AGRONEGÓCIO
Vacinação contra brucelose encerra dia 30 de junho
A primeira etapa da campanha de vacinação contra a infecção brucelose de 2022 termina no dia 30 de junho, em Mato Grosso. Todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade que não foram vacinadas no último semestre, devem ser obrigatoriamente imunizadas neste.
A brucelose é uma infecção generalizada causada por bactérias e transmitida ao ser humano através do contato com os animais contaminados, como por exemplo: caprinos, bovinos, suínos e cães.
Segundo o médico veterinário Nilton Mesquita e também gerente de Relações Institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (ACRIMAT), “como a doença é uma zoonose, ela pode ser transmitida para o homem e até mesmo a vacina, que é viva, pode representar risco à saúde de quem a manuseia. Por isso, até o manejo da vacina deve ser bem feito, pois o profissional pode se infectar com a aplicação da vacina”.
Para garantir que o processo e os cuidados sejam feitos de forma correta, é importante que a vacinação seja feita por um médico veterinário credenciado ou por um profissional na área, tanto para efetuar uma aplicação correta, quanto para fornecer um atestado de vacinação.
Durante a vacinação, é importante que o animal receba uma marcação do número “2” no lado esquerdo da face, caso tenha sido aplicada a vacina B19, ou a letra “V” se for utilizada a vacina RB51, usada como dose de reforço para as fêmeas mais velhas.
Uma vez que os animais sejam imunizados, o criador deve comunicar a vacinação ao Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA) até o dia 04 de julho, sujeito a pena de multa.
A segunda campanha de vacinação, que engloba as propriedades rurais do Baixo-Pantanal Mato-grossense, tem data de início marcada para o dia 1° de julho, com término em 31 de dezembro.
As propriedades irregulares com a vacinação contra a brucelose ficam impedidas de transitar com bovinos e bubalinos machos e fêmeas mamando ou caducando, categoria ou finalidade.
AGRONEGÓCIO
Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro
O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.
O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.
A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.
O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.
Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.
Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.
A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.
Fonte: Pensar Agro
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