AGRONEGÓCIO

Sistema Faesc/Senar-SC é parceiro da Epagri no Encontro de Famílias – Dia de Campo

Publicados

em


O Sistema Faesc/Senar-SC (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), foi parceiro do Encontro de Famílias – Dia de Campo, promovido na última semana pela Epagri, Cooperleite, Ampla Norte e Governo do Estado de Santa Catarina. A programação, que também contou com seminário na área do leite, ocorreu na propriedade Leiteira Sudoski, na localidade Engenho Queimado, em Três Barras.

O evento reuniu diversos produtores de leite e de corte, entre eles, os que fazem parte do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar/SC. A supervisora regional da entidade, Carine Weiss, que participou da ação acompanhada pela supervisora técnica Taiane Plautz e pelos técnicos de bovinocultura de leite e de corte, avaliou as atividades de forma positiva, destacando a organização e a qualidade dos conteúdos abordados, além da oportunidade de troca de experiências. “O foco do evento foi pastagens, o que foi muito produtivo tanto para a área de bovinocultura de corte quanto de leite”.

O engenheiro agrônomo da Epagri/Gerência Regional de Canoinhas, Waldemiro Sudoski, destacou que o Dia de Campo integrou as ações previstas no programa Planorte Leite –   construído por diversos parceiros, entre eles o Sistema Faesc/Senar, com a coordenação técnica da Epagri/Gerência Regional de Canoinhas. Segundo ele, o encontro demonstrou que o sistema produtivo com base forrageira é o mais sustentável e seguro para que a família possa continuar produzindo leite e carne a base de pasto.

Leia Também:  Brasil avança na produção de amendoim e projeta alta de 45,8% na safra 2024/25

 “Mostramos a importância e os resultados das ações da cooperação, associativismo e cooperativismo desenvolvidos com as famílias da atividade leiteira no Planalto Norte, que resultou na fundação de uma Cooperativa Agroindustrial da Agricultura Familiar (Cooperleite). “Hoje, a cooperativa conta com mais de 150 associados e é responsável pela coleta e comercialização de leite, além da compra dos insumos para a atividade e o fornecimento para os cooperados”, completou Sudoski.

A programação contou com apresentação dos resultados trazidos pela Cooperleite aos associados, além da abordagem dos seguintes temas: Nutrição da vaca leiteira nos períodos de transição; instalações e infraestrutura para o sistema com base em pastagens; pastagens perenes de verão; sistemas de irrigação em pastagens; entre outros.

ATEG BOVINOCULTURA DE LEITE E DE CORTE

A ATeG com foco para a bovinocultura de leite iniciou 2022 com 71 grupos que reúnem 1.900 produtores em todas as regiões de Santa Catarina. Já a ATeG gado de corte conta com 54 grupos com 1.570 produtores no Estado. 

O Programa desenvolvido pelo Senar/SC conta com uma metodologia própria e inovadora, que foca na disseminação de novas tecnologias e formas de manejo que possibilitam ao produtor obter maior conhecimento sobre a atividade, permitindo o desenvolvimento do seu negócio. “Além de trabalhar técnicas de manejo da produção, o programa oportuniza o acompanhamento gerencial das propriedades rurais, controlando custos e medindo os resultados econômicos das atividades”, explicou a coordenadora da ATeG em SC, Paula Coimbra Nunes.

Leia Também:  Câmara de Comércio Índia Brasil estreita relações comerciais com Mato Grosso

O superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, ressaltou que a ATeG com foco para a bovinocultura de leite e de corte vem sendo motivo de orgulho para o Estado, já que a evolução é crescente a cada ano que passa. “Nossos esforços estão trazendo resultados significativos na melhoria da gestão e na produtividade, comprovando que estamos no caminho certo ao intensificar os investimentos nas duas áreas”.

O presidente do sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, também assinalou que o programa, tanto no segmento de bovinocultura de leite e de corte, quanto nas demais áreas atendidas, representa um avanço na profissionalização das propriedades rurais catarinenses. “Os produtores rurais estão muito abertos ao conhecimento, tanto que hoje possuem uma visão empresarial de seus negócios e estão investindo muito em novas práticas de gestão e tecnologias. Estamos felizes por observarmos tantos cases de sucesso”.  

Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Estudo da USP aponta 17 pontos que encarecem o frete e entidades do agro cobram mudanças

Publicados

em

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) deu força à pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete. O levantamento identificou 17 pontos que podem estar elevando artificialmente os valores, sobretudo no transporte de grãos em trajetos curtos e nas operações de maior produtividade.

As conclusões foram apresentadas durante o processo de revisão da regulamentação conduzido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A FPA e entidades do setor produtivo querem que a agência utilize os custos efetivamente observados nas estradas brasileiras, em vez de parâmetros que, segundo o estudo, já não representam a realidade da frota e das transportadoras.

