EDUCAÇÃO EM CRISE
Abilio sobe o tom e diz que Amauri foi para a Espanha após pagar R$ 21 milhões e “deixar a gente se ferrando” na Educação
Prefeito afirma que ex-secretário priorizou pagamento milionário de material didático enquanto escolas enfrentavam falta de manutenção, limpeza e problemas estruturais em Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), elevou o tom contra o ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, e expôs publicamente o racha entre os dois após denúncias envolvendo pagamentos milionários dentro da Secretaria Municipal de Educação.
Durante entrevista nesta quinta-feira (29), Abilio afirmou que Amauri priorizou o pagamento de R$ 21 milhões em materiais didáticos enquanto escolas da rede municipal enfrentavam problemas estruturais, falta de manutenção e dificuldades operacionais às vésperas do início do ano letivo.
O prefeito também criticou o fato de o ex-secretário ter viajado para a Espanha logo após o pagamento ser realizado.
“Pagou R$ 21 milhões, foi para a Espanha e deixou a gente se ferrando para arrumar as escolas antes da volta às aulas”, disparou Abilio.
Segundo o chefe do Executivo municipal, o pagamento integral do contrato ocorreu em janeiro, período em que diversas unidades escolares ainda enfrentavam problemas relacionados à limpeza, manutenção predial, transporte escolar e fornecimento de materiais básicos.
Abilio afirmou que o valor poderia ter sido parcelado ao longo do ano para preservar recursos destinados às prioridades emergenciais da Educação.
“Você tinha prioridade para pagar alimentação, transporte escolar, professor, manutenção escolar e material de limpeza. Não precisava pagar R$ 21 milhões de uma vez só. Poderia parcelar ao longo do ano”, declarou.
As declarações surgem após Amauri Monge afirmar, durante pronunciamento na Câmara Municipal, que deixou a Secretaria ao perceber um “colapso” financeiro na Educação e acusar a atual gestão de transformar denúncias em “cortina de fumaça” para esconder supostas irregularidades fiscais superiores a R$ 100 milhões.
Ao responder as críticas, Abilio negou que a saída do ex-secretário tenha ocorrido por problemas financeiros na gestão e afirmou que os dois tiveram embates diretos sobre decisões administrativas tomadas dentro da pasta.
“Eu e ele sabemos que não foi por isso. Tivemos discussões justamente sobre esse pagamento de R$ 21 milhões. Isso mexeu muito comigo porque as escolas precisavam de limpeza, manutenção e construtoras estavam sem receber”, afirmou.
O prefeito ainda revelou que a relação de confiança entre ele e Amauri teria sido profundamente desgastada após os episódios envolvendo os pagamentos milionários.
“Ele sentiu que minha confiança nele estava sendo rompida. A saída dele foi muito mais pela minha discordância com algumas decisões do que por qualquer colapso financeiro”, completou.
Apesar do tom duro, Abilio reconheceu a capacidade técnica do ex-secretário, mas reforçou que algumas decisões tomadas na Educação foram equivocadas e agora serão analisadas pela Controladoria do Município.
A crise na Educação de Cuiabá ganhou novos capítulos nos últimos dias após denúncias envolvendo contratos milionários, suspeitas de irregularidades em compras de materiais didáticos e pedidos de abertura de CPI na Câmara Municipal para investigar a gestão da pasta.
CUIABÁ
Prefeitura de Cuiabá divulga mais de 700 vagas de emprego com salário de até R$ 7,4 mil
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Trabalho, divulgou neste fim de semana mais de 700 vagas de emprego disponibilizadas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine Municipal). As oportunidades abrangem diferentes áreas de atuação, níveis de escolaridade e perfis profissionais, incluindo postos que não exigem experiência comprovada e vagas destinadas a Pessoas com Deficiência (PCDs).
Entre as funções com maior número de oportunidades estão atendente de farmácia, balconista, com 112 vagas; auxiliar operacional de logística, com 90; auxiliar de logística, com 117 vagas distribuídas em diferentes empresas; auxiliar de limpeza, com 45; conferente de carga e descarga, com 11; operador de empilhadeira, com 10; servente de construção civil, com 10; e auxiliar de linha de produção, com 18 vagas.
Também há oportunidades para profissionais das áreas administrativa, comercial, construção civil, transporte, indústria, alimentação e serviços, como auxiliar administrativo, consultor de vendas, mecânico, eletricista, pedreiro, motorista, recepcionista, operador de caixa, cozinheiro, jardineiro, farmacêutico e mestre de obras. Os salários variam conforme a função e podem chegar a R$ 7.409,15 para o cargo de mestre de obras.
Os interessados podem procurar a unidade do Sine Municipal para obter informações sobre encaminhamentos, documentação necessária e atualização cadastral. O atendimento é realizado de forma presencial, e as vagas podem ser preenchidas ou alteradas conforme a demanda das empresas.
A Secretaria Municipal de Trabalho está localizada na Praça Rachid Jaudy, na Avenida Isaac Póvoas, no Centro-Norte de Cuiabá. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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