AGRONEGÓCIO
Primeiro curso de Classificação de Grãos é realizado pelo Senar em Marianópolis
O Senar concluiu o primeiro curso de “Trabalhador em Classificação de Grãos – Soja e Milho”, iniciando a série de capacitações e treinamentos que serão realizados pela entidade ao longo no ano no Tocantins. No município de Marianópolis a turma contou com 15 alunos que já estão aptos para atuar no setor. “É um mercado em franca expansão que está gerando muitas oportunidades”, destacou o presidente do Sindicato Rural, Darci Dário.
A região do Vale do Araguaia é considerada a nova fronteira da produção agrícola do Tocantins. Muitas propriedades rurais da região foram adquiridas para o cultivo de grãos ou simplesmente trocaram as tradicionais áreas de pastagem por lavouras de soja e milho. Por conta disso, o investimento em armazenamento de grãos é cada vez maior. Empresas, como a Armazém Fortes onde foram realizadas atividades práticas do curso, estão em pleno funcionamento, mas também há muitas plantas em construção.
O aluno Moises Gomes mora no Tocantins há três anos e desde sua chegada começou a trabalhar com classificação de grãos em uma fazenda da região, mas a atividade foi aprendida no dia a dia. “Eu sentia a necessidade de fazer um curso para me capacitar e já fazia um tempo que estava atrás. Consegui identificar alguns erros que vão me ajudar no trabalho, como por exemplo, na hora de tirar as impurezas, porque usando a mão em vez da pinça pode interferir na umidade do produto”, afirmou.
Quem também aposta neste segmento para iniciar 2022 com novos desafios é o aluno Márcio Santos, para ele é uma área importante na empresa, inclusive para evitar prejuízos. “Nosso trabalho vai ajudar o produtor a identificar quanto vai ganhar ou perder com as cargas e até mesmo se vale a pena armazenar naquelas condições”, pontuou. No curso, os alunos estudaram as técnicas de classificação de grãos (soja e milho), e também tiveram disciplinas que trataram de meio ambiente, aquisição e descarte dos agrotóxicos, saúde no trabalho, segurança e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e outras.
O curso teve duração de uma semana e foi fruto de parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato Rural e Prefeitura de Marianópolis.
AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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