da necessidade de interromper o funcionamento do terminal.

Apesar de negar a medida urgente, o magistrado ressaltou que a decisão não significa o reconhecimento da regularidade da rodoviária. A suspensão das atividades poderá ser novamente analisada caso sejam apresentados novos elementos que comprovem riscos aos usuários ou impedimentos legais para a continuidade da operação.

Audiência discutirá regularização

Diante das questões administrativas e estruturais envolvidas, a Justiça marcou uma audiência de conciliação para o dia 18 de novembro, às 16h30.

O encontro deverá reunir representantes do Ministério Público, do Governo de Mato Grosso, da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager-MT), da Sinart e da RM Transportes.

Durante a audiência, os envolvidos deverão apresentar alternativas para regularizar o terminal, executar as adequações ainda necessárias e estabelecer, se for o caso, um período de transição.

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Também deverão ser discutidas medidas para garantir a continuidade do atendimento aos passageiros, caso sejam necessárias mudanças na operação.

A decisão ainda determinou que o Estado e a Ager se manifestem sobre o pedido da RM Transportes para ingressar formalmente no processo como assistente.

A empresa defende a manutenção das atividades e afirma estar disposta a participar da construção de uma solução consensual.

Com a decisão, a Rodoviária do Coxipó permanece em funcionamento enquanto a Justiça acompanha as providências necessárias para solucionar as pendências apontadas pelo Ministério Público.

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