O trabalho foi elaborado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-Log), ligada à USP. Os pesquisadores analisaram jornada de trabalho, consumo de combustível, idade dos caminhões, quantidade de eixos, retorno vazio, depreciação dos veículos e produtividade das operações.

Uma das principais distorções estaria no número de horas trabalhadas. A metodologia atual considera uma utilização mensal de 181 horas para calcular quanto os custos fixos representam em cada viagem. Para os pesquisadores, esse parâmetro indica uma subutilização do caminhão e do tempo legalmente disponível do motorista.

A proposta é elevar a referência para 220 horas mensais. Com mais horas de utilização, despesas como depreciação, remuneração do capital e salário do motorista seriam distribuídas por um número maior de viagens, reduzindo o custo atribuído a cada quilômetro rodado.

Apenas essa alteração poderia diminuir em 7,6%, na média, os valores calculados para o piso. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância percorrida e da configuração do caminhão.

Em uma operação com piso de R$ 10 mil, uma diferença de 11% representa aproximadamente R$ 1,1 mil por viagem. Para uma empresa, cooperativa ou produtor que contrate cem viagens durante a colheita, o custo adicional pode superar R$ 110 mil.

Leia Também:  Colheita da safrinha avança no Brasil com expectativa de recorde

O impacto é ainda maior nas regiões afastadas dos portos. Como soja, milho, algodão e outras commodities percorrem centenas ou milhares de quilômetros até os terminais de exportação, o frete interfere diretamente no valor recebido pelo produtor. Quanto maior o custo logístico, menor tende a ser o preço pago pela produção na origem.

O estudo também questiona a vida econômica de sete anos utilizada pela tabela para calcular a depreciação dos caminhões. Dados da própria ANTT mostram que os veículos de tração em circulação no país possuem idade média de 16,4 anos.

Na avaliação dos pesquisadores, utilizar um período muito menor concentra a perda de valor do veículo em poucos anos e eleva o custo de cada viagem. A adoção de uma referência de 16 anos poderia reduzir entre 6% e 10% o valor calculado para o transporte de grãos, conforme o percurso e o tipo de composição veicular.

A FPA pretende usar esses resultados para pressionar pela adoção do custo operacional efetivo como base da nova regulamentação. O argumento é que a tabela precisa garantir a remuneração do transportador, mas não pode incluir despesas teóricas ou superestimadas que encareçam artificialmente a movimentação da produção brasileira.

Entidades do setor encaminharam à ANTT 15 contribuições. Entre elas estão a retirada de componentes que não representem desembolso efetivo, a criação de regras específicas para operações de alto desempenho e um tratamento mais preciso para viagens com retorno vazio.

A proposta busca diferenciar situações que atualmente acabam submetidas a parâmetros semelhantes. Um caminhoneiro autônomo que percorre longa distância e retorna sem carga enfrenta custos diferentes de uma transportadora com contratos recorrentes, frota mais produtiva e carga garantida nos dois sentidos.

Leia Também:  Colheita avança com produtividade acima da média

A pressão da bancada também alcança a Lei 15.485/2026, que ampliou a fiscalização sobre o piso mínimo e estabeleceu prazo máximo de 30 dias úteis para o pagamento do frete. A FPA participou da negociação do texto aprovado pelo Congresso, mas critica os vetos feitos pela Presidência da República.

Os parlamentares defendem a recuperação de dispositivos que, segundo a bancada, foram construídos para equilibrar a proteção aos caminhoneiros e os custos suportados pelo setor produtivo. Os vetos ainda precisam ser analisados pelo Congresso.

A nova legislação tornou obrigatório o registro da operação no Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e endureceu as punições para contratações abaixo do piso. Em caso de reincidência, a multa pode chegar a R$ 1 milhão, além de outras sanções administrativas.

Para a FPA, reforçar a fiscalização sem corrigir previamente as distorções da metodologia pode obrigar produtores e empresas a cumprir valores superiores ao custo real do transporte. A bancada quer que a revisão da ANTT incorpore as diferenças de distância, idade da frota, número de eixos, produtividade e aproveitamento do retorno.

A discussão exige equilíbrio. O piso foi criado para impedir que caminhoneiros sejam obrigados a transportar cargas por valores incapazes de cobrir diesel, pneus, manutenção e remuneração do trabalho. A revisão defendida pelo agro não pode retirar essa proteção, mas precisa evitar que parâmetros desatualizados reduzam a competitividade da produção.

O estudo da USP coloca números nesse debate. Agora, a disputa será sobre quanto dessas conclusões a ANTT aceitará na nova tabela e se o Congresso derrubará os vetos à lei. Para produtores e transportadores, o resultado poderá definir quem pagará a conta das distorções existentes no cálculo do frete.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA