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Centenas de documentos esquecidos nos polos de vacinação podem ser recuperados no polo Unic Beira Rio

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Celly Silva

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Quase 300 documentos e objetos pessoais esquecidos nos polos de vacinação encontram-se disponíveis para que seus donos os busquem no polo de vacinação da UNIC Beira Rio. São mais de 120 cadernetas de vacinação, quase 100 cartões do SUS, quase 40 CPFs e RGs (sendo um de menor, mastigado pela metade), mais de 20 cartões de banco, além de ticket alimentação, Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs), carteira de trabalho, documento de carro, títulos de eleitor, comprovantes de votação, cartão de marcação de consulta do Hospital Universitário Júlio Muller, uma carteirinha de estudante de Medicina da UNIC, cópia de certidão de nascimento, cartões de planos de saúde e de farmácia, conta de energia elétrica e de água, um cartão de registro no Conselho Regional de Fisioterapia, cartão de vacina da Unimed, cartão de transporte, um CIC, cartão do MultiPark, crachá funcional, fotos 3×4 e até molhos de chaves. 

Os documentos foram esquecidos nos polos de vacinação do Centro de Eventos do Panantal, SENAI Porto, SESI Papa, SESC Balneário (todos já desativados), além da UNIC Beira Rio, onde estão guardados. A coordenação da campanha já entrou em contato com muitos dos proprietários dos objetos, mas muitos não foram buscá-los. 

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No caso de cartão SUS, uma nova via pode ser emitida na unidade básica de saúde mais próxima da residência. Quanto à caderneta de vacinação, existe a possibilidade de o vacinado emitir o certificado de vacinação pelo aplicativo Conecte SUS.

Para reaver os objetos, basta se dirigir à recepção do polo de vacinação da UNIC Beira Rio e, mediante comprovação de titularidade, o documento ou objeto será entregue. 

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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