AGRONEGÓCIO

Ser parceiro do Senar-MT é a realização de um sonho para Amauri José Salviano Junior

Publicados

em

Amauri José Salviano Junior é um dos parceiros do Polo Tecnológico do Araguaia. Aos 58 anos também é proprietário da Xingu Máquinas, revendedora da New Holland, em Água Boa. Com olhar sempre atento ao que está acontecendo a sua volta, sorriso largo e um otimismo que desencoraja qualquer pessoa a reclamar da vida. Assim é Amauri.

Numa destas visitas rápidas, de cortesia e prospecção de negócios, o coordenador de polos tecnológicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Wlademiro Neto, teve o privilégio de ouvir a história de Amauri. A instituição é referência em sua vida desde que ele era bem pequeno.

Amauri nasceu em uma fazenda próxima a Jales (SP). Tudo começou quando ele tinha cerca de 12 anos e foi passear na casa de uns amigos, na cidade. Foi assim que ele viu pela primeira vez um escritório do Senar. Ele conta que olhava para o prédio e se perguntava como seria possível uma empresa disseminar informação e levar conhecimento para os cantos mais distantes dos centros urbanos.

Leia Também:  Cresce o movimento de boicote ao Carrefour
Amauri com participantes de treinamento em Água Boa

O tempo passou, Amauri se formou em engenharia civil e, aos 25 anos, se mudou para Mato Grosso. Conheceu a pessoa certa na hora certa e, assim, começou a trabalhar na revenda da Case-IH, em Cuiabá. Começou como assistente da gerência de serviços. “Trabalhei por quase 26 anos nesta empresa. Foi muito aprendizado. Mas a preocupação com a qualificação de mão de obra nunca saiu da minha cabeça”, diz Amauri.

Em 2015 se juntou a um amigo e montou a Xingu Máquinas Agrícola LTDA, em Água Boa. Mesmo sendo o proprietário, ele chega às 5 horas da manhã para dar inícios aos trabalhos. Amauri se emociona ao contar que dentro de sua empresa só entra o Senar-MT e o Senai-MT como seus parceiros. “Respeito e admiro muito o Sistema S. Para levar conhecimento ao homem do campo o Senar é a referência. Na minha opinião não vejo outra entidade ou instituição que faça um trabalho tão bem feito como o do Senar”.

Entusiasmado com a futura parceria, ele visitou a turma que fazia um curso de operação de tratores, no local onde será construído o CT do Araguaia. Se emocionou mais uma vez ao ver tudo o que sonhou quando criança sendo colocado em prática. Aproveitou o momento e alinhou com o coordenador de polos tecnológicos do Senar-MT, Wlademiro Neto, que já na próxima semana terá uma posição sobre a cessão de equipamentos para as aulas práticas.

Leia Também:  Lácteos do Paraná esboçam reação nos primeiros meses de 2022
Fonte: CNA Brasil

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

Publicados

em

A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

Leia Também:  Senado aprova programa para acelerar a transição energética no Brasil

A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

Leia Também:  MPF e Governo fazem acordo para evitar mudanças no calendário do vazio sanitário da soja

Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA