AGRONEGÓCIO

Presidente Lula e ministro Fávaro enviam primeiro lote de carne brasileira ao Vietnã

Neste sábado (5), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizaram uma reunião bilateral com o primeiro-ministro da República Socialista do Vietnã, Phạm Minh Chính, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro. Encontro ocorre às vésperas da cúpula dos chefes de Estado do BRICS.

Na ocasião, o presidente Lula assinou uma caixa simbólica, representando o primeiro lote de carne bovina brasileira exportada para o Vietnã. O mercado foi aberto em março, durante a missão oficial ao país asiático, resultado de reuniões com as principais lideranças políticas vietnamitas.

A caixa também foi assinada pelo primeiro ministro do Vietnã e pelo ministro Fávaro.

“Essa é uma conquista concreta, resultado direto dos encontros anteriores e do fortalecimento da relação entre Brasil e Vietnã. A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira, somada ao intercâmbio com pescados e arroz vietnamitas, mostra que, quando há compromisso entre os países, os resultados acontecem. Seguiremos trabalhando para ampliar essa parceria estratégica e gerar mais oportunidades para os nossos produtores”, ressaltou Fávaro.

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Já o primeiro-ministro do Vietnã destacou o avanço na parceria: “Essa é uma conquista muito significativa, resultado direto dos encontros anteriores entre nossos países. Agradeço ao ministro e à sua equipe por se dedicarem intensamente à promoção da cooperação agrícola entre Vietnã e Brasil. Fico feliz em ver que, a cada nova reunião, conseguimos avançar com mais produtos e resultados concretos”.

O ministro Fávaro também parabenizou o Vietnã por sua recente adesão ao BRICS como país parceiro e destacou as novas oportunidades comerciais entre as nações.

Este primeiro lote de carne bovina brasileira destinado ao Vietnã é composto por 27 toneladas do corte patinho. A carga seguirá para o país asiático a partir do Porto de Santos, em São Paulo. 

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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