CUIABÁ

Comissão dos Direitos da Mulher lança movimento “Eles por Elas” para ampliar engajamento masculino no combate à violência contra a mulher

DNA Assessoria – Vereadora Maria Avalone&nbsp

A Comissão dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá, presidida pela vereadora Maria Avalone (PSDB), realizou, nesta segunda-feira (11), uma reunião para fortalecer as ações de enfrentamento à violência de gênero. O encontro marcou o lançamento local do movimento “Eles por Elas”, iniciativa que busca mobilizar homens como aliados ativos na defesa dos direitos das mulheres e na promoção de uma sociedade mais segura e igualitária.
Além da presidente, participaram a vice-presidente da comissão, vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), o membro Wilson Kero-Kero (PMB), outros vereadores da Casa, o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) e representantes da segurança pública.
Durante a abertura, Maria Avalone destacou que a participação masculina é indispensável para transformar a realidade.
“Os homens do bem, pais, filhos, irmãos, colegas, lideranças, trabalhadores, nós precisamos de vocês nessa luta. É fundamental que se posicionem, eduquem pelo respeito, denunciem e se tornem parte da solução. O movimento ‘Eles por Elas’ não é sobre julgar, mas sobre unir forças. Só juntos, mulheres e homens, conseguiremos virar essa página triste da nossa história”, afirmou a vereadora.
O delegado da Polícia Civil, Mário Dermeval, apresentou iniciativas da instituição para combater a violência doméstica e chamou atenção para o desafio de prevenir crimes como o feminicídio, que podem ocorrer em qualquer contexto familiar.
“O feminicídio é um dilema social. Temos atuado de forma orientativa, inclusive com o projeto ‘Papo de Homem para Homem’, para conscientizar sobre a valorização da família e alertar sobre as consequências para quem infringe a lei”, ressaltou.
O deputado Carlos Avalone elogiou a mobilização e reforçou que o foco precisa ser conscientizar os homens.
“Em encontros sobre violência contra a mulher, normalmente vemos a maioria de mulheres participando. Aqui, precisamos que os homens entendam que essa pauta também é deles. O ‘Eles por Elas’ é importante porque chama os homens à responsabilidade e ao compromisso com o fim da violência”, afirmou, citando dados alarmantes que colocam Mato Grosso entre os estados com maior taxa de feminicídios no país.
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso registrou 47 feminicídios em 2024. Apenas no primeiro semestre de 2025, já foram contabilizados 30 casos, o equivalente a 65% de todo o ano anterior.
O lançamento do “Eles por Elas” na Câmara de Cuiabá pretende ser um marco para ações concretas, como programas educativos voltados ao respeito e à equidade, fortalecimento da rede de apoio às vítimas e políticas públicas mais eficazes de prevenção à violência contra a mulher.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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CUIABÁ

Abilio sobe o tom e diz que Amauri foi para a Espanha após pagar R$ 21 milhões e “deixar a gente se ferrando” na Educação

Prefeito afirma que ex-secretário priorizou pagamento milionário de material didático enquanto escolas enfrentavam falta de manutenção, limpeza e problemas estruturais em Cuiabá

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom contra o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, e expôs publicamente o racha entre os dois após denúncias envolvendo pagamentos milionários dentro da Secretaria Municipal de Educação.

Durante entrevista nesta quinta-feira (29), Abilio afirmou que Amauri priorizou o pagamento de R$ 21 milhões em materiais didáticos enquanto escolas da rede municipal enfrentavam problemas estruturais, falta de manutenção e dificuldades operacionais às vésperas do início do ano letivo.

O prefeito também criticou o fato de o ex-secretário ter viajado para a Espanha logo após o pagamento ser realizado.

“Pagou R$ 21 milhões, foi para a Espanha e deixou a gente se ferrando para arrumar as escolas antes da volta às aulas”, disparou Abilio.

Segundo o chefe do Executivo municipal, o pagamento integral do contrato ocorreu em janeiro, período em que diversas unidades escolares ainda enfrentavam problemas relacionados à limpeza, manutenção predial, transporte escolar e fornecimento de materiais básicos.

Abilio afirmou que o valor poderia ter sido parcelado ao longo do ano para preservar recursos destinados às prioridades emergenciais da Educação.

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“Você tinha prioridade para pagar alimentação, transporte escolar, professor, manutenção escolar e material de limpeza. Não precisava pagar R$ 21 milhões de uma vez só. Poderia parcelar ao longo do ano”, declarou.

As declarações surgem após Amauri Monge afirmar, durante pronunciamento na Câmara Municipal, que deixou a Secretaria ao perceber um “colapso” financeiro na Educação e acusar a atual gestão de transformar denúncias em “cortina de fumaça” para esconder supostas irregularidades fiscais superiores a R$ 100 milhões.

Ao responder as críticas, Abilio negou que a saída do ex-secretário tenha ocorrido por problemas financeiros na gestão e afirmou que os dois tiveram embates diretos sobre decisões administrativas tomadas dentro da pasta.

“Eu e ele sabemos que não foi por isso. Tivemos discussões justamente sobre esse pagamento de R$ 21 milhões. Isso mexeu muito comigo porque as escolas precisavam de limpeza, manutenção e construtoras estavam sem receber”, afirmou.

O prefeito ainda revelou que a relação de confiança entre ele e Amauri teria sido profundamente desgastada após os episódios envolvendo os pagamentos milionários.

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“Ele sentiu que minha confiança nele estava sendo rompida. A saída dele foi muito mais pela minha discordância com algumas decisões do que por qualquer colapso financeiro”, completou.

Apesar do tom duro, Abilio reconheceu a capacidade técnica do ex-secretário, mas reforçou que algumas decisões tomadas na Educação foram equivocadas e agora serão analisadas pela Controladoria do Município.

A crise na Educação de Cuiabá ganhou novos capítulos nos últimos dias após denúncias envolvendo contratos milionários, suspeitas de irregularidades em compras de materiais didáticos e pedidos de abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar a gestão da pasta.

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